Em sua estreia no grupo G da Copa Sul-Americana, o Vasco, com uma equipe reserva e sem a presença do técnico Renato Gaúcho, empatou em 0 a 0 com o Barracas Central. A partida ocorreu no estádio Florencio Sola, em Banfield, na Argentina.
O próximo compromisso do Vasco será no sábado, quando enfrentará o Remo, em Belém, às 16h30, no Mangueirão.
Bruno Lazaroni, que assinou a súmula, recusou um convite de Fernando Diniz para se juntar ao Corinthians, enquanto Marcelo Salles, auxiliar de Renato, dirigiu a equipe à beira do campo.
Durante a coletiva, Lazaroni afirmou que o plano de jogo foi elaborado por Renato Gaúcho e expressou sua insatisfação com o empate, ressaltando que o Vasco jogou com um a mais nos últimos 20 minutos da partida.
– Acredito que terminamos o jogo com a sensação de que poderíamos ter conquistado a vitória. A situação era um pouco diferente, pois priorizamos o Campeonato Brasileiro nesta rodada da Sul-Americana, escalando jogadores que não têm atuado com frequência. Produzimos o suficiente para sair com a vitória, então ficamos com um gosto amargo por não termos conseguido os três pontos – comentou Bruno Lazaroni.
O treinador também defendeu dois jogadores que foram alvo de críticas, especialmente Marino e Matheus França, este último titular pela quarta vez desde sua chegada por empréstimo na janela do meio do ano passado.
– Não podemos avaliar um jogador dessa forma. Todos os atletas do grupo têm potencial. Às vezes, em um treino, eles demonstram isso. Matheus França é um jovem muito dedicado e profissional, que recebeu a oportunidade. Espero que ele possa aproveitar melhor as chances no futuro – disse o auxiliar técnico.
Mais da coletiva de Bruno Lazaroni:
Escalação e mudanças
– Renato planejou inicialmente espelhar o Barracas, que jogava no 5-3-2. Por isso, começamos com Matheus França e Nuno, que possuem maior capacidade de flutuação. Quando o jogo se abriu, fizemos a substituição que Renato solicitou.
Estratégia
– O Barracas Central atuou em um bloco médio e baixo, buscando estar compactado para realizar transições. Faltou um pouco mais de largura e circulação rápida da bola. Precisávamos de mais amplitude, velocidade e presença na área para desbloquear a defesa adversária. Quando o time se posiciona tão defensivamente, há pouco espaço para movimentos profundos, o que leva a optar por chutes de fora da área, bolas paradas e cruzamentos. Precisamos melhorar a circulação e a velocidade da bola para criar mais oportunidades de finalização.
Condições de jogo e aproveitamento da base
– As condições climáticas foram desafiadoras, com muito vento e chuvas intermitentes. É importante destacar a presença dos jovens da base, que tiveram a oportunidade de jogar, como Avellar. O Zucarello também é um exemplo de como todos devem se sentir fortalecidos. O trabalho nas categorias de base é essencial, e é fundamental que esses jovens se integrem e contribuam. Renato sempre promoveu a transição da base em seus outros clubes, e espero que outros jovens tenham oportunidades e saibam aproveitá-las.
Fonte: ge