Com esse resultado, o Vasco perdeu a posição para o Botafogo, caindo para a 9ª colocação, com 12 pontos. A equipe de São Januário voltará a campo na próxima terça-feira, enfrentando o Barracas Central na estreia da Sul-Americana de 2026, no estádio Florencio Sola, em Banfield, na Argentina.
Renato Gaúcho na derrota do Vasco para o Botafogo no Brasileirão 2026 — Foto: André Durão
O treinador expressou sua insatisfação com a derrota e destacou a ocorrência de erros que levaram à virada do Alvinegro.
— Não adianta ficarmos aqui dando desculpas por falta de tempo, pois jogaremos a cada três dias. Os erros que cometemos hoje foram aqueles que sempre corrijo nos vídeos. Os pequenos detalhes no futebol podem causar grandes estragos, e isso aconteceu novamente. Fizemos o mais difícil ao abrir o placar, mas por erros nossos, até mesmo infantis, deixamos escapar — comentou o técnico.
Renato afirmou que não haverá tempo para corrigir as falhas em campo, mas que o trabalho será feito por meio de conversas e análises em vídeo. Ele mencionou ter alterado quatro titulares de uma partida para outra, não apenas por questões físicas, mas também para surpreender o Botafogo. O treinador ressaltou que alguns jogadores estão prontos para mostrar seu valor no grupo.
— No futebol, é necessário manter a atenção durante os 90 minutos. Não importa quem seja o adversário. Eu disse a eles que deixamos escapar pelo menos um ponto hoje. Perdemos dois contra o Coritiba por falta de atenção. Estou conversando bastante com eles, mostrando os erros que não podem ser cometidos em campo, pois a conta chega. Não se trata apenas de transições ofensivas ou defensivas. A falta de tempo para treinar é um fator, mas eles sabem o que deve ser feito. Precisamos de mais atenção para evitar problemas e, assim, obter melhores resultados.
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Crítica à arbitragem
— Não costumo comentar sobre arbitragem, mas sou um defensor dela no Brasil. No fim do jogo, conversei com o árbitro e mencionei que ele inverteu a falta que resultou no gol do Botafogo. Ele disse que veria no vídeo que o meu jogador fez a falta, mas ao conferir, percebi que foi o jogador do Botafogo quem cometeu a infração. Não estou usando isso como desculpa, pois foi um erro coletivo nosso. Faltou atenção, mas a falta foi invertida. Não estou justificando a derrota, mas aquele lance não teria resultado em gol.
Time alternativo na Sul-Americana?
— Em relação à Sul-Americana, temos um grupo reduzido, com jogadores no departamento médico, e estamos jogando a cada três dias. Hoje, mudei praticamente 50% do time para dar mais gás e fôlego devido ao desgaste. Amanhã, teremos treino pela manhã e à noite viajaremos para a Argentina. Não é possível levar todos para a Argentina e depois voltar para atravessar o Brasil até Belém. Jogadores são humanos, não são de ferro. Muitos clubes, a cada rodada do Brasileiro, mudam suas equipes devido ao desgaste. Não estamos desconsiderando a Sul-Americana, mas a prioridade é o Brasileiro. Não adianta insistir em colocar jogadores em campo e perder mais atletas para o departamento médico. A decisão que tomamos é a melhor possível.
Viu falhas de Léo Jardim?
— Após o jogo, conversei com todo o grupo. Sempre que necessário, chamo um jogador individualmente para discutir suas falhas. Mas quando perdemos, a responsabilidade é de todos. Hoje, sinceramente, não vejo falha do Léo. Um dos gols foi um chute preciso, e o outro foi um cruzamento que o encobriu. Quando falo em falhas, refiro-me a algo coletivo. Ele é um excelente goleiro e transmite confiança. No futebol, quando não se vence, sempre alguém é apontado como culpado. O torcedor quer sempre a vitória. Quando cheguei, estávamos em último lugar. Precisamos nos distanciar da parte de baixo da tabela e subir. Isso não acontece da noite para o dia. O Vasco não é um time imbatível, mas trabalhamos para obter os melhores resultados. Antes do jogo de hoje, ninguém acreditaria que o Vasco teria 11 pontos em 15. Agora, temos 11 de 18. Isso é visível. Contudo, estamos pagando a conta dos quatro primeiros jogos. Um ponto em quatro partidas fará falta no campeonato. Mesmo assim, conseguimos recuperar. Parabenizo o grupo. Sempre há espaço para melhorias, mesmo após vitórias. A cada três dias, é desafiador, mas o grupo está reagindo. Não venceremos todos os jogos, mas os adversários também buscam a vitória. Precisamos corrigir a falta de atenção, pois sempre que nos desligamos, sofremos gols.
Avaliação de Marino
— O que mais enfatizo, por ter sido atacante, é que eles devem ter tranquilidade para tomar as melhores decisões. O desespero próximo à área é sempre do adversário. Temos quatro colombianos no grupo e procuro sempre corrigi-los, mas eles cometem muitos erros. Isso é parte do meu trabalho, mas a falta de tempo é um obstáculo. Não é possível corrigir tudo de uma vez. A adaptação leva tempo, especialmente para jogadores colombianos e equatorianos, que precisam se ajustar ao futebol brasileiro. Essa diferença tática é significativa e requer tempo. Jogar a cada três dias torna essa correção ainda mais difícil. Muitas vezes, eles tomam decisões erradas por conta de suas experiências em seus países.
Não usar as cinco substituições
— As substituições são feitas quando necessário. Você viu quem estava no banco hoje? As características dos jogadores influenciam. Coloquei o Marino, mas não posso colocar dois jogadores na mesma posição. Nosso grupo está reduzido. Gosto de fazer cinco substituições, mas não fiz nenhuma no intervalo porque não achei necessário, pois acreditava que iríamos melhorar. O jogo estava sob controle e conseguimos marcar, que é a parte mais difícil. O que não pode acontecer é a falta de atenção que resultou nos dois gols sofridos. Costumo contar uma história para eles: assim como um pai não vira as costas para o filho ao atravessar a rua, no campo é a mesma coisa. Isso aconteceu. Apesar do pouco tempo, nosso trabalho é alertá-los. Ninguém está isento de responsabilidade. Estou com o grupo sempre. Precisamos manter a atenção durante os 90 minutos para evitar os gols que temos sofrido.
Fonte: ge
Conversa da torcida
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