Em 1 semana, Vasco passa da expectativa à frustração na luta pelo G7 do Brasileiro.

Vasco enfrenta reveses e vê sonho do G7 se afastar; torcedores clamam por mudanças urgentes na equipe.

Três semanas se passaram desde a vitória do Vasco sobre o Fluminense, quando o clube compartilhou um vídeo dos bastidores com um discurso motivacional do presidente Pedrinho no vestiário. Durante a reunião com jogadores e comissão técnica, o dirigente ressaltou que o elenco deveria “olhar para cima”, almejando uma vaga na Libertadores, e que, em duas rodadas, estaria na disputa pela classificação ao Brasileirão.

“A gente vai jogar pra c* e vamos brigar pela Libertadores. Dou duas rodadas para a gente estar na Libertadores. Bota na cabeça de vocês”, disse Pedrinho em sua fala.

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Após o clássico, o Vasco conquistou uma vitória convincente sobre o Bragantino, 3 a 0 fora de casa, totalizando quatro vitórias consecutivas. A meta de entrar no G-7 ganhou força, mas o time se preparava para dois desafios cruciais contra São Paulo e Botafogo, rivais diretos na luta pela Libertadores.

Jogador com expressão pensativa, de uniforme preto com detalhes brancos. Fernando Diniz Vasco Juventude — Foto: Jorge Rodrigues/AGIF

Em apenas seis dias, o clima no vestiário e nas arquibancadas virou. O time não só perdeu os dois confrontos diretos, mas também foi derrotado pelo Juventude no sábado, resultando na terceira derrota consecutiva. A torcida demonstrou seu descontentamento com gritos de “time sem vergonha” e ironias de “olé”. Como o panorama do Vasco mudou tão rapidamente em uma semana?

Baque contra o São Paulo e aplausos da torcida

O Vasco chegou ao jogo contra o São Paulo confiante, embalada por quatro vitórias, a maior sequência do time no Brasileiro. O ambiente em São Januário antes e durante a partida era positivo.

O time apresentou bom desempenho, especialmente no primeiro tempo, mas sofreu um revés quando o São Paulo abriu o placar nos acréscimos com um pênalti de Lucas. No segundo tempo, mesmo com cinco atacantes em campo, o Vasco acabou cedendo espaço para o adversário, que marcou o segundo gol.

Diniz comenta sobre mudanças e afirma que Vasco não jogou mal: “Faltou fazer o gol”

Apesar da derrota, a torcida aplaudiu o time ao final, reconhecendo o esforço dos jogadores.

— A conquista mais importante desse time é devolver a estima ao clube e ao torcedor. Criar essa conexão é fundamental; é um grande mérito dos jogadores — destacou Fernando Diniz após o jogo.

Jogadores do Vasco e São Paulo disputando a bola em campo. Alan Franco, do São Paulo, contra o Vasco — Foto: Thiago Ribeiro/AGIF

Derrota “inquestionável” no Nilton Santos

A recuperação parecia possível na quarta-feira, quando o Vasco enfrentou o Botafogo, que na ocasião tinha uma vantagem de cinco pontos.

Diferentemente do confronto com o São Paulo, a vitória do Botafogo foi indiscutível, como afirmou Fernando Diniz na coletiva. O Vasco teve um desempenho insatisfatório e foi dominado do início ao fim, com o placar de 3 a 0 sendo considerado “barato” pelo técnico.

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Diniz analisa a derrota: “O placar reflete o que foi o jogo e sou o responsável”

— O 3 a 0 refletiu o que aconteceu em campo. A partir de um certo ponto, o Botafogo foi dominante. Fui eu quem errou. Não conseguimos finalizar e o rival foi superior — lamentou Diniz.

O último voto de confiança em São Januário

Apesar da derrota, o Vasco retornou a São Januário diante de uma torcida entusiasmada para enfrentar o Juventude. A pressão interna aumentou, pois era crucial voltar a vencer contra um adversário na zona de rebaixamento.

O jogo começou promissor, com Rayan marcando e celebrando ao estilo “Trem-bala da Colina”. Contudo, falhas individuais levaram à virada do Juventude ainda no primeiro tempo.

Derrubada de jogador do Vasco no campo. Robert Renan lamenta segundo gol do Juventude — Foto: Jorge Rodrigues/AGIF

Na segunda etapa, o Juventude ampliou a vantagem, e a paciência da torcida se esgotou. A arquibancada manifestou descontentamento, com aplausos irônicos a cada toque dos jogadores do Juventude, culminando em vaias e protestos de “vergonha”.

Jogador de futebol com expressão pensativa. Fernando Diniz, Vasco x Juventude — Foto: Jorge Rodrigues/AGIF

Com o resultado, o Vasco permaneceu com 42 pontos, caindo para a 10ª colocação, e considerando a possibilidade de uma queda ainda maior caso o Corinthians some pontos contra o Ceará.

Com apenas cinco jogos restantes, a distância para o G-7 poderia aumentar para nove pontos, tornando cada vez mais remota a esperança de uma vaga na Libertadores pelo campeonato. No entanto, a equipe ainda está viva na Copa do Brasil, onde disputará as semifinais contra o Fluminense em 11 e 14 de dezembro.

O próximo compromisso do Vasco será no dia 19, contra o Grêmio em Porto Alegre, pela 34ª rodada do Brasileirão.
Fonte: ge


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