Conheça os pormenores da séria lesão enfrentada por Adson.

Descubra todos os detalhes da grave lesão que Adson está enfrentando. Fique por dentro do tratamento e recuperação do atleta!

O atacante Adson, do Vasco, sofreu uma nova fratura na tíbia direita, complicando ainda mais sua trajetória de recuperação. Após duas cirurgias para tratar uma fratura por estresse, ele se lesionou em um treino nesta terça-feira, onde recebeu um impacto que resultou em uma nova fratura traumática. Esse tipo de recorrência, embora raro, é documentado na literatura médica. Acompanhe os detalhes a seguir.

Adson havia sido diagnosticado com fratura por estresse na tíbia da perna direita no ano passado. Devido a dores intensas, ele passou por sua primeira cirurgia em setembro, com expectativa de retorno em três meses. No entanto, complicações durante a recuperação atrasaram seu retorno.

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Adson em ação pelo Vasco — Foto: Matheus Lima/Vasco

Durante um determinado período, Adson sentiu desconforto devido à placa de fixação utilizada na cirurgia anterior, necessitando de um novo procedimento para retirá-la. Ele só conseguiu voltar a jogar em março de 2025, participando de apenas 16 partidas, com média de 20 minutos em campo.

Recentemente, durante um treino no CT Moacyr Barbosa, no Rio de Janeiro, Adson sofreu um impacto na mesma região anteriormente afetada. A fratura anterior gerou um calo ósseo, e um movimento não controlado resultou na nova fratura direta. A cirurgia foi realizada nesta terça-feira, e Adson iniciou seu processo de recuperação.

O que é a fratura na tíbia?

A tíbia, também conhecida como osso da canela, é o segundo maior osso do corpo humano, localizado entre o joelho e o tornozelo. Ela é fundamental para suportar o peso do corpo e permitir movimentos como caminhar, correr e saltar, sendo especialmente vital para atletas.

A fratura por estresse é uma microfratura óssea resultante de uma sobrecarga repetitiva, sendo frequente em atletas de esportes de impacto. Isso ocorre quando o osso não se regenera rapidamente o suficiente para acomodar as lesões acumuladas durante os treinos.

O tratamento inicial para fraturas por estresse geralmente não requer cirurgia, apenas descanso das atividades impactantes. Se a dor persistir, a cirurgia pode ser necessária, como no caso de Adson, que envolve a colocação de placas e parafusos ou hastes intramedulares.

Embora o retorno ao esporte possa ocorrer meses após a cirurgia, a remodelação óssea pode levar mais de um ano, segundo o ortopedista Adriano Leonardi. Isso se deve ao fato de que a fratura por estresse causa micro danificações repetidas nos ossos, deixando áreas vulneráveis a novas fraturas.

Adson enfrentou dois tipos de fraturas no mesmo local, influenciando uma pela outra.

  • Fratura por estresse: resultante de sobrecarga repetitiva ao longo do tempo;
  • Fratura por trauma: decorrente de um impacto direto.

Os especialistas afirmam que a cirurgia anterior e suas complicações também podem ter contribuído para a nova lesão por impacto.

Novo tratamento

O Vasco confirmou que a nova fratura requer cirurgia, já realizada com sucesso. O tempo estimado para o retorno ao esporte varia de cinco a oito meses, dependendo da recuperação óssea.

Fases do tratamento incluem:

1. **Fase 1 — Pós-operatório imediato (0–3 semanas):**

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  • Controle de dor e edema;
  • Imobilização ou apoio parcial;
  • Início da mobilidade do joelho e quadril.

2. **Fase 2 — Consolidação inicial (3–8 semanas):**

  • Carga progressiva monitorada;
  • Fortalecimento isométrico;
  • Prevenção de rigidez articular.

3. **Fase 3 — Consolidação avançada (2–4 meses):**

  • Retorno à carga total;
  • Reeducação da marcha;
  • Início de treino funcional.

4. **Fase 4 — Retorno esportivo gradual (4–6 meses):**

  • Treinos específicos;
  • Fortalecimento máximo;
  • Avaliação biomecânica.

Riscos de complicações

O caso de Adson é considerado sério e pode impactar sua carreira. A recuperação envolve não apenas a consolidação óssea, mas também a confiança do atleta em movimentos intensos. Dores residuais podem afetar seu desempenho, tornando a reabilitação metódica e integrada essencial.

  • Fraturas em osso de carga necessitam de cuidado especial;
  • Reincidências sugerem fraquezas na estrutura óssea.

Embora preocupantes, fraturas tibiais não necessariamente comprometem a carreira de um atleta, desde que o processo de reabilitação seja rigoroso e o tempo de cicatrização respeitado.

Os possíveis efeitos colaterais incluem:

  • Dor crônica;
  • Síndrome compartimental;
  • Diminuição da resistência óssea;
  • Atrofia muscular;
  • Alterações na forma de correr.

Acompanhamento multidisciplinar é vital para mitigar tanto os riscos físicos quanto emocionais.

Outros casos de atletas

Fraturas por estresse e trauma são comuns no esporte, mas a situação de Adson, com uma fratura por estresse seguida de uma por impacto, é rara em atletas de alto nível. Casos similares, como o de Kevin Durant, mostram que complicações em fraturas podem resultar em longos períodos de recuperação.

Referências:
https://adrianoleonardi.com.br/artigos/fratura-por-estresse/

Fontes:
Adriano Leonardi é ortopedista e especialista em joelho. Thiago Lima, ortopedista da Casa de Saúde São José, também contribuiu com informações valiosas para este artigo.


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