Pressão da torcida aumenta sobre Diniz, que busca reverter números negativos com a chegada de novos reforços

A pressão sobre o técnico Diniz cresce no Vasco da Gama, que busca reverter resultados negativos com a chegada de novos reforços para a equipe.

Após as derrotas para Flamengo e Mirassol em janeiro, o trabalho de Fernando Diniz como técnico do Vasco tem gerado diversas críticas nas redes sociais. No entanto, existe alguma pressão interna? Como a diretoria do clube avalia a situação do treinador? O ge esclarece o cenário.

Diniz assumiu o comando do Vasco em maio do ano passado, com a missão de retirar a equipe da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. Embora tenha enfrentado oscilações iniciais, o time conseguiu uma recuperação notável na primeira metade do segundo turno, o que o colocou na disputa por uma vaga na Pré-Libertadores, além de alcançar as semifinais da Copa do Brasil.

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Entretanto, a pressão sobre Fernando Diniz aumentou entre os torcedores nos últimos oito jogos do Brasileirão do ano passado, onde a equipe obteve apenas uma vitória e sofreu sete derrotas, terminando na 14ª posição na tabela. O vice-campeonato na Copa do Brasil ajudou a amenizar as críticas.

A relação entre Diniz e a torcida é delicada. Após as atuações insatisfatórias nas derrotas contra o Flamengo no Campeonato Carioca e contra o Mirassol na estreia do Brasileirão, o treinador enfrentou questionamentos. O time demonstrou problemas na saída de bola, que persistem desde o ano anterior, além de falhas defensivas coletivas evidentes.

Fernando Diniz em Flamengo x Vasco — Foto: André Durão/geFernando Diniz em Flamengo x Vasco — Foto: André Durão/ge

Nos 48 jogos que comandou o Vasco, Fernando Diniz obteve 16 vitórias, 12 empates e 20 derrotas.

Apesar do desempenho abaixo do esperado, a avaliação do trabalho do treinador é considerada positiva. Diniz conduziu a equipe até a final da Copa do Brasil e desempenhou um papel crucial na evolução de jogadores como Rayan, além de ser uma peça chave nas movimentações de mercado do clube.

A situação de Diniz é singular em comparação a outros técnicos no Brasil. O treinador possui uma forte identificação com o presidente Pedrinho e o diretor técnico Felipe. Nos momentos de maior instabilidade no ano passado, a principal insatisfação da diretoria estava voltada aos jogadores, e não ao técnico.

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Diniz teve total liberdade para participar ativamente da janela de transferências do Vasco no início do ano e continua a trabalhar nesse sentido para reforçar o elenco. A diretoria o vê como um atrativo para novos jogadores, que demonstram interesse em serem orientados por ele. Saldivia, Brenner e Marino Hinestroza, por exemplo, receberam várias ligações de Diniz e comentaram sobre isso ao chegarem a São Januário.

O treinador já havia sido fundamental na reformulação do elenco no meio do ano passado. Cuesta, Robert Renan, Barros, Thiago Mendes, Gómez e Matheus França também foram contatados por Diniz. As contratações de Robert Renan, Thiago Mendes e França, além do retorno de Barros, ocorreram em grande parte devido à influência do técnico.

O Vasco acredita que Diniz pode proporcionar melhores resultados, especialmente após a chegada dos reforços Brenner e Hinestroza, além de outros jogadores.

A avaliação é de que o elenco precisa ser mais forte para a temporada de 2026, que contará com o Campeonato Carioca, Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil e Copa Sul-Americana. O objetivo do Vasco é voltar a conquistar títulos e disputar a Libertadores em 2027.

Fonte: ge


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