– Estou treinando cada vez melhor a cada dia. O ambiente é diferente, é lógico que vai levar um tempinho para eu conhecer melhor os companheiros e o treinador, mas o essencial é que eu consiga me adaptar o mais rápido possível – comentou em uma de suas primeiras respostas.
“Estou ciente de que estou chegando a um clube gigantesco, com uma grande história. Este era o desafio que eu buscava para a minha carreira”, completou.
Garré em sua coletiva de apresentação no Vasco — Foto: João Guerra / ge
Aos 24 anos, o argentino acredita ter chegado ao Vasco em “um momento de amadurecimento e bagagem suficiente”.
– Argentina e Brasil têm uma forma de viver o futebol muito parecida. Estou ciente de como o futebol é vivido aqui. Como eu disse, era a oportunidade que eu queria agora na minha carreira; sinto que estou em um momento de maturidade e experiência. Primordialmente, estou ansioso para conquistar meu espaço. Dentro e fora de campo, meu objetivo será ajudar a equipe e dar meu máximo – afirmou.
O Vasco irá desembolsar 2,5 milhões de euros (R$ 14,2 milhões) ao Krylya Sovetov, além de um bônus de 1 milhão de euros (R$ 5,7 milhões) caso Garré alcance algumas metas de performance.
Garré teve passagens pela base do Manchester City, na Inglaterra, onde esteve do Sub-17 até o Sub-21. Antes disso, jogou pelo Vélez Sarsfield. Em 2020, foi adquirido pelo Racing, da Argentina, até ser emprestado ao Huracán, onde se destacou e despertou o interesse do clube russo.
No Krylya, o jogador participou de 58 jogos, anotando 13 gols e dando quatro assistências.
Leia mais sobre a coletiva de apresentação de Garré:
Família “boleira”
– Isso é um ponto positivo; minha família me ensinou desde pequeno a viver o futebol. Meu avô foi campeão mundial com a Argentina em 86, meu pai foi jogador, e dois irmãos também têm trajetória no esporte. Por conta disso, vejo isso como uma vantagem. Minha família está por aqui, e eles também estão felizes por eu estar em um clube tão grandioso. É bom ter o apoio deles enquanto trabalho.
Experiência no Manchester City
– Cheguei lá com 16 anos e permaneci por três anos e meio. No ano seguinte, fui para o sub-23 e participei da pré-temporada com a equipe principal sob o comando do Pep. Sempre que falo dele, é evidente sua qualidade como treinador. Mas o que ficou para mim foi a relação pessoal. Ele foi maravilhoso comigo, assim como o Arteta, que era seu auxiliar antes de assumir o Arsenal. Nesses anos, ganhei muita experiência e aprendi bastante como jogador. Foi um grande passo para mim. Agora, com 24 anos, preciso focar no Vasco e no que está por vir.
Como chega fisicamente?
– Meus treinos no Krylya foram um pouco afetados por causa da negociação com o Vasco. O processo estava em andamento e eu queria muito vir logo. Busquei agir da maneira mais profissional possível tanto com o Krylya, que detinha meu passe, quanto com o Vasco, que me queria. Meu foco era me preparar, independentemente de continuar ou não no Krylya. Nos últimos dias, em um ambiente novo e com novos companheiros, isso pode levar um pouco de tempo. Mas, como já mencionei, meu objetivo é somar todos os dias, conhecer a equipe e o clube. Quero me adaptar rapidamente.
Onde prefere jogar e quais são suas características
– Costumo atuar pela direita. No começo da minha carreira, jogava pela esquerda. Nas últimas temporadas no Krylya, desempenhei função de meia-atacante, até como centroavante. Conversei com o treinador e me coloquei à disposição para qualquer posição que ele precisar. O mais importante é o time. Sempre darei meu melhor em qualquer função, estou pronto para ajudar a equipe.
– Gosto de ter a bola, do um contra um, de me integrar com os colegas. Mas também sou consciente de que a posição onde gosto de atuar exige decisões rápidas. Espero fazer a diferença.
Como foi a adaptação ao clima?
– Nos primeiros dias, encontrei algumas dificuldades. Senti isso um pouco, mas é algo normal. Ontem e hoje, já me sinto melhor e mais adaptado ao clima.
Jogadores que falam espanhol ajudam na adaptação?
– Por minha natureza, acho que a língua é um detalhe secundário. O crucial é que a equipe se comunique bem em campo. Já conheci alguns dos meus companheiros, fui recepcionado com carinho, e agradeço por isso. O português é semelhante ao espanhol, e também falo inglês. Contudo, como sempre digo, o mais importante é a sintonia dentro do campo.
Experiência na vitória do Vasco sobre o Botafogo
– Foi algo incrível. É difícil traduzir isso em palavras. A atmosfera que vivemos naquela partida foi sensacional, desfrutei muito. Antes de chegar ao Vasco, muitas pessoas me contaram sobre a força da torcida. E como jogador, valorizo muito essa experiência.
Fonte: ge
Conversa da torcida
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