Após a apresentação de Johan Rojas como o primeiro reforço do Vasco para 2026, o técnico Fernando Diniz participou de sua primeira coletiva do ano no CT Moacyr Barbosa. Diniz destacou a importância da continuidade do trabalho e as expectativas para 2026, mas não definiu uma data para a estreia do time principal no Campeonato Carioca. Ele confirmou sua presença na beira do campo na quinta-feira, quando o Vasco enfrenta o Maricá às 21h30 em São Januário.
— Com certeza estarei na beira do campo, mas ainda estou avaliando o time. Tenho uma ideia do esboço, mas ainda não é algo que tenho convicção. Mas os jogadores estão voltando em um bom nível. Nós tivemos uma parada curta, o condicionamento foi pequeno para o nosso time. Eu elogio muito o nosso time, nós trabalhamos muito. Nosso time, se não for o que mais trabalha, é um dos que mais trabalha do Brasil.
O treinador também comentou sobre as dificuldades financeiras do clube para contratações nesta janela de transferências.
— Não podemos criar expectativa no torcedor, depende do investimento daqui para frente. Temos que trabalhar na realidade do clube. Quando pudermos trazer jogadores desse calibre nós vamos. Meu desejo é poder trazer jogadores que vão dar facilidade dentro de campo — afirmou Diniz.
Mais cedo, o diretor de futebol Admar Lopes afirmou que o Vasco não recebeu propostas oficiais por Pablo Vegetti. Diniz reforçou que conta com o jogador, apesar das especulações sobre seu futuro.
— É um jogador que eu conto. Não conversei absolutamente nada com ele. Vocês sabem do carinho que eu tenho com ele. É uma das lideranças do time e um cara com grandes serviços prestados. Ele chegou aqui em um momento muito difícil e ele foi importante para o Vasco ficar na Série A. Ele tem o carinho do torcedor e de todos. Eu sei da especulação, mas eu não troquei uma palavra sobre esse assunto. Estou contando com ele.
Confira outras respostas do treinador Fernando Diniz:
Expectativa para 2026
— Espero que nosso Vascão dê muita alegria. Nós vamos contratar de forma pontual. É procurar ser bastante assertivo, vocês sabem que é difícil sem recurso financeiro, mas temos muitos nomes bons mapeados. É escolher a dedo. A maior contratação do Vasco é a manutenção de todos os jogadores, incluindo o Rayan. Nós fizemos um 2025 que positivos e um negativo, o mais negativo foi a oscilação do time, tivemos momentos brilhantes e a sequência de derrotas, que machucou o torcedor. Estamos com o ânimo renovado. O saldo para mim foi positivo. Tivemos a recuperação de vários jogadores, o time respondeu de maneira positiva sobre pressão, nós estamos com a crença de fazer um bom ano.
O elenco já tem sua identidade?
— Já tinha no ano passado. Eu gosto do elenco. Gosto de verdade. Temos jogadores que, embora não tenham terminado a temporada tão bem, são importantes. O Tchê Tchê foi muito bem antes de se machucar. Ele é um jogador que pode voltar a entregar o que entregou na minha chegada a qualquer momento. Estamos tentando reforçar. Estou bastante animado. Estou satisfeito. Vamos melhorar de maneira pontual e dentro da realidade do clube.
Importância de começar a temporada
— É muito melhor começar do que chegar como eu cheguei. Conheço o elenco, participei das contratações… Já tem uma familiaridade com o meu jeito, tem uma tendência positiva de a gente ter um melhor jeito e a gente jogar melhor. É muito melhor estar do jeito que eu estou do que eu chegar em maio e ter que descobrir como o clube funciona e tentar implementar meu jeito. Esse início de janeiro promete algo muito mais positivo do que minha chegada em maio do ano passado.
