Fernando Diniz aborda principais pontos em coletiva após empate entre Vasco e Chapecoense

Fernando Diniz comentou os principais aspectos da partida após o empate entre Vasco e Chapecoense, destacando a necessidade de ajustes na equipe.

Na noite desta quinta-feira, o Vasco teve um desempenho dominante contra a Chapecoense, criando diversas oportunidades, mas acabou cedendo um gol que resultou em um empate por 1 a 1 em São Januário. Após a partida, o técnico Fernando Diniz destacou a boa produção ofensiva da equipe, mas expressou sua frustração pelas chances não convertidas ao longo dos 90 minutos.

O time carioca registrou um total de 25 finalizações, sendo 16 delas direcionadas ao gol defendido por Léo Vieira. O único gol vascaíno foi anotado por Puma Rodríguez, que aproveitou uma assistência de Andrés Gómez dentro da área.

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— É muito frustrante pelo resultado. Em termos de desempenho, não. A equipe teve controle total do jogo, jogou bem, criou muitas oportunidades e ofereceu poucas chances ao adversário — analisou Diniz.

— No final, foi natural que alguns jogadores saíssem por cansaço. Piton estava com cãibra, e Thiago pediu para sair. Se não fosse por isso, nenhum deles teria saído. Apenas Brenner foi substituído por uma questão tática, uma escolha minha. Nuno também estava cansado, e Marino foi uma opção minha para entrar. É realmente frustrante pelo resultado, não pela produção da equipe. Em termos de criação ofensiva, talvez tenha sido o jogo mais efetivo desde que estou aqui. O Vasco perdeu sete grandes chances, o que é raro em uma partida do Campeonato Brasileiro — completou o treinador.

— Para se ter uma ideia, no jogo contra o Santos, que vencemos por 6 a 0, finalizamos oito vezes ao gol e fizemos seis gols. Contra o Inter, que vencemos por 5 a 0, finalizamos sete vezes e marcamos cinco. Hoje, finalizamos sete vezes e só fizemos um gol, com várias chances claras dentro da área. Precisamos manter a regularidade no desempenho, é difícil repetir uma produção ofensiva tão alta. Não podemos permitir empatar e perder dois pontos em São Januário da maneira como jogamos, então é muito frustrante pelo resultado — concluiu Diniz.

Fernando Diniz em Vasco x Chapecoense — Foto: André DurãoFernando Diniz em Vasco x Chapecoense — Foto: André Durão

Questionado sobre o que impediu a bola de entrar, Diniz apenas comentou que a bola “teimou em não entrar” na partida.

“Acredito que o treinamento não é o problema. A bola pode entrar a qualquer momento, como aconteceu em jogos anteriores. Hoje, ela simplesmente não quis entrar, e lamentamos muito por isso”, afirmou.

A estreia de Brenner como titular também foi abordada na coletiva. O atacante teve pelo menos quatro boas chances de marcar, mas não conseguiu. Diniz reconheceu que Brenner “não costuma perder gols”.

— O Brenner é um jogador de ofício. Ele não costuma perder os gols que perdeu. Geralmente, ele tem uma boa capacidade de finalização. Estamos esperando a chegada de Spinelli para suprir a ausência dos dois. Movimentamos bem o mercado e trouxemos bons jogadores, que podem nos ajudar — explicou o treinador.

— Na Udinese, ele ficou muito tempo sem jogar. Foi emprestado para o Cincinnati, nos Estados Unidos, onde jogou e fez gols, mas estava inativo desde novembro e dezembro. Ele chegou e é um jogador que conheço bem. Não costuma perder os gols que perdeu. Acredito que, com o tempo, ele se adaptará e trará alegrias à torcida vascaína — finalizou.

Com esse resultado, o Vasco conquistou seu primeiro ponto no Campeonato Brasileiro de 2026 e ocupa atualmente a 12ª posição na tabela. O próximo desafio será na quarta-feira da próxima semana, contra o Bahia, novamente em São Januário.

