Após mais um resultado decepcionante em casa, os torcedores expressaram sua insatisfação, e tanto Fernando Diniz quanto os jogadores, incluindo Coutinho, foram alvo de protestos. Durante a coletiva, o técnico defendeu seus atletas, especialmente o camisa 10, mas reconheceu que as vaias são compreensíveis diante de mais uma derrota.
– O Coutinho é um presente para o Vasco. É um jogador extremamente diferente. O torcedor tem o direito de vaiar e criticar. Em relação ao Pedrinho, ele é o presidente e faz um grande bem ao futebol. O que posso dizer sobre o Pedrinho é isso. Quanto à hostilidade da torcida, é normal. O time não vence, e as vaias são esperadas.
Fernando Diniz caminhando para o banco | Vasco x Bahia — Foto: André Durão
O time carioca viu o Bahia começar a partida de forma mais incisiva, resultando no gol de Luciano Juba, que ocorreu após uma jogada ensaiada em escanteio e uma falha coletiva na defesa. Embora o Vasco tenha melhorado ao longo do jogo e controlado mais a posse de bola, a eficiência na finalização foi insuficiente para buscar o empate.
– O sentimento é de total frustração. O torcedor tem o direito de estar bravo e chateado, e o treinador é o principal responsável. Criamos oportunidades para vencer. Tivemos chances de reverter o placar, mas não conseguimos. Estou aqui para ser vaiado e estou preparado para isso. O time precisa converter as oportunidades de gol. O Bahia não teve grandes chances. O gol deles foi em uma jogada não mapeada, e o Everton aproveitou bem.
Diniz orienta jogadores do Vasco contra o Bahia — Foto: Jorge Rodrigues/AGIF
Com essa derrota, o Vasco entrou na zona de rebaixamento do Brasileirão, acumulando apenas um ponto nas três primeiras partidas. O próximo desafio será contra o Volta Redonda, no sábado, pelas quartas de final do Campeonato Carioca, em São Januário. No Campeonato Brasileiro, o próximo jogo está marcado para a próxima quinta-feira, contra o Santos, na Vila Belmiro.
– Estou aqui para ser pressionado. Os números são esses, mas o desempenho não deveria ser esse desde o ano passado. Vou persistir e acredito que os números vão mudar.
“Não conversei nada com a diretoria. Sou seguro do que faço”, afirmou Diniz.
Outros pontos da coletiva
Entrada de Marino
– O Marino tem potencial. Se não colocarmos um jogador com expectativa, não saberemos. O jogo pedia um jogador como o Marino. A ideia era ter o Andrés Gómez de um lado e o Marino do outro. Ele é um atleta que começará a entregar resultados em breve. É um jogador muito bem avaliado.
Sistema defensivo
– Não considero que tenhamos sofrido muitos gols nesta temporada. A defesa preocupa quando se concede muitas chances ao adversário, e isso não tem ocorrido. Não estamos iguais ao ano passado. Temos oferecido poucas oportunidades, e as poucas que concedemos resultaram em gols. Contra a Chapecoense, não oferecemos chances, e o gol foi de fora da área. Hoje, o gol foi em uma jogada ensaiada de alta precisão. O Léo Jardim não fez defesas importantes. Defensivamente, não fomos mal. Temos sofrido gols com poucas oportunidades cedidas ao adversário.
Escolha por GB
– Chegamos ao último terço do campo 51 vezes, enquanto o Bahia chegou 13. As jogadas terminaram em muitos cruzamentos, e o GB é um jogador alto, com presença na área; quase fizemos um gol por conta disso. A lógica da substituição estava correta. Depois, o Rojas entrou, pois ele tem um bom passe e também se destacou. Com o tempo, ele terá mais minutos em campo.
Interesse do Fortaleza em GB
O Fortaleza demonstrou interesse, mas até o jogo não havia nada acertado. Era um jogador que o jogo pedia para participar. Aproveitamos que ele estava disponível e o escalamos. Não tenho informações sobre sua saída.
São Januário
– Considero que aqui é a casa do Vasco, e o time precisa aprender a jogar aqui. Gosto muito de jogar aqui, mesmo com a torcida vaiando como hoje. Precisamos aprender a vencer jogos em casa. Se o time não estivesse produzindo nada, estaria preocupado. Não é o caso. Precisamos colocar a bola na rede.
Aprendizado com derrota
– Como aprendizado, precisamos corrigir a marcação, que foi equivocada e gerou o escanteio para o Bahia, além de ter mais atenção nas bolas paradas e aproveitar melhor o que temos produzido.
Erros na tomada de decisão
– Faltou criatividade para finalizar um chute ou cruzamento. As chances que tivemos, como a cabeçada do Nuno e do Puma, e chutes de fora e de dentro da área, não foram convertidas. No primeiro tempo, subimos a marcação de forma equivocada, o que foi um erro tático. Isso fez com que empurrássemos o Bahia para trás, mas o espaço ficou limitado. Tivemos uma boa ocupação no rebote, cedemos poucos contra-ataques, mas não conseguimos inspiração suficiente para empatar ou virar o jogo.
O que falar para o torcedor?
– Compreendo a reação da torcida; vocês não me verão falar mal dela. Sei que acreditam no time e na instituição, e nunca abandonaram. Os jogadores devem agradecer à torcida que têm e entregar resultados.
Fonte: ge
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