O clube foi representado por Renato Brito, segundo vice-presidente geral, e Silvio Almeida, vice-presidente de finanças. A direção do Vasco reconhece a necessidade de receitas adicionais para complementar o orçamento das obras e ajustar o fluxo de caixa. Isso se dá porque os pagamentos referentes ao potencial construtivo, feitos pelas incorporadoras, costumam ser parcelados, devido ao longo intervalo entre a aquisição e o recebimento do investimento dos empreendimentos imobiliários.
Além disso, o clube receberá da Prefeitura o valor das vendas do potencial construtivo de maneira gradual, com base no progresso das obras. O fundo imobiliário será supervisionado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que garantirá mais transparência e boa governança sobre o projeto.
Há também planos para a criação de ofertas de cotas de ação do fundo, permitindo que os torcedores participem como investidores no projeto e contribuam para a revitalização do estádio. A diretoria está em conversa com advogados para avaliar a viabilidade dessa proposta, com base no fundo que será instituído.
As vendas do potencial construtivo
Os valores obtidos com as vendas do potencial construtivo de São Januário serão direcionados a uma “conta garantia”, inicialmente gerida pelo Banco Genial. No início, o Vasco terá acesso a 20% do total arrecadado. O restante será liberado pela Prefeitura de forma progressiva, conforme o avanço da reforma.
A fiscalização das obras será realizada pela Companhia Carioca de Parcerias e Investimentos (CCPar) e pelo Conselho Consultivo da Prefeitura. Conforme o progresso da reforma, a Prefeitura irá liberar mais 20% a cada etapa completada, até a totalidade dos valores arrecadados do potencial construtivo.
São Januário, Vasco — Foto: Matheus Lima/Vasco
As obras têm um prazo máximo de dez anos para conclusão. Se não forem finalizadas nesse período, a Prefeitura poderá restituir o montante utilizado como garantia na operação.
Após a autorização do Conselho Deliberativo para a formação de uma Sociedade de Propósito Específico (SPE), o clube espera acelerar as vendas do potencial construtivo. O Vasco possui um total de 280 mil m² disponíveis para venda, sendo que 50 mil m² já estão contratados e as negociações estão avançadas para uma parte significativa do restante, já em fase de troca de minutas.
O que é a SPE no Vasco?
A Sociedade de Propósito Específico (SPE) será uma empresa controlada pelo clube, responsável por emitir, vender e gerenciar os certificados do potencial construtivo de São Januário, além de operacionalizar o processo de reforma. Essa sociedade terá o Vasco como único sócio e será encarregada de aplicar os recursos arrecadados na obra, mantendo os contatos necessários com a Prefeitura do Rio.
O prazo inicialmente previsto para o início das obras do novo estádio era janeiro deste ano, mas não se concretizou. Como o processo de venda do potencial construtivo ainda está em andamento, ainda não há data definida para o início da reforma.
O Vasco aguarda a finalização da SPE para poder receber os recursos provenientes das vendas do potencial construtivo.
É importante ressaltar que a Lei Complementar nº 272, datada de 3 de julho de 2024, estipula a criação da SPE como condição essencial para a regulamentação das obras no Estádio de São Januário. Assim, a formação dessa nova sociedade deverá ser votada pelos sócios estatutários do clube, e a expectativa é que uma Assembleia Geral Extraordinária para discutir o tema ocorra entre 15 e 25 de maio.
Fonte: ge
Projeto de reforma de São Januário, estádio do Vasco — Foto: Projeto: Sergio Moreira Dias, Felipe Nicolau, Willian Freixo, Clarissa Pereira e Ana Carolina Dias
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