— O erro foi repetir no primeiro tempo o que fizemos contra o Flamengo. Foi terrível, sem espaço para uma análise positiva. Jogamos mal, tanto tecnicamente quanto taticamente, e principalmente, mal animicamente. É difícil jogar (…) Entramos achando que venceríamos de qualquer forma, começamos perdendo de 1 a 0 e poderíamos ter saído com uma desvantagem maior. No segundo tempo, deveríamos ter feito três ou quatro gols e não criamos contra-ataques para o Volta Redonda — avaliou o técnico.
O Vasco sofreu um gol do Volta Redonda ainda no primeiro tempo, em um contra-ataque conduzido por Ygor Catatau. Para mudar o panorama, o técnico decidiu substituir Philippe Coutinho, que não estava se destacando, por Rojas, que trouxe mais dinamismo ao meio-campo.
Outra alteração que se mostrou eficaz foi a entrada de Spinelli no lugar de Nuno. O argentino foi responsável pelo gol de empate, que reestabeleceu a competitividade para o Vasco.
— (Coutinho) Não estava bem na partida, não estava legal, e decidimos tirá-lo — explicou o técnico.
— Eu também coloco quem acredito que fará o Vasco render melhor. Fiz isso a vida inteira. Spinelli entrou bem, não apenas pelo gol, mas pela disposição. Rojas também teve uma boa atuação. Ele já jogou como titular e está ganhando espaço, assim como aconteceu com o Gomez. Ele está aqui há um mês, é um processo natural. O estilo de jogo dele se alinha com as minhas ideias. A tendência é que ele ganhe cada vez mais espaço — afirmou o técnico.
Diniz, em Vasco x Volta Redonda — Foto: Alexandre Durão/ge
A dificuldade em vencer o Volta Redonda, que disputa a Série C do Campeonato Brasileiro, gerou descontentamento entre os torcedores presentes em São Januário, e Diniz foi alvo de xingamentos e protestos. O presidente Pedrinho e Coutinho também foram criticados. Ao ser questionado sobre a pressão que enfrenta, o técnico reafirmou sua permanência no cargo.
— Nunca pedi demissão e nunca deixei um clube. Se algo acontecer, serei demitido. Dificilmente pedirei demissão.
Na semifinal, o Vasco enfrentará o vencedor do confronto entre Fluminense e Bangu.
Veja outras respostas do treinador:
Excesso de cruzamentos
— Não se trata de entregar a bola ao adversário. Contra a Chapecoense, fizemos um gol de cruzamento. Contra o Botafogo, também. Preenchemos mal a área no primeiro tempo. Não se faz gol apenas com jogadores altos, mas quando se preenche bem a área. Quando cruzamos, tínhamos Brenner e Coutinho. É preciso ocupar a área e ter jogadores no rebote. Como fizemos contra a Chapecoense. No jogo contra o Bahia, deveríamos ter empatado. Nuno e Brenner cabecearam.
Possibilidade de demissão
— Nunca pedi demissão e nunca deixei um clube. Se algo acontecer, serei demitido. Dificilmente pedirei demissão.
Estratégia
— A Chapecoense jogava de maneira semelhante ao Volta Redonda, e estávamos cientes disso. Contra a Chapecoense, não tivemos problemas com contra-ataques. Hoje, nossa postura foi muito displicente, achando que nada aconteceria. Poucos jogadores na área, pouca presença no rebote, falta de concentração em um jogo decisivo. Felizmente, o time voltou com outra atitude no segundo tempo e conseguiu a classificação.
O resultado final do jogo é inquestionável. Ninguém discute isso. Tenho confiança no trabalho. Minha trajetória sempre foi assim. Em 2023, no Fluminense, houve um momento em que ficamos dez jogos sem vencer. Assim como aqui… torcida insatisfeita, muitas críticas, pois aproveitam o momento ruim. O time conseguiu Libertadores, Recopa e terminou em 6º ou 7º no Brasileiro. É uma questão de saber lidar com isso. Temos jogado bem, mas com resultados ruins. Hoje jogamos muito mal no primeiro tempo e bem no segundo. Temos um problema com a ausência do Rayan e isso deve ser reconhecido. Nos acostumamos com a presença dele. Se chutamos 20 bolas em um jogo, 30 em outro… com o poder que ele tinha, quantos gols ele não faria? Precisamos ser criticados pelo que fizemos no primeiro tempo, tanto hoje quanto contra o Flamengo. Isso não pode acontecer. Precisamos melhorar nosso aproveitamento, finalizar mais e oferecer menos chances ao adversário. Eles tiveram duas chances claras, e converteram uma.
Acho prematuro fazer uma avaliação. O início foi bom e hoje foi decisivo para a classificação. Não apenas pelo gol, mas pela disposição, pelo pênalti e por convertê-lo. Um começo promissor. Esperamos que continue fazendo gols, se dedicando pelo time e ajudando-nos a vencer jogos.
Mudança tática
— Mudanças táticas foram menores, mas a mudança de postura foi significativa. Contra o Flamengo, a amostragem foi menor. O Barros foi expulso com 5 minutos. Tínhamos mais posse que o Flamengo e estávamos marcando melhor. A tendência era que fosse um jogo mais equilibrado do que foi o primeiro tempo. O que mudou hoje foi o comportamento. A maneira de jogar não mudou tanto e alguns jogadores que entraram produziram bastante. Talvez o que mais se destacou foi o Rojas. Entrou bem novamente, finalizando, cruzando… sua bola parada é muito boa. A principal mudança foi no ânimo do time.
Na vida, é preciso ter persistência. Se o time jogasse como no primeiro tempo, seria preocupante. Quando produzimos, estamos próximos de vencer jogos. O Vasco tem produzido muito e oferecido pouco aos adversários. Essa tem sido a rotina. Precisamos persistir e corrigir algumas questões.