Análise dos reforços
— São dois jogadores que a gente já mapeia há junto tempo. Indiquei o Saldivia no Fluminense e Cruzeiro. Assisti muitos jogos do Colo-Colo e ele jogou muito bem contra o Fluminense. Tem muita técnica e velocidade. o torcedor vai gostar bastante. Rojas mapeamos desde o ano passado, ele poderia ter vindo no ano passado, mas não conseguimos traze-lo, o Admar e a análise de desempenho foram à frente. Contratar não é uma coisa fácil. A chance de errar sempre existe. Sem recursos, temos que ser ainda mais assertivos. Tem outros nomes que estamos estudando, estamos fazendo o máximo para acertar assim como no ano passado.
Calendário 2026
— A mudança tende a ser bastante positiva para frente, mas calhou da mudança ser no ano de Copa do Mundo, então o Mundial vai deixar tudo bem apertado. Não dá para eu te falar de uma maneira absoluta o que vai acontecer durante a temporada. Não temos pré-temporada, não dá para ter uma semana de pré-temporada, a pré-temporada vai acontecer durante janeiro e em fevereiro com os jogos acontecendo. Acho que o time volta bem por causa dos sete meses do ano passado. Os jogadores mereciam muito um repouso mental para iniciar a temporada. Vamos ver o reflexo no ano que vem, quando não tem Copa do Mundo. Para mim, a mudança é positiva.
Objetivos do Vasco no ano
— O Vasco, pela grandeza, tem que pensar em ganhar em toda competição. Pensar e poder ganhar é diferente. Temos que pensar sempre. O mínimo que temos que ter aqui no Vasco é um desejo de ganhar a próxima partida e o campeonato que estamos disputando. Não é criar algo ilusionário. O Vasco é um time histórico e uma massa de torcedores que quer ganhar títulos, o que vai acontecer eu não sei, mas o desejo de ganhar é uma característica minha. Quando eu estava no Audax eu queria ganhar, imagina no Vasco… É difícil? É difícil, mas o desejo de Vasco tem que ser a premissa para ganhar um de estar aqui.
Carências do elenco
— Não gosto de falar disso publicamente. Eu gosto do elenco do Vasco. Pontualmente vamos buscar soluções. Podem ser jogadores que voltaram de empréstimos, ainda tive pouco contato, conheço o JP do Avaí, Sforza eu conheço um pouco mais… pode ser que algum moleque da base consiga chance. Isso não é incomum nos meus trabalhos. E pode ser uma contratação pontual.
Autocrítica da inconsistência do ano passado
— Autocrítica eu faço sempre, ainda mais quando se sente a dor da perda de um campeonato, que eu ainda estou sentindo. A dificuldade é a mesma. Um dos pilares para esse ano é o time ser mais consistente. Foi isso que faltou no ano passado. Faltou mais pontuar do que jogar, tiveram vários jogos que jogamos bem mas não pontuamos, depois aquela sequência ruim, mas acho que terminamos a temporada bem. Nós jogamos bem os quatro jogos da sequência da Copa do Brasil, mas só ganhamos um. Nós vamos buscar essa consistência. O principal é ir aprendendo a ser grande como o Vasco é grande. O recorte são as quatro partidas finais da temporada. Nós tivemos adversários difíceis, nós entramos nos jogos sem ser favorito e nós jogamos melhor nas quatro partidas. Esse time tem potencial para ser consistente.
Leandrinho
— O Leandrinho é um jogador que vejo bastante potencial. Falei com ele sobre minha intenção, mas veio uma proposta de fora e ele tem desejo de sair. Se a proposta for atrativa do clube, se todos quiserem fazer negócio é algo que partiu do Leandro. Por que ele não jogou? Quando eu cheguei ele estava fora, ele teve uma série de convocações, nos treinamentos outro jogador estava mais regular nos treinos. Foi um desejo do jogador.
David
— O David estava machucado quando cheguei. É um jogador que sempre gostei, tentei levar o David para outros clubes. Não sei bem ao certo sobre movimentos para o David. Não posso te responder ao certo.
Coutinho
— Pode esperar bastante entrega, é um dos que mais treina aqui. É um dos que mais corre e ele bateu recorde de partidas disputadas em uma temporada.
