Justiça, voto 7 e mais: recordar confusões em eleições recentes do Vasco

Relembre algumas confusões que aconteceram em eleições do Vasco da Gama, o que se tornou recorrente nos últimos anos.

O processo político do Vasco é geralmente tumultuado. Veja polêmicas recentes em votações do Cruz-Maltino

2020: o pleito estava em andamento quando uma decisão judicial anulou a votação.

Após grande confusão e até um blecaute no ginásio em São Januário, as urnas foram abertas, as cédulas contadas no escuro com lanternas e o candidato Leven Siano foi o mais votado. Contudo, de acordo com o presidente do STJ, a contagem de votos não teve efeito eleitoral no clube naquele momento.

Dias depois, a eleição foi reiniciada na Sede do Calabouço, porém sem a presença do candidato Leven Siano. Na ocasião, Jorge Salgado foi eleito.

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2017: a polêmica da urna sete.

No pleito de 2017, Eurico Miranda, Fernando Horta e Julio Brant competiam pela presidência.

Após a apuração, a chapa de Eurico recebeu mais votos e Julio Brant ficou em segundo lugar. Ambos celebraram, pois uma urna foi isolada devido à suspeita de um alto número de adesões de sócios entre novembro e dezembro de 2015, último período para poder votar na eleição.

Desconsiderando a urna suspeita, Julio Brant obteve a maioria e, por isso, sua chapa ganhou a eleição.

Resultado inédito! O Conselho Deliberativo do Vasco não elegeu o presidente da chapa vencedora, Julio Brant, mas sim seu ex-aliado Alexandre Campello, que fazia parte de sua chapa, porém se apresentou como candidato no dia. Ele recebeu apoio dos 30 conselheiros eleitos da chapa de Eurico Miranda.

2014: com arma e pancadaria, Eurico reassume a presidência

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As eleições de 2014 estavam previstas para agosto, porém dois candidatos ao cargo conseguiram, na Justiça, adiar o pleito para novembro do mesmo ano. O motivo foi a possibilidade de fraude na lista dos eleitores, que poderia conter nomes duplicados e até de pessoas falecidas.

Antes disso, já havia suspeitas de fraude devido a uma adesão em massa de sócios no ano anterior ao pleito. Com fraude ou não, as eleições de 2014 tiveram um número recorde de eleitores: 5.592 pessoas escolheram o presidente do Vasco naquele ano.

Três candidatos disputaram o cargo de mandatário do clube: Eurico Miranda, Julio Brant e Roberto Monteiro (da esquerda para a direita). No dia da votação, mais confusão na sede do clube: o candidato Julio Brant foi orientado a deixar a sede do clube após a apuração da terceira urna, com direito a escolta armada. O caos se instaurou quando um dos seguranças puxou uma arma, causando correria.

Enquanto Julio Brant saía, membros de uniformizadas que apoiavam Eurico e Roberto Monteiro atacaram o carro que levava o então candidato. A Polícia Militar precisou intervir para controlar a situação do lado de fora do clube, mas, quando a situação parecia estar normalizada, nova confusão foi causada pelo lançamento de um morteiro. Dessa vez, a PM usou gás de pimenta para tentar encerrar a confusão.

No final, Eurico Miranda saiu vitorioso da disputa com 2.733 votos e retomou a presidência do clube após seis anos.

2006 e 2008: Dinamite x Eurico

Os dois competiram nas urnas em 2006, com vitória de Eurico. Alegando irregularidade em uma urna, a oposição recorreu à Justiça. Um novo pleito ocorreu em 2008, quando a chapa de Roberto Dinamite venceu por 827 a 45. Mostrando total indiferença em relação à eleição, Eurico Miranda nem compareceu para votar.

Fonte: Lance!


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