Um exemplo dessa mudança é a recente contratação do lateral-esquerdo Cuiabano, que foi anunciada oficialmente ontem. O jogador atuou como uma espécie de 12º jogador do Botafogo nos últimos dois anos e, apesar de não ter se consolidado como titular, conquistou a simpatia de muitos torcedores pelas vitórias na Libertadores e no Campeonato Brasileiro de 2025.
Cuiabano foi vendido ao Nottingham Forest-ING no meio do ano passado, em parte devido à relação de Textor com Evangelos Marinakis, proprietário do clube inglês. O atleta tinha o desejo de ser negociado com o Brighton, também da Premier League, mas não conseguiu se firmar e acabou sendo emprestado pela segunda vez consecutiva, após uma experiência similar com o Botafogo.
Informações de bastidores indicam que, no Brasil, o jogador preferia atuar pelo Botafogo. A diretoria do alvinegro também tinha interesse em sua contratação e manteve contato com o atleta. Contudo, a impossibilidade de registrar novos jogadores devido ao transfer ban — que foi suspenso apenas na última sexta-feira, após mais de um mês de punição — impediu o retorno de Cuiabano ao Botafogo. Assim, o Vasco aproveitou a oportunidade e concretizou a contratação.
— Para mim, não chegou nada oficial (de outros clubes). O que chegou foi do Vasco — comentou Cuiabano ao desembarcar no Rio esta semana. — Estou feliz de estar aqui. Chego com meus objetivos. Todo jogador sonha em chegar à seleção. Agora é trabalhar no dia a dia para ver se consigo chegar.
Atuação no mercado
Além de Cuiabano, o Vasco já finalizou outras cinco contratações para a temporada: o zagueiro Saldivia, o meia Rojas e os atacantes Hinestroza e Brenner já estrearam. O atacante Cláudio Spinelli, ex-Independiente Del Valle, chegou ao Rio ontem, mas ainda não tem data definida para sua estreia.
O clube tem se mostrado ativo no mercado, impulsionado por um empréstimo de R$ 80 milhões da Crefisa no final do ano passado e pela venda de Rayan, que rendeu 25 milhões de euros (R$ 154,2 milhões) à vista. O Vasco busca se reerguer em campo sob a orientação de Fernando Diniz, que deve escalar o que há de melhor em seu elenco, que conta com apenas duas vitórias em sete partidas na temporada.
Por outro lado, o Botafogo já acertou as contratações do zagueiro Ythallo, do volante Wallace Davi e do atacante Lucas Villalba, além dos defensores Riquelme e Jhoan Hernández, que inicialmente devem ser utilizados na equipe sub-20. Porém, devido ao transfer ban, nenhum desses jogadores pôde ser utilizado pelo técnico Martín Anselmi, que tem se mostrado promissor em sua nova função, mas enfrenta dificuldades com um elenco reduzido.
Na última sexta-feira, o Botafogo pagou US$ 10 milhões (cerca de R$ 52 milhões) ao Atlanta United, o que resultou na suspensão do transfer ban pela Fifa. Contudo, o clube deverá quitar quatro parcelas de aproximadamente US$ 5 milhões (R$ 26 milhões) nos próximos meses.
Apesar dessas movimentações, a crise administrativa persiste no alvinegro. A recente demissão do CEO Thairo Arruda, após conflitos com Textor, é um indicativo dessa turbulência. O dirigente não concordava com o empréstimo de US$ 25 milhões solicitado pelo empresário americano, que foi aprovado pelo Conselho da SAF na última quinta-feira.
Para o embate de hoje, Anselmi planeja utilizar o maior número possível de jogadores sub-20, uma vez que o Botafogo já está classificado para as quartas de final do Carioca. Um ponto crítico para o alvinegro é a regra da Ferj, que exige que os clubes escalem pelo menos sete titulares na última rodada, sob pena de punição na distribuição da renda dos direitos de transmissão.
Fonte: Extra

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