Veja outros trechos da coletiva de Fernando Diniz:

É preciso mudar o estilo de jogo

— Qual convicção você sugeriria? Que o time crie muitas chances de gol, como fez hoje? Ser menos agressivo e criar poucas chances para tentar vencer? Fizemos muitas bolas longas, até mais do que deveríamos. Quero que o time jogue assim, e se eu conseguir que o time faça o que fez hoje, as chances de termos um ano muito bom são grandes. Foi a melhor partida em termos de criação de oportunidades desde que estou aqui. E oferecemos quase nada para a Chapecoense. Houve um certo nervosismo. O time não sabia se deveria esperar ou continuar pressionando alto, e alguns jogadores estavam cansados ao mesmo tempo. A partida que fizemos contra o Flamengo foi muito ruim, merecia até mais críticas do que recebeu. O primeiro tempo foi horrível. No jogo contra o Madureira, jogamos com um time mesclado. Em condições normais, deveríamos ter vencido por 2 ou 3 a 0. O resultado é crucial. A chance de começarmos a vencer é continuarmos melhorando. Se mantivermos essa evolução, acredito que conseguiremos vencer jogos de forma sequencial.

Fragilidade no sistema defensivo

— Não considero o sistema defensivo frágil. Alguns jogadores estavam cansados, começamos a errar passes e a Chapecoense se lançou ao ataque. Estávamos ganhando de 1 a 0 e, devido ao número de chances que perdemos, era natural que houvesse um certo nervosismo. No final da partida, pelo nervosismo, todos estavam incomodados por não termos vencido o Madureira e por termos perdido para o Mirassol, e acabamos cometendo uma falta desnecessária que resultou no gol deles. Eles finalizaram apenas quatro vezes no jogo todo. Isso é futebol, o adversário sempre terá oportunidades. O jogo de hoje não se relaciona com as partidas anteriores. Contra o Mirassol, o time fez uma boa partida, mas perdeu. Precisamos vencer para mudar nosso retrospecto.

Retrospecto ruim e resumo do trabalho

— Quando cheguei, o time estava na zona de rebaixamento no ano passado. Havia um grande temor de rebaixamento. O time jogava bem, mas não pontuava, como no jogo de hoje. Em um determinado momento, tivemos uma sequência de doze partidas, das quais ganhamos sete, empatamos quatro e perdemos uma. Depois, enfrentamos um momento ruim, com cinco derrotas consecutivas. Ganhamos do Inter e praticamente escapamos do rebaixamento, e depois tivemos aquele jogo contra o Atlético-MG, em que o time foi todo mudado e houve uma expulsão com dez minutos. Escapamos, mas não era para termos sofrido tanto. Naquele momento positivo, sonhávamos até com a Libertadores. Depois vieram os jogos da Copa do Brasil, onde a equipe foi bem, embora tenha vencido apenas um. Agora, o ano começa e, se formos analisar o retrospecto das partidas, sempre será muito ruim. Nesse meio tempo, houve a valorização do Rayan, que foi vendido por quase o triplo do que valia. O time titular jogou quatro vezes este ano, teve um primeiro tempo horrível contra o Flamengo e no segundo tempo um jogador foi expulso com quatro minutos de jogo. Nos jogos da Série A, fizemos uma boa partida contra o Mirassol e hoje jogamos bem, mas, infelizmente, não conseguimos converter as chances em gols. Esse é o panorama geral. Precisamos ter calma e fazer análises mais profundas para perceber que não está tudo errado, porque não está.

Atuação do Coutinho

— O Coutinho fez uma partida muito boa. Aliás, em todos os jogos da temporada ele se destacou. Voltou forte e focado. Jogou bem contra o Maricá, Mirassol e novamente hoje.

Condição física do Paulo Henrique e time para enfrentar o Botafogo

— Vou pensar na escalação. Tenho uma ideia. O PH sentiu um problema no pé e está em recuperação. Esperamos que ele esteja disponível o quanto antes.

