Rayan fez um dos gols da vitória do Bournemouth sobre o Everton na Premier League — Foto: Reuters
Cox ressalta que o Bournemouth não fez uma descoberta inédita ao contratar um atleta que já era observado por grandes clubes europeus, mas elogiou a coragem do time em investir 25 milhões de euros (R$ 151 milhões) em um jovem de apenas 19 anos.
“Não se tratava de descobrir Rayan, mas de acreditar nele. O Bournemouth se arriscou enquanto outros hesitaram. E, com base nas evidências até agora, parece que fizeram um excelente negócio. Muitos temeram pelo Bournemouth após a saída de Antoine Semenyo para o Manchester City, uma transferência marcada por um gol memorável nos acréscimos contra o Tottenham, mas essa foi, na verdade, a primeira vitória do Bournemouth em 12 jogos.
Semenyo não era o problema, mas talvez a equipe tivesse se tornado excessivamente dependente dele. A chegada de Rayan para substituí-lo revitalizou o time, com cerca de metade do valor da transferência ainda disponível”, afirma Cox em sua coluna.
Rayan já contabiliza dois gols e uma assistência, mas sua capacidade de criar jogadas, mesmo atuando como ponta e não centralizado, chamou a atenção do jornalista.
“É verdade que estamos apenas na quinta rodada — e contra o West Ham e o Sunderland, Rayan não contribuiu com gols em dois empates. Contudo, no último jogo, a frequência com que o Bournemouth buscou o brasileiro para criar jogadas de ataque foi reveladora. Sempre que o goleiro Djordje Petrovic tinha a bola, ele optava por lançar para Rayan, em vez de para o centroavante do Bournemouth.
Isso faz sentido. Rayan é forte no jogo aéreo; seu gol contra o Everton foi marcado quando ele se posicionou corretamente para cabecear com força no segundo poste. E se ele não parece um ponta nato, é porque não é. Considerado mais um centroavante no Brasil, ele está sendo testado nas laterais, em parte porque é onde o Bournemouth tem uma vaga”.
Michael Cox observa que Rayan se saiu bem tanto pela direita, com o pé trocado, quanto quando atuou pela esquerda.
“Nas posições centrais do ataque, Andoni Iraola pode escolher entre Eli Junior Kroupi, Evanilson, Justin Kluivert e Enes Unal, e às vezes — como neste caso — ele utiliza apenas um, além de um meia-atacante logo atrás. Portanto, Rayan atua pelas laterais. Sua estreia foi como substituto pela esquerda, fora de casa contra o Wolves, onde driblou para dentro da área e fez um passe rasteiro para Alex Scott marcar. Sua primeira partida como titular ocorreu pela direita no fim de semana seguinte, contra o Aston Villa, quando invadiu a área, deixou Lucas Digne para trás e finalizou forte no canto mais próximo”.
O jornalista também destacou a explosão de Rayan, associando a potência de seus chutes às suas panturrilhas musculosas, além de mencionar uma habilidade rara em canhotos: a facilidade em utilizar o pé mais fraco. Ele valorizou o fato de Rayan não ser, em sua visão, um jogador que busca apenas o drible.
“Ele é explosivo em curtas distâncias. Seus chutes de longa distância têm uma potência impressionante, graças aos seus músculos da panturrilha. Ele cruza bem e é um bom batedor de faltas. Embora seja predominantemente canhoto, também se sente confortável atacando pela lateral e utilizando o pé direito.
Como é comum em atacantes brasileiros, ele possui alguns dribles em seu repertório, frequentemente tentando desestabilizar os defensores com uma rápida combinação de movimentos. No entanto, não há sinais de exibicionismo. Rayan prioriza a eficiência, algo que nem sempre é visto em jovens talentos da América do Sul”.
Nascido em 3 de agosto de 2006, Rayan vive um grande momento no Bournemouth, onde tem contrato até 30 de junho de 2031.
Fonte: ge
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