O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, sancionou hoje (19), no Diário Oficial, a “Lei Gui”, inspirada no menino de oito anos que se tornou xodó da torcida do Vasco e que possui uma doença genética rara, a epidermólise bolhosa.
O que aconteceu
Guilherme Granda Moura emocionou o Brasil ao ficar 16 dias em coma e viralizou em um vídeo de reencontro com sua mãe, Tayane Gandra.
Tayane que elaborou a lei, aprovou na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) no mês passado.
Com a lei, o Governo do Estado do Rio se compromete a pagar uma pensão às pessoas com epidermólise bolhosa e também garante o fornecimento de curativos, medicamentos, suplementos, consultas e exames diagnósticos. O valor da pensão ainda não foi definido.
A epidermólise bolhosa é uma doença genética que não tem cura e não é transmissível, mas provoca graves danos na pele, ou que inspira um alto cuidado em cuidados.
Gui e sua mãe acompanharam a votação na Alerj no fim do mês passado, ocasião em que o menino estava vestido com uma camisa do Vasco e uma cruz de malta desenhada no cabelo. Após a lei aprovada, ele falou no plenário:
“Agora vocês vão receber os curativos dos seus filhos borboletas e eles vão se sentir ‘mais melhor ainda’. Bem-vindo à Força Jovem” – Gui, menino que desenvolveu a lei para pessoas com epidermólise bolhosa
Apaixonado pelo Vasco e fã do atacante Gabriel Pec
Gui é vascaíno fanático e fã do atacante Gabriel Pec, que o abraçou e virou seu melhor amigo. “Tio Pec” costuma visitar o menino, já o levou a entrar em campo no Maracanã e foi em sua festa de aniversário, assim como o ídolo vascaíno Edmundo.
Gui também já visitou o treino do Vasco no CT Moacyr Barbosa e foi recebido pelos jogadores . Nesta semana ele também conheceu o elenco do basquete vascaíno que disputará o NBB.
Torcida faz bandeirão em homenagem a Gui, Heitor e Manoela
A torcida do Vasco proporcionou um momento marcante na arquibancada de São Januário ontem (18), ao abrir um bandeirão com a imagem de Gui. A ação aconteceu durante a vitória sobre o Fortaleza, por 1 a 0, pelo Campeonato Brasileiro.
O adereço foi em homenagem às Mães das Crianças e também contou com outros dois mascotes conhecidos do universo vascaíno : Heitor Lopes Azeredo, de 10 anos e que é cadeirante, e Manoela, menina que participou da campanha de divulgação do uniforme das “Camisas Negras” .
O bandeirão de 40m x 27m também possui a frase histórica “enquanto houver um coração infantil, o Vasco será imortal”, que ficou imortalizada pelo ex-presidente do clube Cyro Aranha.
A peça foi idealizada pelo “Coletivo 98”, grupo de vascaínos criado para organizar mosaicos, bandeirões e festas da torcida cruzmaltina. A arte foi feita pelo perfil “VasComics” e o material foi produzido por “Beto Bandeiras”.
O Coletivo 98 arrecadou uma “vaquinha” junto aos torcedores para atingir a meta de R$ 28.941. O UOL apurou que personalidades vascaínas se desenvolveram com altas quantidades.
Presidente do Fortaleza presenteia Gui
Antes do jogo, o presidente do Fortaleza, Marcelo Paz, apresentou Gui com uma camisa personalizada do clube cearense. Simpático, o dirigente disse quanto seria a partida em São Januário, e o menino não titubeou.
“Será 2 a 0 para o Vasco, mas eu vou torcer para vocês na Sul-Americana”, disse Gui, se referindo à final do torneio continental que o Fortaleza disputará contra a LDU (EQU).
Paz falou e respondeu com um “então tá bom”. Em seguida, posaram para fotos juntos.
Fonte: Uol
Conversa da torcida
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