Pagamento suspeito realizado pela 777 foi para uma empresa de fachada em Blumenau cujo sócio é irmão de um ex-primeiro-ministro britânico.

Investigação revela ligação preocupante entre 777 e empresa de fachada que pode afetar futuro do Vasco.

🚨EXCLUSIVO: PAGAMENTO SUSPEITO DO VASCO COM A 777 FOI FEITO A EMPRESA DE IRMÃO DE EX-PRIMEIRO MINISTRO DA INGLATERRA

A saga do Vasco da Gama com a 777 Partners continua a revelar surpresas e personagens intrigantes. Recentemente, surgiu um pagamento suspeito realizado a uma empresa em Blumenau, Santa Catarina, cuja sócia é irmã do ex-Primeiro Ministro do Reino Unido, Boris Johnson. Isso mesmo: o Vasco fez um pagamento de forma misteriosa a um CNPJ ligado ao irmão de Boris Johnson! Fique conosco para entender mais sobre essa situação inusitada.

A EMPRESA RELÂMPAGO DE BLUMENAU

O registro do pagamento foi descoberto durante uma investigação interna a respeito de irregularidades relacionadas à venda da SAF do Vasco para a 777 Partners, conforme reportado pelo GE. Em setembro de 2022, mês em que o negócio bilionário foi concluído, aproximadamente R$ 776 mil foram depositados na conta da empresa MJ Capital LTDA., através de um contrato denominado “Instrumento Particular de Acordo Preventivo de Litígio”. No entanto, não constam registros que demonstrem a participação da empresa em qualquer fase do processo de constituição ou venda da SAF do Vasco.

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Essa empresa foi estabelecida em Blumenau em 24 de agosto de 2022, pouco mais de uma semana antes da assinatura do contrato de venda da SAF, em 2 de setembro, e somente 34 dias antes do esquisito depósito feito pelo clube. A MJ Capital LTDA. teve uma existência breve, com seu distrato assinado quatro meses depois, em janeiro de 2023, e a empresa foi definitivamente extinta em abril, apenas sete meses após sua fundação. Portanto, quando recebeu o depósito, a empresa era muito recente, não podendo, segundo investigações da diretoria do Vasco, ter participado da venda da SAF, um processo iniciado em 2021.

MAS AFINAL, QUEM RECEBEU ESTE DEPÓSITO SUSPEITO?

É nesse ponto que surge uma reviravolta no enredo vascaíno. A MJ Capital LTDA. tinha como associada uma modelo brasileira de Manaus, Gabriela Chagas Maia, e seu marido, Maximilian Edward Johnson, um executivo inglês que é irmão de Boris Johnson.

Max Johnson é um empresário que já atuou como investidor no Banco Goldman Sachs e foi Vice-Presidente do Conselho da Câmara de Comércio Britânica na China. Atualmente, ele gerencia a MJ Capital internacional, que é uma multinacional de investimentos e consultoria para negócios em transações internacionais, especialmente na Ásia. Curiosamente, a empresa possui o mesmo nome daquela que recebeu o dinheiro do Vasco.

O Expresso 1923 tentou estabelecer contato com Max Johnson e Gabriela Maia para esclarecer as razões do depósito, mas até o fechamento deste artigo, não obtivemos resposta. Além disso, contatamos o procurador deles em Blumenau, Ralf Sebold, que confirmou a rescisão do contrato da empresa, mas informou que informações sobre a MJ Capital LTDA. “só serão fornecidas aos ex-donos ou mediante procuração”.

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INVESTIGAÇÃO PODE EXPULSAR JORGE SALGADO DO CLUBE

A investigação interna no Vasco continua. No dia 6, a comissão encarregada de examinar as circunstâncias da venda da SAF à 777 Partners emitiu um relatório indicando 21 indivíduos que podem enfrentar sanções por danos ao clube, com possíveis advertências e até suspensão do quadro social. Com relação ao pagamento feito à empresa de Boris Johnson, o relatório afirma:

“…ao pagar R$ 775.833,34 para uma empresa que efetivamente não prestou serviço algum, visto que impossível qualquer prestação de serviço pela data em que foi criada e o dia que o ‘Instrumento Particular de Acordo Preventivo de Litígio’ foi assinado, todos aqueles que chancelam tal operação ou contra ela não se insurgiram, incluindo Jorge Salgado, Zeca Bulhões e Adriano Mendes, praticaram ato atentatório contra o CRVG, passível de reprimendas criminais e cíveis.”

Os 21 indiciados incluem membros de alta gestão que administraram o clube entre 2021 e 2023, entre eles Jorge Salgado, ex-presidente, Adriano Mendes, ex-vice-presidente de finanças, e Zeca Bulhões, ex-vice-presidente jurídico, além de outros. O ex-CEO Luis Mello foi apontado como parte do núcleo decisório, mas não pode ser indiciado, pois não é sócio do clube.

Continuamos acompanhando a situação. Para mais informações, assista ao Expresso Diário, que será transmitido às 21h no canal do Expresso 1923:

BB-15_Portrait_MeoVasco_Boris_Jhonson_COMP Clima formal na foto com Boris Johnson e outras pessoas no evento. Imagem de três homens e uma mulher em reunião formal, evidenciando contato profissional e personalidade de destaque. A imagem mostra Boris Johnson e outras pessoas em evento formal, destacando contato social e profissional, com roupas elegantes e expressão sorridente. Relevância alta para conteúdo sobre conexões ou eventos de figuras públicas internacionais.
Fonte: X Expresso 1923


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