Segundo o treinador, o Vasco sentiu bastante o impacto do gol de Bruno Henrique, que ocorreu aos 21 minutos do segundo tempo.
– No primeiro tempo, lutamos intensamente e até ultrapassamos um pouco os limites de tanta vontade. Durante a pausa técnica, pedi calma aos jogadores. O cartão amarelo começou a aparecer cedo. No segundo tempo, eles começaram a explorar bastante o Rossi, o que fez nosso time retroceder e isso afetou um pouco nossa paciência – avaliou Carille em coletiva de imprensa.
“Não é a primeira vez que isso acontece; eu preciso trabalhar muito a parte mental desse time. Quando sofremos um gol, parece que tudo acaba. Treinamos para evitar sofrer gols, mas isso é parte do jogo. Precisamos manter a firmeza e a garra. Esse é o meu papel”, acrescentou.
– É crucial buscarmos esse equilíbrio durante toda a partida. Fizemos 25 minutos bons contra o Fluminense, mas depois nos desorganizamos. Às vezes, temos um bom primeiro tempo e um segundo fraco. A meta é encontrar esse equilíbrio – finalizou.
Fábio Carille em Vasco x Flamengo — Foto: André Durão
Carille também comentou sobre a impaciência da torcida no Nilton Santos e o que pode ser feito para conquistar o apoio do público.
– A fórmula é vencer. Precisamos ter a atitude do primeiro tempo para ganhar o apoio do torcedor. Essa insatisfação não é de hoje. É algo que está sendo trabalhado pelo Pedrinho, que está empenhado para tornar o Vasco um clube forte. Ele está resolvendo um monte de questões aos poucos – disse.
– Os três rivais aqui do Rio, Botafogo, Fluminense e Flamengo, têm conquistado títulos nos últimos anos, e isso aumenta a impaciência do torcedor. Precisamos ter consciência disso. E seguimos trabalhando, beleza? Temos um grupo com qualidade, e agora meu papel e da minha comissão é tornar a equipe mais organizada dentro de campo durante os 90 minutos – concluiu.
Flamengo e Vasco se enfrentam no segundo jogo da semifinal do Carioca no próximo sábado, às 17h45 (horário de Brasília), no Maracanã. Antes disso, o time de Carille encara um compromisso importante contra o Nova Iguaçu na quarta-feira, pela segunda fase da Copa do Brasil.
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Por que os reforços (Loide, Garré e Nuno) não começaram como titulares?
– Essa é a pergunta mais fácil de responder. Eles chegam de um clima frio, enfrentando dificuldades na semana. Se colocá-los para começar, nem sei se terminariam o primeiro tempo. São bons jogadores, mas precisam passar por uma adaptação.
Pouco espaço para Sforza
– É um atleta muito técnico, e está mostrando grande profissionalismo nessas condições. Em breve teremos que sentar e discutir o que é melhor para o Vasco. Temos muitos jogadores talentosos e precisamos abrir espaço para a garotada, pois todos merecem atenção. Teremos que fazer esse processo pelo bem do Vasco.
Como melhorar o desequilíbrio?
– Encontrar o equilíbrio passa muito por uma melhor organização, com os atletas fazendo escolhas mais acertadas e a gente tendo um domínio maior da bola. Muitas vezes, entregamos a bola logo após recuperá-la. É um pouco de tudo. Temos jogadores talentosos chegando. Agora é trabalhar, deixar tudo claro para os atletas, especialmente os que estão chegando, para que possamos melhorar.
Próxima semana decisiva
– É uma questão mental. Precisamos mudar a chave e focar apenas na Copa do Brasil, porque lá não há espaço para erros. Sabemos da fase do Flamengo e da nossa. Precisamos usar nossas armas. O tempo é curto, mas já conheço o futebol brasileiro. É muito vídeo, conversa… não é hora de reclamar, mas sim de buscar alternativas. Precisamos conseguir esse equilíbrio rapidamente para termos mais regularidade.
Nova Iguaçu na quarta-feira
– É um time que teve uma boa campanha no ano passado, ficando vice-campeão. Muitos jogadores continuam do ano passado, creio que sete atletas de 2024 estavam no jogo contra o Vasco (no Carioca). Precisamos fazer o nosso e ter uma boa estratégia tanto ofensiva quanto defensiva.
Chances perdidas contra o Flamengo
– Foi uma partida com poucas oportunidades para ambos os lados. O Flamengo teve uma bola na trave e teve a do Rayan, além da do João Victor. Um jogo decidido nos detalhes, e Bruno Henrique acertou um chute no ângulo. Precisamos ter a consciência de que a regularidade é fundamental.
O que mudar para o jogo da volta?
– Antes de pensar no Flamengo, temos a Copa do Brasil, e isso é muito sério. A responsabilidade é toda nossa contra o Nova Iguaçu. É preparar os jogadores que estão chegando, fazer com que entendam o que é o Vasco e o que significa jogar com essa camisa. Se eu optar por colocá-los em campo na quarta-feira, também será um aprendizado. Estou tendo que acelerar todo o processo. O começo não foi tão bom quanto o segundo tempo, mas tendemos a nos entregar depois de levar um gol. O gol faz parte do jogo. Precisamos continuar dando o nosso melhor.
Fonte: ge
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