— Se quisermos focar nos erros, podemos, mas houve muitos acertos. Este não é o mesmo time do ano passado. A maior parte das vezes que tentamos sair jogando foi de forma limpa. É claro que ocorreram erros que não podem acontecer. No entanto, não podemos desistir só porque falhamos. No passado, acabamos jogando mais bolas longas, especialmente contra o Flamengo. Se o objetivo é não errar nunca, então não se deve sair jogando. Depois, vamos reclamar por jogar muitas bolas longas. Estou triste pelo resultado, mas o time não fez uma má partida. E isso se deve ao fato de termos tentado sair jogando.
Ele destacou que a equipe teve mais acertos do que falhas na partida:
— Os jogadores acertaram muitas coisas hoje. O Puma pode ter errado um passe, mas também acertou bastante. Se contarmos apenas os erros, ficaremos parados. Apenas contabilizamos quando erramos. Vamos aprender com os erros de hoje e evoluir. O Mirassol também é um time que tenta sair jogando. Nós recuperamos mais bolas deles do que eles de nós. Não jogamos mal. A insegurança que tínhamos no ano passado não estava presente hoje. O desempenho foi melhor. Não jogamos mal. Tivemos segurança na saída de bola.
— Fizemos uma boa partida, mas infelizmente não conseguimos o resultado. Sofremos dois gols; em um deles, a área estava preenchida e o gol contra foi um acidente, no outro, perdemos a bola na saída, mas era uma situação totalmente recuperável. A bola iria para as mãos do Léo Jardim, não seria gol. Gostei da postura do time. Precisamos melhorar nos erros. Temos que saber quando sair jogando curto ou longo. Isso só vamos aprender jogando. Errar tecnicamente é parte do jogo.
Fernando Diniz – Mirassol x Vasco – Brasileirão — Foto: Vinicius Silva/AGIF
Ainda no primeiro tempo, após o gol de empate do Mirassol, Diniz repreendeu Nuno Moreira e Rojas. O treinador afirmou que sua intenção ao chamar a atenção dos jogadores é sempre para o bem da equipe, e que o elenco compreende isso.
— Não adianta criar tumulto por causa disso. Sou rigoroso na cobrança, mas também sou carinhoso. Muito mais do que muitos imaginam. Os jogadores suportam essa cobrança e melhoram por causa dela. Após a conversa, a equipe melhorou. Tenho um enorme respeito pelos jogadores. Minha forma de falar é enérgica, acelerada, e sou espontâneo com eles. Algumas pessoas preferem que as coisas saiam do controle para criar um circo, como aconteceu com o Rayan contra o Corinthians.
O técnico relembrou o episódio envolvendo Rayan no ano anterior:
— Cobrei de maneira mais enérgica e alguns se aproximaram dele, mas não se deram bem, porque ele disse: “O Diniz é como um pai para mim”. Quando faço algo, criam aquele circo que muitos gostam, por maldade. Sou uma pessoa carinhosa. Minha missão é ajudar o jogador de futebol. Essa é uma forma de ajudar. O respeito é essencial para fazer com que o jogador produza o que pode. Remover os medos que os jogadores têm não é fácil. O simples é ficar de fora, não ajudar, maltratar, criticar e expor constantemente. E em momentos como esse, fazer o que é necessário para criar um clima desfavorável. Eu sei quem sou. Os jogadores sabem quem sou.
— O que faço é para que eles possam render mais. Nunca levantei a voz para prejudicar um jogador na minha vida. Os jogadores aceitam isso, pois sabem que o que faço é para o bem deles. E se eu errar, peço desculpas, pois eventualmente poderei errar.
O Vasco abriu o placar com Coutinho ainda no primeiro tempo, mas antes do intervalo, o Mirassol empatou com um gol contra de Carlos Cuesta. No segundo tempo, a equipe paulista virou o jogo com um gol de Eduardo, resultante de uma falha na saída de bola.
