Luiz Guilherme da Conceição Silva teve uma carreira profissional de 20 anos. Revelado pelo Madureira, com passagens por Vasco, Atlético-MG e um período no futebol chinês, Muriqui se juntou ao Joinville em fevereiro de 2024, onde encerrou sua trajetória como atleta.
Muriqui, ex-jogador e novo investidor da SAF do Rio Branco-ES — Foto: Rio Branco SAF
Após a aposentadoria, Muriqui decidiu seguir um novo caminho dentro do mesmo universo em que atuou: o futebol. Inicialmente, tornou-se empresário de jogadores e, através de contatos, conheceu Renato Antunes, o CEO da SAF do Rio Branco-ES, que o convidou para investir no clube.
– Quando finalizei minha carreira, optei por um tempo de reflexão. Quatro meses depois, comecei a empresariar atletas. Meu primeiro contato com Renato foi para me apresentar como empresário. Conversamos sobre futebol e investimentos, e ele me apresentou o Guilherme Lobo (diretor de futebol). Naquela época, discutíamos apenas a negociação de atletas. Fiz minha primeira visita ao estado na final da Copa ES Sub-20 e, após isso, recebi o convite para ser investidor – relatou Muriqui ao ge.globo.
Muriqui, Vasco — Foto: Paulo Fernandes/Vasco.com.br
Como novo membro da SAF do Rio Branco-ES, Muriqui está entusiasmado com o potencial de crescimento e os investimentos no futebol capixaba. Além do Capa-Preta, atual bicampeão estadual, o Porto Vitória também está se destacando com um modelo similar, enquanto a Desportiva Ferroviária, seu rival, se prepara para seguir o caminho da SAF. Nesse contexto, ele almeja ajudar o Brancão a alcançar maiores patamares no futebol brasileiro.
– Vejo um futuro promissor para o futebol do Espírito Santo. Acompanho de perto e assisto a todos os jogos do Rio Branco e de outras equipes para entender melhor o cenário. O clube está crescendo, é bicampeão estadual, participando de competições nacionais e com possibilidades de alcançar objetivos maiores. Estou otimista em relação ao futuro do futebol capixaba, que também se beneficia da estruturação de outros clubes, o que nos tira da zona de conforto. Imagino um futuro com um campeonato mais forte, maior visibilidade, organização e mais patrocínios – opinou ao ge.globo.
De jogador a empresário, e futuro proprietário?
Muriqui cumprimenta Lebron James, em evento do Guanghzou Evergrande — Foto: Arquivo Pessoal
Após mais de 20 anos como jogador, o futebol continua presente na vida de Muriqui. Ele sonha em se tornar proprietário de um clube no futuro. Suas experiências desde a base ajudam a guiar seus planos empresariais voltados à formação de novos talentos.
– Meu objetivo é ser proprietário de um clube. Não é uma tarefa simples, mas estou me preparando para isso. Necessito estudar e analisar os mercados, ainda é um projeto inicial, mas num futuro próximo, desejo ser dono de um clube formador que também atue no profissional – revelou Muriqui ao ge.globo.
Nesta nova fase, o ex-atleta reconhece que suas vivências no futebol contribuem para sua atual trajetória como empresário. Entretanto, a carreira de empresário não é totalmente nova para Muriqui, pois, mesmo antes de se aposentar, ele já gerenciava seus próprios contratos.
– Ter jogado futebol por 20 anos me auxilia na tomada de decisões. Agora, tenho mais controle sobre minhas ações. Eu vivenciei tudo o que acontece em campo e compreendo o que está envolvido no processo do atleta, transmitindo essas experiências ao clube. O futebol exige calma e reflexão, evitando decisões precipitadas, já que é um esporte repleto de surpresas. Além disso, estou me especializando em gestão. No final da minha carreira, eu mesmo negociava e fechava contratos, o que foi muito útil – concluiu ao ge.globo.
A SAF do Rio Branco conta com cerca de 50 sócios-investidores
Desde a implementação do modelo de SAF (Sociedade Anônima do Futebol) em 2024, o Rio Branco já conta com cerca de 50 sócios-investidores, a maioria composta por empresários capixabas.
Nos dois anos de operação como SAF, o Rio Branco elevou seu investimento em futebol em 20 vezes e conquistou o bicampeonato capixaba após 42 anos. Fora de campo, a média de público aumentou em 10 vezes, a receita subiu 700% e as vendas de camisas oficiais cresceram 225%.
Fonte: ge
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