Thiago Mendes no clássico com o Botafogo – Foto: Matheus Lima/Vasco
O clássico entre Vasco e Botafogo, válido pela 10ª rodada do Campeonato Brasileiro, ainda gera repercussão fora de campo. Nesta sexta-feira (24), a partir das 10h, a 2ª Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) irá analisar a situação do clube cruz-maltino devido ao uso de sinalizadores pela torcida nas arquibancadas de São Januário e a interrupção do funcionamento da câmera “gol line” durante o jogo. Em contrapartida, o dirigente alvinegro Leonardo Coelho foi denunciado por desrespeito à arbitragem.
As acusações contra o Vasco envolvem duas infrações distintas relacionadas ao comportamento dos torcedores. A primeira, conforme o artigo 213, refere-se à falta de medidas para prevenir ou reprimir desordens no estádio, com penalidades que podem variar de multa de 100 a 100 mil reais, além da possibilidade de perda de mando de campo por até dez partidas. A segunda infração, prevista no artigo 243-B, diz respeito a constranger alguém, por meio de violência ou grave ameaça, a não realizar o que a lei permite, também com multa no mesmo valor.
O árbitro da partida, Wagner do Nascimento Magalhães, registrou os incidentes na súmula. Ele relatou:
“Informo que no intervalo da partida, quando a equipe de arbitragem se dirigia ao túnel de acesso aos vestiários, o dirigente da equipe do Botafogo, o senhor Leonardo Coelho de Oliveira, veio em minha direção me abordando com as seguintes palavras: ‘qual o critério no jogo’. Essas palavras foram ditas de forma desrespeitosa e em altos brados. Informo que aos 25 minutos do segundo tempo foram acesos sinalizadores na torcida do Vasco da Gama, sendo imediatamente comunicado ao policiamento para as devidas providências. Também foi avisado no telão do estádio para que os sinalizadores fossem apagados, o que ocorreu após o aviso. Após o término da partida, o quality manager Bernardo Campos Martins me informou que, após o início do segundo tempo, a torcida mandante deslocou a câmera gol line, que ficou inoperante por 12 minutos até seu retorno. Após o segundo gol da equipe visitante, aos 33 minutos do segundo tempo, houve uma nova ocorrência com a câmera, que permaneceu inoperante até o fim da partida, pois o operador da hawk-eye foi impedido pela torcida de acessar a plataforma onde se encontrava a câmera, sendo hostilizado e ameaçado.”
Fonte: O Globo
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