Nervosismo na busca pelo segundo gol

— Naquele momento, não poderíamos abrir o jogo e aceleramos sem necessidade, errando alguns passes. Não erramos quase nada durante o jogo, mas no final cometemos uns quatro erros simples. Isso deu posse à Chapecoense, que se lançou ao ataque. Especificamente no fim do jogo, precisamos ter mais tranquilidade com a posse. Às vezes, precisamos usar passes longos ou curtos, de acordo com o que o jogo pede. Quando estávamos na frente, a Chapecoense teve que mudar sua postura e começamos a nos descompactar, criando espaços que não existiam antes. No final do jogo, a equipe ficou espaçada, o que resultou em uma troca de passes constante.

Melhorar aproveitamento em São Januário

— Não ganhar em São Januário me afeta muito. Aqui é a casa do Vasco e isso tem me incomodado desde o ano passado. É difícil explicar, pois fizemos partidas em que dominamos completamente e não conseguimos vencer. Precisamos transformar esse domínio em vitórias.

Onde briga no Brasileiro?

— O Vasco deve sempre lutar pelas melhores posições. A equipe tem força para brigar pelo máximo que pudermos. O Vasco deve sonhar em ser campeão em todas as competições. Esse é um grande sonho que tenho. Sempre sonhei em ser campeão com o Audax, imagine o que não sonho em ser campeão com o Vasco? Quero conquistar o maior número de títulos possível.

Importância do clássico contra o Botafogo

— Obviamente, vencer um clássico ajuda. Ganhar sempre traz confiança, e um clássico, ainda mais. Para qualquer equipe, um clássico muda o clima. Com a partida de hoje, o time mostrou confiança para jogar. Entramos pressionados, mas conseguimos nos comportar bem. O que faltou foi fazer os gols, pois tivemos muitas chances.

Como pensa em usar o Cuiabano no Vasco?

— No clássico, ele estará fora porque não teve tempo hábil para inscrição. Ele só poderá ser relacionado para quarta-feira. Ele veio para jogar na posição de lateral.

Novamente sobre Brenner

— Ele se colocou à disposição sem praticamente treinar com a equipe, chegou e se apresentou. Isso é louvável. O Kaio Jorge, quando chegou ao Cruzeiro em 2024, foi vaiado e hostilizado, quis bater um pênalti e errou. Depois, no final de 2024, quando cheguei, ele começou a fazer mais gols, mas se machucou, e no ano passado foi o destaque do Campeonato Brasileiro. Essas situações são comuns, é uma readaptação. O Brenner ficou muito tempo sem jogar na Udinese e, depois, teve um curto período no Cincinnati, então ele precisa de ritmo. Confio muito nele, é um jogador talentoso. O que mais é cobrado dele, e que foi mal, é a capacidade de finalizar e marcar gols, que é onde ele costuma ser eficaz.

Falta confiança para o time?

— Acredito que o time mostrou muita confiança hoje para jogar e criar. Ficaria muito mais preocupado se não estivéssemos criando. Toda vez que não ganhamos, é motivo de preocupação, mas estaria muito mais angustiado se não estivéssemos criando oportunidades, e isso não aconteceu. Em termos de futebol, o time deu uma boa resposta hoje.

A que se deve a falta de gols?

— Acredito que faltou inspiração, assim como ocorreu contra o Madureira. Puma, que é um jogador inspirado para marcar, perdeu um pênalti. Por exemplo, contra o Boavista, ele fez dois gols, um deles difícil. Hoje, tivemos muitas mais chances fáceis do que contra o Madureira e não conseguimos converter. Não é uma questão de falta de treino, não é só uma questão de treinar. Hoje, a bola simplesmente não quis entrar. Acredito que, em breve, ela começará a entrar. O importante é continuar a produção e marcar bem. A Chapecoense fez quatro gols no Santos e também quatro no Criciúma, que é um bom time. Não há jogo fácil no Brasileiro. Depois, vocês vão observar quantos times finalizaram 11 vezes na direção do gol da Chapecoense e tiveram sete chances claras. A partida de hoje deve ser analisada. Não houve acomodação. O mais importante era vencer, e não conseguimos. Precisamos reconhecer os aspectos positivos e corrigir os erros, o que sempre buscamos fazer.

Fonte: ge


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