Organizada do Flamengo é punida após morte de torcedor vascaíno.

Justiça define sanção severa para a organizada rival, acirrando os ânimos entre torcedores.

Foto: Flamengo / XFoto: Flamengo / X

A Torcida Jovem do Flamengo foi suspensa novamente nesta terça-feira (16).

O Juizado Especial do Torcedor e dos Grandes Eventos decidiu banir a torcida dos estádios por um período de dois anos.

A punição está relacionada a um tumulto significativo entre torcedores do Vasco e do Botafogo, ocorrido no bairro de Oswaldo Cruz, no dia de um confronto entre os dois clubes pela Copa do Brasil. Durante o confronto, dois torcedores do Vasco foram baleados, resultando em um falecimento.

As investigações identificaram a participação de membros da Torcida Jovem do Flamengo nos distúrbios. Além disso, foram registrados tumultos no bairro de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro.

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Histórico de punições para a Torcida Jovem do Flamengo

Esta é a segunda vez que a Torcida Jovem do Flamengo enfrenta sanções por conflitos relacionados ao futebol. A torcida havia retornado aos estádios em 31 de julho, após cumprir uma suspensão de cinco anos.

A juíza Renata Guarino destacou várias infrações cometidas pela Torcida Jovem do Flamengo, incluindo tumultos, danos a estações de trem, invasão de linhas ferroviárias, pichações, vandalismo em bens públicos, tentativas de invasão ao Maracanã e roubos no setor Norte do Estádio.

Defesa menciona perseguição

O advogado da Torcida Jovem do Flamengo, Clhysthom Thayllon, argumentou que houve perseguição na decisão. Segundo ele, a torcida tem colaborado com o Batalhão Especial de Policiamento em Estádios (Bepe) em ações para conter atos de vandalismo.

“Durante o ano, participaram de várias reuniões com o BEPE para ajudar a resolver problemas e situações prejudiciais à Torcida Jovem do Flamengo. Assinamos o TAC e seguimos todas as exigências estabelecidas.

No dia 31 de agosto, ao retornarmos ao estádio, algumas situações ocorreram, mas nada fora do normal. A diretoria da torcida conseguiu identificar e ajudar o BEPE na contenção de atos de vandalismo, mas mesmo cumprindo todas as obrigações, o BEPE solicitou uma suspensão de 30 dias.

Foi dada a oportunidade ao MP para emitir um parecer, e este manifestou-se pedindo uma suspensão de 60 dias. Entretanto, sem direito de defesa, logo após, foi emitida a decisão de suspensão de 2 anos.”
Fonte: RTI Esporte


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