Atualmente com 27 anos, Evander está vivendo a melhor fase de sua carreira. Desde que foi contratado em fevereiro pelo Cincinnati, o ex-jogador do Vasco tem se destacado com performances excepcionais. Em entrevista ao ge, ele comentou sobre sua evolução ao longo dos anos, sua lembrança do jogo contra Messi e, claro, sua satisfação com os resultados atuais.
“Eu sempre busco novos desafios e melhoro a cada temporada. Minha adaptação ao estilo de jogo da equipe foi rápida, e coisas boas começaram a acontecer de maneira surpreendente para mim” — afirmou Evander.
Apesar de a rápida adaptação ao novo clube ter sido inesperada, Evander já tinha familiaridade com ligas norte-americanas, como a MLS. Antes de se juntar ao Cincinnati, ele teve uma passagem bem sucedida pelo Portland, onde também deixou sua marca.
Na última temporada com o Portland, Evander disputou 32 jogos, marcou 15 gols e deu 19 assistências. Graças a estas contribuições, ele foi convocado para a seleção de 2024 da MLS. A experiência anterior lhe deu confiança para se integrar rapidamente ao novo time e se entrosar com seus companheiros.
Os números do jogador no Cincinnati são ainda mais impressionantes. Em 33 partidas, Evander contabiliza 20 gols e 11 assistências. Esta não é apenas a melhor temporada de sua carreira nos Estados Unidos, mas também a mais produtiva desde que se profissionalizou. Segundo ele, fatores como maturidade, experiência e uma mudança de posição foram essenciais para seu sucesso.
“Desde a base no Vasco, sempre gostei de estar perto do gol e criar oportunidades. Por questões táticas, joguei em posições diferentes ao longo da carreira, o que me ajudou a crescer. Hoje, atuando como camisa 10, tenho mais chances de finalizar, mesmo tocando menos na bola. Tudo é uma questão de adaptação” — explicou Evander.
Agora adaptado e em seu melhor momento no Cincinnati, Evander também teve a oportunidade de realizar um sonho de infância: jogar contra Messi. Embora tenha atuado nos últimos anos em clubes americanos, o Portland e o Inter Miami não se enfrentaram na MLS, o que impediu o confronto até o momento.
Após a Copa do Mundo de Clubes em julho, o jogo entre Evander e Messi superou suas expectativas. O Cincinnati venceu o Inter Miami por 3 a 0, com dois gols de Evander. Para o ex-jogador do Vasco, essa partida foi inesquecível e ocupa um lugar especial na sua memória.
“Estava ansioso e curioso para ver como ele se comportava em campo. Às vezes, a gente acaba se distraindo admirando seu talento. Sou um grande admirador do futebol dele. A vitória e meus gols tornaram esse momento ainda mais especial” — recordou Evander.
Os resultados positivos nos Estados Unidos geram esperanças em Evander. Com uma trajetória nas seleções de base, ele almeja ser convocado para a seleção principal. Embora reconheça que jogar na MLS pode afastá-lo dos olhares da seleção brasileira, mantém o sonho vivo.
“Todo jogador brasileiro sonha em defender a Seleção. Esse sempre foi meu objetivo. E eu sei que jogar nos Estados Unidos pode fazer com que eu fique fora desse radar, mas enquanto estiver em campo, vou continuar lutando por esse sonho” — destacou o ex-atleta do Vasco.
No final do último ano, Evander expressou sua vontade de retornar ao Brasil, ciente de que isso poderia facilitar sua convocação. Após uma fase de insatisfação no Portland, imaginava que um retorno ao país o ajudaria a ser notado.
Contudo, a volta não ocorreu, e ele assinou com o Cincinnati, evitando assim novas adaptações e estabelecendo novos objetivos. Além de ter se destacado nas estatísticas, ele almeja ser campeão para coroar essa fase promissora.
“Meu maior objetivo nesta temporada é conquistar um título com a equipe. Sei que estou lutando pela artilharia e pela MVP, mas tudo está interligado. Se continuar mantendo meu alto nível, certamente alcançarei meu maior desejo: ser campeão” — concluiu Evander.
O Cincinnati jogará no próximo sábado contra o Philadelphia. Uma vitória sobre o rival poderá colocar a equipe de Evander na liderança da MLS, já que atualmente o Philadelphia lidera a tabela com 54 pontos, dois a mais que o time do brasileiro.
Fonte: ge