Sobre os reforços, Diniz mencionou que Brenner e Marino Hinestroza serão avaliados diariamente. Ambos não participaram da partida devido à documentação que não ficou pronta a tempo para a inscrição na primeira rodada. O treinador também comentou as negociações do clube com Spinelli e Cuiabano.
— O Brenner e o Hinestroza apenas assinaram a documentação dois dias atrás, então treinaram conosco por apenas um dia. Vamos avaliar com calma quando eles poderão jogar e a minutagem. Quero contar com eles o quanto antes.
— Vamos tratar internamente (sobre Spinelli e Cuiabano). Não vou abrir informações para vocês. De fato, são nomes que surgiram, mas estamos tratando internamente para alcançar o melhor desfecho possível.
O próximo compromisso do Vasco será na segunda-feira, quando enfrentará o Madureira pela 5ª rodada do Campeonato Carioca. No Campeonato Brasileiro, a 2ª rodada será na quinta-feira, contra a Chapecoense, em São Januário.
Cauan Barros – Mirassol x Vasco — Foto: Vinicius Silva/AGIF
Veja outros trechos da coletiva
Pelo que o Vasco luta no Brasileirão?— A cada jogo, faremos o possível para vencer e avançar o mais longe possível na competição. Enfrentamos um adversário difícil, fizemos um jogo equilibrado e as estatísticas mostraram que estávamos mais próximos de vencer do que de perder, pelo menos de empatar. No que se refere ao jogo, não merecíamos a derrota. Mostramos a evolução do trabalho. Não podemos aceitar perder.
Dificuldade na bola aérea— Cuesta não é alto, mas não perdeu nenhuma disputa aérea. Ele é agressivo e salta bastante. O gol que sofremos teve uma disputa entre o Puma, que é alto, e o jogador deles, resultando na infelicidade de Cuesta. Contra o Flamengo, também foi uma disputa individual. Não é apenas uma questão de ter um jogador mais alto na zaga. Sérgio Ramos não era um zagueiro alto. Não se trata apenas de altura. Obviamente, se eu tivesse um zagueiro mais alto, teria mais domínio, mas não é só isso que importa.
Dificuldade contra times que marcam alto— O time, na maioria das vezes, teve a predominância para sair jogando. Quando erramos, eles aproveitaram. Nós não conseguimos capitalizar quando eles falharam. É preciso decidir se vamos ceder ou tentar melhorar e selecionar melhor cada passe. O melhor treino é a partida, pois no treino não há torcida, televisão nem a pressão do jogo.
Oscilação— O time não jogou mal. Perdemos a partida, mas o resultado está além do nosso controle. Contra o Flamengo, tivemos um desempenho muito ruim no primeiro tempo. Na Copa do Brasil, fomos bem nos quatro jogos finais. Hoje foi semelhante. Precisamos manter essa consistência.
Rendimento fora de casa— Se analisarmos de maneira enviesada, podemos encontrar problemas. Terminamos bem o ano passado, fizemos uma boa partida contra o Internacional em casa e jogamos bem na Copa do Brasil. Um time que joga bem, como na reta final da Copa do Brasil, está próximo de vencer. Não podemos diminuir nosso rendimento. É natural que precisemos controlar o que conseguimos. Precisamos marcar melhor, errar menos na saída de bola ou no ataque e ser mais eficazes nas chances criadas. O primeiro passo é o time jogar bem.
Enfrentamentos com o Mirassol após acesso— Foram confrontos equilibrados. O Mirassol venceu, mas poderíamos ter vencido. Nos três jogos que fizemos contra eles, foram boas partidas. No geral, jogamos bem contra o Mirassol. É um time equilibrado, que tem confiança pelos resultados do ano passado. Contudo, nos três jogos, poderíamos ter vencido, empatado ou perdido. Infelizmente, perdemos os três.
Fonte: ge
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