Pedrinho, presidente do Vasco, manifestou críticas a John Textor, proprietário da SAF do Botafogo, e a BAP, presidente do Flamengo, após uma reunião na CBF, realizada nesta segunda-feira. O dirigente do Vasco expressou sua insatisfação com as declarações dos rivais a respeito do clube de São Januário.
O presidente do Vasco qualificou BAP como “arrogante e prepotente”, alegando que o presidente do Flamengo insinuou que o empréstimo do clube com a Crefisa, realizado em novembro do ano passado, estava relacionado à derrota do Vasco por 3 a 0 contra o Palmeiras. Pedrinho afirmou que BAP questionou a integridade dele, do técnico Fernando Diniz e dos jogadores, sugerindo que o diretor rubro-negro não possui a capacidade necessária para gerir uma liga.
— Recentemente, o presidente do Flamengo, estou me referindo à pessoa e não à instituição, fez várias declarações, com sua prepotência e arrogância, que não me agradaram. Esperei e escutei em silêncio até o momento certo para me manifestar. Quando eu faço um empréstimo com a Crefisa, é porque o CDI estava mais baixo e eu pagaria menos. A preocupação dele não era o empréstimo, mas sim, de forma indireta, insinuou que eu contratei o empréstimo no dia em que perdi de 3 a 0 para o Palmeiras.
— Ele está, portanto, questionando meu caráter, o caráter do meu treinador e o caráter de um elenco de 30 jogadores. Como posso dizer ao meu treinador que precisamos perder? Ele deve instruir os jogadores a serem desonestos e a perderem porque eu fiz um empréstimo de uma empresa que opera com empréstimos? Como posso acreditar que uma liga funcionará sob a gestão de pessoas que administram um clube dessa maneira?
Na mesma declaração, Pedrinho expressou sua insatisfação com as recentes falas de John Textor, que mencionou a SAF do Vasco, onde o clube social conseguiu judicialmente remover a 777 e retomar o controle. O presidente do Vasco reiterou que os clubes brasileiros não possuem a estrutura necessária para implementar uma liga e afirmou que Textor causa um “dano imenso” ao Botafogo.
— Atualmente, os clubes, de forma geral, não têm estrutura para criar uma liga. Isso se deve a diversos fatores. Primeiro, a diferença esportiva é um aspecto. Posso vencer ou perder para meu adversário, ter receitas superiores ou não em comparação a ele. Posso ter um time mais forte e, com isso, ter uma vantagem. Isso é um ponto.
— Além disso, em minha situação específica e na relação com o Botafogo, um investidor que vem para quitar dívidas acaba causando um dano imenso ao clube, e nenhum outro clube se prontifica a ajudar… Isso já não é mais uma questão esportiva ou de receita, mas sim um clube que pode levar a uma massa falida. Eles são meus adversários, não meus inimigos.
Esta não foi a primeira vez que Textor comentou sobre a ação movida por Pedrinho para a retirada da 777 do poder. Em 2024, o americano também criticou a iniciativa da direção do Vasco. Pedrinho alegou que Textor desrespeita o clube de São Januário e o acusou de fazer “bravata”. O dirigente vascaíno também se ofereceu para ajudar João Paulo, presidente do Botafogo, no que for necessário para o clube social alvinegro.
— O outro ponto é que o atual proprietário do Botafogo, Textor, desrespeita o Vasco da Gama ao fazer comentários sobre a situação do Botafogo. Isso não é a primeira vez. Ele não compreende a importância do Vasco para brincar com certas afirmações. Tenho muito respeito pelo Botafogo e seus torcedores. Crianças, adultos, idosos, por isso minha solidariedade ao clube e ao João Paulo (presidente). Não sei o que acontecerá com o Botafogo e isso não me interessa.
— Se o Botafogo entrar em uma massa falida e João Paulo precisar de ajuda, me coloco à disposição para contribuir no que for possível. O posicionamento dele (Textor) é de bravata, de gestores que, por muito tempo, estiveram no futebol para agradar os torcedores, o que não faz parte do meu caráter. Ele precisa respeitar o Vasco da Gama pela forma como está se comportando. Por isso, não acredito na liga, pois não temos o espírito de companheirismo.
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Marcos Lamacchia e Leila: há conflito de interesses?
— Não vou falar do investidor ainda porque vou esperar que tudo esteja assinado para poder me pronunciar. Na minha visão… Não posso entrar em detalhes na minha pergunta. Tudo que está em contrato e nas cláusulas de fair play financeiro deve ser cumprido. Estou um pouco restrito para falar.
Retirada da 777 e negociações para venda da SAF
— Como a SAF é muito recente, é necessário estruturar um contrato que reflita a realidade dos clubes-empresas de hoje. Fomos obrigados a remover a 777 devido a diversos crimes jurídicos e inadimplência já comprovados. Antecipamos um movimento que tínhamos certeza que ocorreria. Foi uma decisão difícil, pois eu tinha conhecimento de tudo que estava acontecendo, mas a torcida não. Compreendo todas as críticas que recebi. Cada clube tem seu contrato.
— As pessoas não têm acesso ao contrato e querem afirmar que está errado. Me acusar e condenar, como muitos fizeram e não se retrataram, é um ponto. Precisamos entender o que é a SAF no futebol brasileiro e garantir um fair play. Coisas simples, como pagamento de salários e dívidas antigas. Graças à recuperação judicial, estamos cumprindo tudo rigorosamente, pagamos cerca de 20 a 30 milhões da RJ. Quem não possui essa receita precisará de tempo para se estruturar e cumprir o fair play.
Fonte: ge
Conversa da torcida
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