— Minha preferência é pelo 4-2-3-1, mas ainda não está definido. Não sou rígido, aprecio muito o que o elenco me oferece. Isso é o que aprendi e pelo qual conquistei sucesso. Já tive vitórias com o 4-2-4, com dois meias centralizados. Se eu pudesse montar minha equipe ideal, seria no 4-2-3-1, que traz equilíbrio, mas precisamos ter os jogadores certos. A diretoria está se esforçando para trazer novos reforços. Não sabemos o que o futuro nos reserva nos próximos dias – afirmou o treinador.
— Minha cabeça está sempre no próximo jogo. Não importa a competição, assim é como gosto de trabalhar. Já vejo o elenco forte, principalmente com o retorno de jogadores que estavam no departamento médico, como Jair, Paulinho, Adson e o próprio Estrella. Já temos reforços dentro do Vasco. Estamos secretamente trabalhando com a diretoria para potencializar esse grupo, que já considero forte – completou.
Marcelo Sant’Ana e Fábio Carille no Vasco — Foto: Tébaro Schmidt/Vasco
Carille comentou sobre a chance de utilizar Payet e Coutinho juntos, mas também destacou outras opções no elenco, como Alex Teixeira e Estrella. O técnico mencionou a possibilidade de escalar dois meias-atacantes como referência no ataque, assim como fez em 2018 com o Corinthians, utilizando Jadson e Rodriguinho, sem a necessidade de um atacante mais fixo.
— Acredito que, quando temos jogadores de qualidade, precisamos tentar colocá-los todos juntos. Se estiverem bem, devemos apoiar para que atuem juntos. Temos Alex Teixeira, e Estrella que em breve estará conosco, que é jovem, mas os outros são mais experientes. Tenho pensado nisso, sim. Mas quero testar na prática para ver se funciona – explicou.
Sobre a percepção de montar equipes excessivamente defensivas, Carille respondeu:
“Essa ideia ficou forte após 2019, e até tive uma conversa ontem com alguns aqui no CT sobre os estilos que utilizei. Isso se deve ao que aconteceu em 2019, quando o Corinthians era um time totalmente reativo e foi o que encontramos para aquele ano, conforme as características dos jogadores”, disse.
— E mesmo assim foi um ano de resultados, onde o futebol não era exatamente bonito, mas foi um futebol de resultados, com o título paulista, semifinal da Sul-Americana e terminamos em quarto no Brasileiro. Isso não me incomoda, porque foi uma realidade e deixei claro em todas as vezes que jogaria daquele modo. Depois, fui para a Arábia Saudita, onde o futebol fica um pouco distante de nós, mas é um campeonato muito difícil, especialmente sabendo que podíamos ter até oito estrangeiros em campo e era um investimento elevado. Lá joguei com formações como 4-1, 3-2, 4-1, 3-2, semelhante ao estilo do River do Gallardo, que jogou desse jeito por muito tempo. Eu tinha uma linha defensiva rápida, com jogadores qualificados, e foi muito gratificante trabalhar dessa maneira. Acreditei nesse formato por causa das características dos atletas – disse.
— Aqui já temos o João, que possui velocidade, e o (Lucas) Oliveira, outro jogador confirmado, que também possui essa característica, (Lucas) Freitas fez um campeonato excepcional e também tem velocidade. Do lado direito, tanto o Puma quanto o PH jogam com velocidade, então jogar no campo adversário pode ser uma alternativa, sim, mantendo essa pressão constante. Joguei dessa forma com o Santos no último ano, priorizando pressão o tempo todo e marcando no campo ofensivo. A princípio, acredito que seja possível fazer isso. Portanto, é algo que não me preocupa, pois realmente implementei isso em 2019; foi quase o único ano em que organizei a equipe dessa forma – concluiu.
Foco na posse de bola
O técnico do Vasco destacou que, apesar da necessidade de novos jogadores, o elenco possui qualidade para valorizar a posse de bola, controlar o jogo e explorar as habilidades individuais de alguns atletas, independentemente do esquema tático escolhido.
— Muitas vezes, podemos obter resultados mantendo a posse de bola. Eu vejo um time muito qualificado, tecnicamente, e já posso antecipar que, independentemente do sistema tático utilizado, haverá uma grande valorização da posse de bola, teremos bastante controle do jogo, entregando menos a bola para o adversário. Isso eu já posso afirmar, não importa se jogarmos em 3-5-2, 4-4-2, 4-2-3-1 ou 4-3-3. Vou focar bastante na valorização da posse de bola.
— Esse trabalho começou ontem e hoje já retornamos com o grupo. O elenco ainda está dividido por conta dos exames que estão sendo realizados, mas vamos priorizar muito a valorização da posse de bola pela qualidade que temos entre os jogadores.
Fonte: ge
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