Confiança da torcida
— Não sei se é o trabalho mais desafiador. Futebol é sempre difícil. No ano passado, o Vasco estava na zona de rebaixamento e, no final, escapou. Quando é conveniente, falam: “perdeu tantos jogos”. No fundo, havia um grande medo do rebaixamento. Em determinado momento, subimos bastante, pensando em Libertadores. Depois, tivemos uma série de cinco derrotas. Ganhamos do Inter aqui e praticamente nos livramos do rebaixamento. Na Copa do Brasil, fomos muito bem. Além disso, o Rayan foi um jogador fundamental para o Vasco. Ele seria vendido por 10 milhões e, no final, quase 40 milhões. Tivemos receita para lotar o Maracanã duas vezes, na final contra o Corinthians. Foi um ano que não foi ideal, pois não terminou com título. Se tivesse terminado com a conquista da Copa do Brasil, teríamos ido para a Libertadores e quebrado o tabu. Começar este ano com a saída do Rayan parece pouco, mas não é. Os times estão se reforçando. O Cruzeiro não perde o Kaio Jorge, ele contra o Gerson, depois contrata mais um. O Flamengo faz o mesmo. O Palmeiras também. O Botafogo se desmanchou. O Fluminense não perde jogadores importantes e se reforça. Estamos nos reforçando da melhor maneira possível. Não conseguimos repor o Rayan instantaneamente. Nem se tivéssemos 40 milhões de euros. O Rayan vale mais do que isso. Precisamos trabalhar e nos adaptar. Principalmente, precisamos finalizar melhor as jogadas. No ano passado, fizemos muitos gols. Melhoramos o sistema defensivo, mas precisamos chutar menos para fazer um ou dois gols. É algo que precisamos trabalhar e voltar a vencer para que a torcida abrace o time e crie a sintonia que tivemos no ano passado.
Bolas aéreas
— Quando você está em uma situação como a de hoje, é necessário ter dois jogadores de área. Cruzamos muito, e quando há jogadores que sabem atacar a área, o zagueiro marca um e sobra outro. A impaciência é natural. É preciso saber conviver com isso. O torcedor quer que ganhemos. Se não ganharmos, ele reclamará, e temos que saber lidar com isso.
Não é um vício. Foi uma jogada que erramos. Na outra jogada, o Barros deu um passe por dentro e quase tomamos um gol. Em uma linha baixa, o centro é o lugar mais congestionado. Se você errar por dentro, a chance de sofrer um contra-ataque é enorme, por isso jogamos pelos lados. O centro é mais cheio. Quando você joga bem pelos lados, pode ter a oportunidade de jogar por dentro. Aquela jogada é incomum em qualquer time. Quando a marcação é intensa, já é difícil entrar pelos lados, pelo centro é muito mais complicado. Fica muito congestionado. Quando há uma linha de cinco, uma linha de quatro e o centroavante ainda voltando para ajudar, é muito difícil furar.
Se o zagueiro não precisar avançar, ele não avançará. À medida que o time joga, ele fica a uma distância de 8 metros para jogar futebol. O Botafogo e eles… não marcaram tão baixo e o Botafogo teve dificuldades. É muito difícil jogar contra um time bem treinado, com jogadores saudáveis e altos na área. Não é fácil furar.
Relação com o Coutinho
— Minha relação com Coutinho é muito próxima, mais do que vocês imaginam. Muito boa, ótima. Com a torcida, é uma questão de vitórias. O torcedor está certo. Suporto o que vem da arquibancada. A torcida do Vasco é diferente. Há um mês, a torcida estava gritando meu nome. A torcida tem todo o direito de se preocupar. Se o time faz o que fez no primeiro tempo, como não se desesperar? Eles vêm na chuva, no sol, viajam… da minha parte, a torcida sempre receberá o que penso sobre ela. É uma torcida apaixonada. O maior patrimônio do Vasco é sua torcida. O que tenho que fazer é fazer o time vencer. Se tivéssemos que ganhar da Chapecoense ou do Bahia, tudo estaria bem. Não ganhamos, e a torcida se preocupa. O torcedor está coberto de razão. Isso eu digo aos jogadores. Precisamos entregar um serviço de qualidade e conquistar vitórias.
Momento no clube
— Estou muito feliz no Vasco. Escolhi vir para cá. Se você olhar os números, que é uma forma de avaliar o trabalho do treinador, verá o que o time produz e o que oferece. Hoje, foram 31 chutes a gol contra 6 do adversário. Contra a Chapecoense, números semelhantes. Contra o Bahia também. Contra o Mirassol, o Vasco teve estatísticas que indicam uma vitória. O resultado final é inquestionável. Tenho confiança no trabalho. Minha trajetória sempre foi assim. Em 2023, no Fluminense, houve um momento em que ficamos dez jogos sem vencer. Assim como aqui… torcida insatisfeita, muitas críticas, pois aproveitam o momento ruim. O time conseguiu Libertadores, Recopa e terminou em 6º ou 7º no Brasileiro. É uma questão de saber lidar com isso. Temos jogado bem, mas com resultados ruins. Hoje jogamos muito mal no primeiro tempo e bem no segundo. Temos um problema com a ausência do Rayan e isso deve ser reconhecido. Nos acostumamos com a presença dele. Se chutamos 20 bolas em um jogo, 30 em outro… com o poder que ele tinha, quantos gols ele não faria? Precisamos ser criticados pelo que fizemos no primeiro tempo, tanto hoje quanto contra o Flamengo. Isso não pode acontecer. Precisamos melhorar nosso aproveitamento, finalizar mais e oferecer menos chances ao adversário. Eles tiveram duas chances claras, e converteram uma.
Fonte: ge
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