Programa de profissionalização de árbitros da CBF será implementado a partir deste ano

A CBF anuncia a implementação de um programa de profissionalização para árbitros a partir deste ano, visando melhorar a qualidade das arbitragens no futebol.

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou um novo programa voltado à profissionalização da arbitragem no país, que terá início em 2026, com a participação de árbitros no Campeonato Brasileiro da Série A. O projeto prevê a contratação de 20 árbitros principais, 40 assistentes e 12 árbitros de VAR, todos com contrato de um ano. A expectativa é que esses 72 profissionais sejam responsáveis por todas as 380 partidas do campeonato, com a possibilidade de também atuarem na Copa do Brasil e em momentos decisivos da Série B.

A lista de árbitros será atualizada a cada rodada, impactando diretamente nas escalas de trabalho. Os contratos serão formalizados em fevereiro, com início das atividades em 1º de março. Embora a CBF não possa exigir dedicação exclusiva, os árbitros deverão priorizar suas funções. A remuneração varia conforme a categoria, com os árbitros FIFA e CBF recebendo valores distintos. Apesar de não serem divulgados oficialmente, estima-se que os 72 contratados terão vencimentos médios de aproximadamente R$ 13 mil mensais, com os árbitros recebendo valores superiores a R$ 30 mil.

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Para a seleção dos 72 profissionais, a CBF considerou três critérios principais: serem árbitros FIFA ou CBF, o número de escalas na Série A em 2024 e 2025, e a média de notas nas avaliações de desempenho da CBF nas temporadas mencionadas.

O programa de profissionalização foi inspirado em modelos de arbitragem de países da Europa, como Alemanha, Inglaterra e Espanha, além de experiências de nações latino-americanas, como o México. A CBF formou um grupo de trabalho em novembro do ano anterior, envolvendo 38 clubes das séries A e B, embora a participação ativa tenha sido limitada.

Quatro pilares foram estabelecidos para o desenvolvimento da arbitragem brasileira: remuneração adequada, excelência física e de saúde, capacitação técnica e uso de tecnologia e inovação. Os árbitros contarão com suporte nutricional, psicológico e fisioterapêutico, além de um monitoramento físico por meio de dispositivos tecnológicos. A CBF também planeja oferecer treinamentos regulares e a utilização de novas tecnologias, como o VAR semiautomático e a “refcam”, uma câmera acoplada ao árbitro.

Além disso, a CBF implementará um ranking interno para avaliar o desempenho dos árbitros, promovendo aqueles que se destacarem e rebaixando os que apresentarem resultados insatisfatórios. As avaliações levarão em conta o controle de jogo, a aplicação das regras e o desempenho físico, com a previsão de pelo menos dois rebaixamentos e dois acessos anualmente.

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A lista dos 20 árbitros profissionais é a seguinte:

  • Alex Stefano
  • Anderson Daronco
  • Bráulio Machado
  • Bruno Arleu
  • Davi Lacerda
  • Edina Batista
  • Felipe Lima
  • Flávio Souza
  • Jonathan Pinheiro
  • Lucas Casagrande
  • Lucas Torezin
  • Matheus Candançan
  • Paulo Zanovelli
  • Rafael Klein
  • Ramon Abatti Abel
  • Raphael Claus
  • Rodrigo Pereira
  • Savio Sampaio
  • Wagner Magalhães
  • Wilton Sampaio

O chefe de arbitragem da CBF, Rodrigo Cintra (centro), ao lado dos árbitros Ramon Abatti Abel, Wilton Pereira Sampaio, Marcelo Van Gasse e Raphael Claus — Foto: Divulgação/CBFO chefe de arbitragem da CBF, Rodrigo Cintra (centro), ao lado dos árbitros Ramon Abatti Abel, Wilton Pereira Sampaio, Marcelo Van Gasse e Raphael Claus — Foto: Divulgação/CBF

Fontes: ge


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