“Eu cobro os jogadores como eu cobro meus próprios filhos”: com essa declaração, Fernando Diniz justificou a reprimenda dada ao time do Vasco durante a partida contra o Mirassol, na última quinta-feira, que marcou a estreia do clube no Brasileirão (veja no vídeo acima).
— Tenho o máximo respeito pelos jogadores. Trato-os como se fossem meus filhos. Essa é a maior forma de elogio que posso oferecer, pois me dedico para que eles tenham uma vida melhor, assim como faço com meus próprios filhos. É por isso que eles respondem bem. Se observarmos desde o ano passado, todos os jogadores que chegaram melhoraram — disse o treinador após o empate contra o Madureira nesta segunda-feira.
Embora a cobrança tenha se tornado um tema viral nas redes sociais, a abordagem de Diniz em relação aos atletas é vista de forma positiva dentro do clube. O técnico é conhecido por suas broncas, mas mantém boas relações com o elenco.
Madureira x Vasco – Fernando Diniz — Foto: Alexandre Durão
A influência do treinador foi crucial para que o Vasco concretizasse as contratações de Brenner, Alan Saldivia e Marino Hinestroza nesta janela de transferências.
Mas será que Fernando Diniz realmente consegue fazer todos os jogadores evoluírem? O ge analisa alguns casos.
Rayan
Um dos exemplos mais significativos. Formado nas categorias de base, Rayan foi promovido em 2023 em um ambiente de pressão para evitar o rebaixamento. Embora tenha enfrentado críticas em 2024 por atuações inconsistentes, sob a orientação de Diniz, ele encontrou seu melhor desempenho, marcando 20 gols na última temporada. Recentemente, foi vendido ao Bournemouth, em uma transação recorde para o Vasco.
Rayan comemora com Fernando Diniz — Foto: Marcos Ribolli
Nuno Moreira
De um quase desconhecido em Portugal a um jogador fundamental no Vasco. O atacante, que se destacou no Casa Pia, teve a melhor temporada de sua carreira no primeiro ano no clube carioca, com 11 gols e sete assistências, superando sua marca anterior de nove gols e cinco assistências.
Madureira x Vasco – Nuno Moreira — Foto: Alexandre Durão
Paulo Henrique
Uma trajetória marcada por altos e baixos. O lateral-direito chegou ao Vasco como uma opção de elenco, mas rapidamente se destacou sob a orientação de Diniz, sendo convocado para a Seleção. No entanto, sua performance caiu no final do ano passado, e teve um desempenho abaixo do esperado na final da Copa do Brasil e em jogos da atual temporada.
Como pode ser observado, nem todos os casos são positivos, o que é natural em um ambiente competitivo.
Matheus França
Contratado na janela do meio de 2025, o meio-campista ainda não apresentou atuações convincentes pelo Vasco. Emprestado pelo Crystal Palace, ele não contribuiu diretamente para gols em mais de 20 jogos desde seu retorno ao Brasil e não teve oportunidades em partidas em que Diniz promoveu mudanças no elenco durante o Campeonato Carioca. A diretoria aguarda uma resposta do jogador até julho, quando seu contrato se encerrará.
Matheus França Vasco x Boavista — Foto: André Durão
Lucas Piton
Uma das contratações mais importantes desde a transformação do Vasco em SAF. Conhecido por seus bons cruzamentos, seu desempenho caiu consideravelmente desde o segundo semestre de 2025. Em algumas ocasiões, Puma Rodríguez, lateral-direito de origem, apresentou atuações mais consistentes em sua posição. A performance de Piton em 2026 tem sido abaixo da média esperada.
Lucas Piton sai abalado de campo após ser expulso contra o Maricá — Foto: André Durão
Fonte: ge
Paulo Henrique comemora primeiro gol pela seleção brasileira — Foto: Ricardo Nogueira/Sports Press Photo/Getty Images
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