Diniz busca reconciliação com torcida do Vasco após receber xingamentos

Diniz tenta melhorar relação com torcedores do Vasco após ser alvo de críticas.

As vaias e xingamentos, apesar da classificação do Vasco para as semifinais do Campeonato Carioca, nos pênaltis, apresentam um desafio para Fernando Diniz: como restabelecer a conexão com a torcida?

O treinador tem enfrentado críticas em relação aos resultados e à falta de efetividade do time, mesmo ao justificar seu trabalho com o número relativamente alto de finalizações e chances criadas.

Após a eliminação do Volta Redonda, Diniz comentou sobre como o clima pode mudar com a arquibancada. A resposta é evidente, mas não tem se mostrado simples. Em 53 jogos à frente do Vasco, o treinador acumula 21 derrotas e 19 vitórias.

“É com vitória. O torcedor está certo. Eu aceito o que vem da arquibancada. A torcida do Vasco é diferente. Há um mês, a torcida estava gritando meu nome. A torcida tem o direito de se manifestar. Se o time apresenta um desempenho como no primeiro tempo, como não esperar a reação da torcida? Que vem na chuva, que vem no sol, que viaja. Da minha parte, a torcida sempre receberá o que penso sobre a torcida do Vasco. É uma torcida apaixonada. O maior patrimônio do Vasco é a sua torcida. O que preciso fazer é levar o time a vencer. Se tivesse que ganhar da Chapecoense ou do Bahia, tudo estaria tranquilo. Não ganhou, a torcida se preocupa”, afirmou o treinador, que acrescentou:

“O torcedor está coberto de razão. Isso eu digo aos jogadores. Precisamos entregar um serviço de qualidade e conquistar vitórias”.
Fernando Diniz

O discurso do treinador se alinha com sua linguagem corporal quando os xingamentos começam. Ele não demonstra intenção de retrucar à arquibancada e costuma sair cabisbaixo em direção ao vestiário.

Apesar da pressão intensa, em um ambiente que já mescla a luta contra o rebaixamento com a decepção pela perda da final da Copa do Brasil, Diniz não pretende desistir. Não solicitará sua demissão.

O treinador tem defendido seu trabalho no clube e destaca que a equipe ainda está se adaptando à saída de Rayan, por exemplo.

“Precisamos trabalhar e nos adaptar. Especialmente, melhorar a finalização das jogadas. No ano passado, fizemos muitos gols. Melhoramos o sistema defensivo. Mas temos precisado chutar bastante para marcar um ou dois gols. Precisamos trabalhar nisso e voltar a vencer para que a torcida abrace o time e crie a sintonia que tivemos no ano passado”, comentou o treinador.

Em busca dessa sintonia, o Vasco terá a semana do Carnaval para planejar os próximos passos no Estadual. A expectativa é de um clássico contra o Fluminense, que teve a melhor campanha na fase de classificação e enfrenta o Bangu na segunda-feira.

Fonte: UOL


Receba notícias do Vasco

Cadastre seu e-mail para receber os principais destaques do Vasco.