Chances perdidas, defesa exposta e desfalques explicam fase do Vasco.

Vasco enfrenta desafios críticos com desfalques e defesa vulnerável em busca da recuperação na Série B.

O Vasco garantiu sua vaga nas semifinais da Copa do Brasil, mas ainda enfrenta dificuldades no Brasileirão. Desde a chegada de Fernando Diniz, com a missão de evitar o rebaixamento, o time se destacou no mata-mata mas permanece na parte inferior da tabela, apresentando um desempenho insatisfatório.

Nas oito primeiras rodadas do Brasileirão, o clube conquistou apenas sete pontos, o que equivale a 29% do total. Sob o comando de Diniz, o Vasco acumulou 16 pontos em 42 possíveis, resultando em um aproveitamento de 38%. Essa leve melhora foi suficiente para o time sair da zona de rebaixamento, mas o avanço ainda é modesto, estando apenas um ponto acima do 17º colocado.

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Apesar de um desempenho um pouco melhor sob a liderança de Fernando Diniz, os resultados ainda não são satisfatórios. O ge identificou cinco razões para essa situação.

Vasco x Ceará Fernando Diniz — Foto: André DurãoVasco x Ceará Fernando Diniz — Foto: André Durão

Desempenho abaixo do esperado em São Januário

Nos últimos anos, São Januário tem sido um forte aliado do Vasco no Brasileirão. A boa campanha do clube em 2024, tanto no campeonato quanto na Copa do Brasil, foi amplamente atribuída ao excelente desempenho como mandante — 14 vitórias e apenas duas derrotas em 24 jogos.

Entretanto, o Vasco completou 123 dias sem vencer no Brasileirão em seu estádio. Este jejum é o segundo mais longo da era dos pontos corridos, conforme dados do Gato Mestre. A última vitória ocorreu em 17 de maio, contra o Fortaleza, por 3 a 0, sendo o único triunfo de Diniz na competição em casa.

Corinthians comemora gol em partida contra o Vasco em São Januário pelo Campeonato Brasileiro — Foto: Alexandre DurãoCorinthians comemora gol em partida contra o Vasco em São Januário pelo Campeonato Brasileiro — Foto: Alexandre Durão

Desde então, o Vasco perdeu para o Bragantino e para o Corinthians, além de empatar contra Grêmio, Atlético-MG e Ceará. Também foi derrotado pelo Botafogo, em um jogo que foi transferido para o Mané Garrincha, piorando ainda mais sua trajetória como mandante na competição.

Oportunidades desperdiçadas

Não se pode afirmar que o Vasco não teve oportunidades de somar mais vitórias. Em diversos jogos, a equipe enfrentou dificuldades para converter chances em gols, tais como nos confrontos contra Bragantino, Grêmio, Atlético-MG e Ceará, além do jogo contra o Internacional fora de casa.

Contra o Bragantino, o Vasco finalizou 20 vezes, mas apenas três chutes foram na direção do gol, resultando em uma derrota de 2 a 0. Diante do Grêmio, foram 28 finalizações contra apenas seis do rival, mas o jogo terminou empatado. No confronto com o Internacional, a equipe abriu o placar e teve chances de vencer, mas sofreu o empate no final após a expulsão de Léo Jardim.

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Vasco 1 x 1 Grêmio | Melhores momentos | 15ª rodada | Brasileirão 2025

Defesa vulnerável

Historicamente, a defesa tem sido um ponto fraco para o Vasco, e essa situação não foi alterada por Fernando Diniz. Nos 14 jogos do Brasileirão sob seu comando, a equipe tomou 22 gols, uma média de mais de 1,5 gol por partida. Esta média supera a dos dois últimos campeonatos, em que o time sofreu 51 gols em 38 jogos (1,34) em 2023 e 56 gols em 2024 (1,47).

Erros individuais

Um fator crucial para os gols sofridos pelo Vasco são os erros individuais. Ao longo do Brasileirão, o time lidera o ranking de falhas individuais, com nove erros que originaram gols do adversário, segundo levantamento do Gato Mestre — excluindo expulsões, gols contra e pênaltis. Confira alguns lances abaixo.

Veja todas as falhas individuais do Vasco no Brasileirão que terminaram em gol adversário

Um exemplo recente ocorreu contra o Ceará, onde Paulo Henrique e Mateus Carvalho falharam, contribuindo para que a equipe não saísse vitoriosa, assim como em outras partidas contra Mirassol e Internacional. Assim, foram sete pontos desperdiçados nessas ocasiões.

Desfalques

Fernando Diniz enfrenta desafios constantes em manter uma equipe titular consistente. Desde que chegou ao clube, perdeu Adson e Jair devido a lesões para o restante da temporada. Atualmente, também estão no departamento médico Lucas Piton e Tchê Tchê, ambos titulares.

Além disso, a equipe passou por uma reformulação durante a janela de transferências, com saídas de João Victor e Luiz Gustavo. Novas contratações como Carlos Cuesta e Robert Renan foram feitas, mas apenas na última semana. Por mais de um mês, a equipe atuou com Hugo Moura improvisado na defesa ao lado de Lucas Freitas.

Fonte: ge


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