Analistas e especialistas comentam lances controversos em confronto entre Fluminense e Vasco

O embate entre Fluminense e Vasco, que resultou em uma vitória de 2×1 para o time tricolor neste último sábado (20) pelo Campeonato Brasileiro, foi marcado por pelo menos duas…

O embate entre Fluminense e Vasco, que resultou em uma vitória de 2×1 para o time tricolor neste último sábado (20) pelo Campeonato Brasileiro, foi marcado por pelo menos duas situações polêmicas envolvendo as decisões arbitrais. O portal UOL ouviu ex-juízes e recolheu a opinião de outros especialistas, que discutiram os lances na televisão.

Falta de Manoel?

  • Aos 14 minutos do 1° tempo, Vegetti recebeu um passe em forma de cruzamento, finalizou a jogada e a bola acabou batendo no braço do jogador Manoel, que tentava bloquear o chute do atleta vascaíno dentro da área.
  • O árbitro Wilton Pereira Sampaio determinou o prosseguimento da partida e não foi orientado a revisar o lance no VAR, que era comandado por Rodolpho Toski Marques.

Manoel Serapião comentou: “Manoel estava tão integrado à jogada que seu movimento é considerado como uma disputa pela bola, fazendo com que seu braço estivesse em uma posição natural ao movimento. Além disso, Vegetti também não tinha os braços próximos ao corpo. Não houve infração, porém, o que é aceito no Brasil é outra história. Destaco que não foi possível verificar a posição do goleiro: se ele, certamente, não poderia defender a bola, deveria ter sido marcado pênalti, seguido de cartão amarelo, já que um gol teria sido evitado.”

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Emidio Marques afirmou: “A bola chutada por Vegetti atingiu o braço de Manoel de forma acidental e não intencional. Além disso, Manoel estava em uma posição natural, com o braço abaixado e não erguido. Não houve criação de uma área que pudesse ser usada como uma vantagem. A atitude de Wilton foi correta e, de acordo com o protocolo do VAR, não cabia intervenção, uma vez que a interpretação do ocorrido em campo deve prevalecer.”

Guilherme Ceretta declarou: “Eu não assinalaria o pênalti porque a bola atingiu o braço que estava junto ao corpo. Se fosse no outro braço, que estava aberto, seria um pênalti evidente. Porém, a falta de critério acaba deixando a todos sem saber o que é certo. O que será marcado? O que não será? Estamos apenas na 3ª rodada e é possível prever: ao longo do campeonato, Wilton vai marcar um pênalti em uma jogada como essa.”

Na ESPN, Carlos Eugênio Simon afirmou: “Não foi pênalti: Vegetti girou o corpo e atirou, enquanto Manoel tentava recolher o braço. Na imagem, não fica claro se a bola atingiria a barriga ou não, mas tocou o antebraço. Não foi um gesto antinatural e não foi intencional, logo não foi pênalti. A ressalva é que o árbitro de vídeo deveria tê-lo chamado. Wilton deveria ter ido até a beira do campo analisar o lance.”

Posição do Toski no VAR

“Temos que verificar se essa bola passaria ou bateria no corpo. […] Não vejo um movimento adicional, deliberado. Vejo um braço natural. Se a bola não tivesse atingido o braço, teria batido no corpo. Vamos olhar da outra [câmera]. Está próximo, ele não estende o braço para trás, a bola bateria no corpo dele. Tudo verificado. A bola atingiu o braço, mas não houve movimento adicional”

Ganso expulso?

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

O autor do primeiro gol do jogo, Ganso, foi alvo de críticas por parte da torcida por chutar Matheus Carvalho após uma falta cometida pelo meio-campista do Vasco. Wilton exibiu cartões amarelos para ambos os jogadores e, da mesma forma que no lance de suposto pênalti, não foi solicitada a intervenção do VAR.

Manoel Serapião opinou: “O contato foi entre pernas e não houve excesso de força, apesar de ter ocorrido fora da disputa da bola. Acredito que o cartão amarelo foi o limite apropriado.”

Emidio Marques disse: “Foi uma atitude equivalente a conduta imprópria grave, assim sendo, a advertência (cartão amarelo) é justificada. Se foi um chute, que foi o caso, consiste em violência, portanto, apenas a expulsão seria cabível. A ação foi intencional, deliberada e isolada. Não houve disputa pela bola, caracterizando-se como uma conduta violenta. O árbitro deveria ter paralisado o jogo e reiniciado com um tiro livre para a equipe adversária. Ganso, sem dúvidas, deveria ter sido expulso.”

Guilherme Ceretta ponderou: “Ganso deveria ter sido expulso, porém, para manter o controle do jogo, Wilton agiu de maneira correta: em algumas situações, é necessário considerar o jogo em si, e não apenas o lance isoladamente. Pelas atitudes tomadas, o cartão vermelho seria apropriado, mas o controle da partida foi mantido corretamente.”

Na ESPN, Carlos Eugênio Simon analisou: “É vermelho, trata-se de agressão. Ganso recebe um empurrão pelas costas e revida com um chute no adversário. É uma conduta violenta. O VAR também deveria ter chamado a atenção do árbitro.”

Ulisses Tavares comentou: “É uma jogada delicada. Pelo que pude observar nas imagens, caso tenha havido agressão em resposta a uma falta – e fora de uma disputa pela bola -, Ganso deveria ter sido expulso.”

Fonte: UOL Esporte


Receba notícias do Vasco

Cadastre seu e-mail para receber os principais destaques do Vasco.