Priorizar o Carioca
— Estamos fazendo uma análise para tentar colocar esses jogadores, mas vamos sempre tentar colocar o que tem de melhor. Estamos com um elenco de retorno de muita gente. não tem como jogador todo mundo. Estamos fazendo o que é melhor para o Vasco. Eu tenho que ver a resposta que é melhor para o Vasco, não tem como te afirmar que eu vou colocar todo mundo, estou vendo todo mundo.
Adson
— Teve uma recuperação muito boa, está treinando com o elenco, mas não é algo para já. É uma fratura para já, é um tipo de movimento que tende a estabilizar para não ter uma nova fratura. Ele está se reabilitando para voltar a melhor forma. Não é algo para já.
O que esperar das copas
— Eu espero que a gente consiga ir bem nas duas competições. Quando cheguei a Sul-Americana estava em andamento, minha estreia é até uma derrota contra o Lanús, no mata-mata a gente tem o Piton expulso com 10 minutos e fica difícil para reverter em casa. Se a gente tivesse passado do Del Valle talvez pudesse ir longe porque o time cresceu. A Sul-Americana vai ser uma das edições com times com mais tradição, isso é até um atrativo. A Copa do Brasil, desde que podemos contar com time sda Libertadores, é muito difícil. Então temos que valorizar o que aconteceu no ano passado. Nunca entramos como favorito, mas jogamos bem em todos os jogos desde o jogo contra o Botafogo. Eu vou tirar o jogo contra o Del Valle, mas o Vasco nas Copas tem a postura que nós temos que ter em todas as competições.
Autonomia para indicar atletas e confiança no trabalho
— (Saldivia) Não é que foi um pedido meu. A construção é coletiva. Eu participo das coisas, assim como Pedrinho, Felipe, Admar… O Saldivia eu tinha mais conhecimento, mas indiquei outros jogadores que não viram por diferentes motivos. Não que eu indico e vem. Nós trabalhamos juntos. Muita gente viu o Rojas, eu não o conhecia. Se vai dar certo, nunca sabemos. É muita gente cooperando. É buscar informação de quem trabalhou com o cara. É muito difícil acertar em contratação. Quando se tem um poder econômico mais robusto é mais fácil. Na situação que o Vasco está há um tempo é um trabalho mais difícil. Na situação que estamos trazer os jogadores que trouxemos é mais difícil. Um dos grandes motivos para eu vir para cá é a presença do Pedrinho. Ele faz um bem danado para o Vasco e para o futebol brasileiro. Ele é unanimidade, todo mundo adora o presidente que tem, eu nunca vi isso. Desde a tia da cozinha até o diretor de futebol. Todo mundo adora que ele é o nosso grande líder. Ele passa recados de honestidade, entrega, paixão que sente pelo Vasco mas que não perde a racionalidade. O Pedrinho é um presente para o Vasco. As condições de trabalho e logística estão cada vez melhores e abrangentes. O Pedrinho é muito especial. O Felipe é um dos caras que mais me ajuda aqui dentro. Existe uma harmonia interna que é um dos pontos mais positivos do Vasco. É muito bom estar aqui.
Presença da base no profissional
— Sou um treinador atento aos jovens. A vinda do GB para o profissional foi uma atitude minha particular, eu acompanhava todos os jogos do Brasileiro sub-20 e eu o integrei de maneira definitiva no profissional. Não dá para acelerar o processo, eu tenho que sentir que vai dar certo. Vira e mexe eu trago jogadores para treinarem aqui, eu vou continuar fazendo isso. Quando eu sentir que os jogadores estão prontos eu vou trazê-los em definitivo.
Brenner
— É um jogador que eu gosto. Trouxe o Brenner para o Fluminense em 2019, quando ele tinha 18 opara 19 anos. No São Paulo ele iria ser emprestado e eu pedi para ele ficar. Eu gosto. Ele é interessante. Isso não tem uma conexão direta se ele vem ou não. Ele tem muita facilidade para fazer gol, é técnico. Ele não teve uma adaptação favorável na Europa, assim como foi com o Kaio Jorge. O Brenner é muito interessante, ele tem características que eu aprovo de maneira bastente sistemáticas.
Fonte: ge