Recuperação Judicial do Vasco: Desafios e Implicações
No dia 5 de janeiro de 2026, o Banco Bradesco protocolou um Agravo de Instrumento no Tribunal de Justiça do RJ, contestando a decisão que homologou o Plano de Recuperação Judicial do Vasco.
O plano havia sido aprovado na Assembleia Geral de Credores em 09/10/2025, com ampla maioria, e posteriormente homologado pela Justiça. O Bradesco recorreu antes mesmo da publicação da decisão, evidenciando a relevância e urgência do tema.
Questões Levantadas pelo Banco
O que o banco questiona?
- Carência de 3 anos para início dos pagamentos, considerada excessiva
- Deságio elevado, com créditos sendo reduzidos a cerca de 10% do valor original
- Tratamento desigual entre credores da mesma classe, favorecendo quem participou de mediações
- Cláusulas genéricas de venda de ativos, sem detalhamento ou controle claro
- Possibilidade de redução de pagamentos por “insucesso esportivo”, algo raro e controverso juridicamente
Aspectos Legais da Recuperação Judicial
Importante destacar:
- O recurso não anula automaticamente a recuperação judicial
- O TJ-RJ pode manter o plano, ajustar cláusulas específicas ou determinar nova assembleia
- O processo agora entra na fase mais técnica: controle de legalidade, não de vontade política dos credores
A Recuperação Judicial do Vasco segue válida, mas passa a ser disputada no detalhe jurídico, onde excessos costumam ser corrigidos pelos tribunais.
Apuração @MaccaVasco | @PodCruzmaltino
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