Vasco avança em tratativas com Marcos Lamacchia para venda da SAF, destacando segurança jurídica

Vasco negocia com Marcos Lamacchia a venda da SAF, enfatizando a segurança jurídica no processo.

O Vasco da Gama continua avançando nas negociações para a venda da SAF, apesar das recentes advertências da CBF. De acordo com informações do jornalista Lucas Pedrosa, a diretoria do clube se sente “juridicamente assegurada” para seguir com as tratativas com o empresário Marcos Faria Lamacchia, enteado de Leila Pereira, presidente do Palmeiras. A avaliação interna em São Januário é de que não há conflito de interesses que justifique um veto, uma vez que não existe relação de consanguinidade entre as partes.

Embora a discussão sobre o Artigo 86 do Regulamento Geral de Competições — que proíbe parentes próximos no comando de clubes da mesma divisão — esteja em pauta, o departamento jurídico do Vasco acredita que a norma não se aplica a enteados da mesma forma que a filhos biológicos. Além disso, a boa relação política estabelecida pela gestão de Pedrinho com a CBF é considerada um trunfo para dialogar sobre a interpretação da regra.

Independência Financeira: O legado do Banco Real

Um aspecto importante destacado por Pedrosa é a autonomia financeira de Marcos Lamacchia. O investidor não depende dos recursos da Crefisa ou de Leila Pereira para efetuar a compra. Marcos é herdeiro de José Lamacchia e também tem ligação direta com a família de Aloysio Faria, um banqueiro renomado responsável pela fundação do Banco Real e do Banco Alfa.

“Ele tem recursos suficientes para realizar [o negócio]. Ele é filho da Júnia e pertence à família que criou o Banco Real, que vendeu o Banco Real, e atualmente possui o Banco Alfa, entre outros empreendimentos”, explicou o jornalista.

Essa origem do capital reforça a posição do Vasco de que se trata de um investimento independente, sem vínculos com a gestão do Palmeiras, o que fortaleceria a defesa do negócio perante as autoridades regulatórias.

“Muito difícil que a venda não se concretize em 2026”

O andamento das conversas é considerado avançado. Segundo apurações, as partes já estão discutindo minutas contratuais e documentos para a formalização da proposta vinculante. O otimismo é elevado nos bastidores de São Januário.

Pedrosa foi claro ao projetar o desfecho da situação:

“É muito difícil, mas muito difícil que o Vasco não concretize essa venda neste momento, na temporada, em 2026”.

A expectativa é que, após a superação das etapas burocráticas e a due diligence (que já está em estágio avançado), o Vasco tenha um novo controlador definitivo ainda neste ano, encerrando o período de gestão interina da diretoria associativa.

Fonte: Papo Na Colina


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