Vasco elabora plano para estabelecer fundo imobiliário visando reforma de São Januário.

Vasco planeja fundo imobiliário para reformar São Januário e revitalizar seu legado. Confira todos os detalhes!

Na última sexta-feira, representantes do Vasco e do Banco Genial se encontraram para iniciar a criação de um fundo imobiliário com o objetivo de facilitar as obras no Estádio de São Januário. A meta principal é assegurar um fluxo de caixa adequado para a reforma e gerenciar o processo. A informação foi divulgada primeiramente pelo jornalista Joel Silva, do “Colina em Foco”.

O clube foi representado por Renato Brito, segundo vice-presidente geral, e Silvio Almeida, vice-presidente de finanças. A direção do Vasco reconhece a necessidade de receitas adicionais para complementar o orçamento das obras e ajustar o fluxo de caixa. Isso se dá porque os pagamentos referentes ao potencial construtivo, feitos pelas incorporadoras, costumam ser parcelados, devido ao longo intervalo entre a aquisição e o recebimento do investimento dos empreendimentos imobiliários.

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Projeto de reforma de São Januário, estádio do Vasco — Foto: Projeto: Sergio Moreira Dias, Felipe Nicolau, Willian Freixo, Clarissa Pereira e Ana Carolina DiasProjeto de reforma de São Januário, estádio do Vasco — Foto: Projeto: Sergio Moreira Dias, Felipe Nicolau, Willian Freixo, Clarissa Pereira e Ana Carolina Dias

Além disso, o clube receberá da Prefeitura o valor das vendas do potencial construtivo de maneira gradual, com base no progresso das obras. O fundo imobiliário será supervisionado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que garantirá mais transparência e boa governança sobre o projeto.

Há também planos para a criação de ofertas de cotas de ação do fundo, permitindo que os torcedores participem como investidores no projeto e contribuam para a revitalização do estádio. A diretoria está em conversa com advogados para avaliar a viabilidade dessa proposta, com base no fundo que será instituído.

As vendas do potencial construtivo

Os valores obtidos com as vendas do potencial construtivo de São Januário serão direcionados a uma “conta garantia”, inicialmente gerida pelo Banco Genial. No início, o Vasco terá acesso a 20% do total arrecadado. O restante será liberado pela Prefeitura de forma progressiva, conforme o avanço da reforma.

A fiscalização das obras será realizada pela Companhia Carioca de Parcerias e Investimentos (CCPar) e pelo Conselho Consultivo da Prefeitura. Conforme o progresso da reforma, a Prefeitura irá liberar mais 20% a cada etapa completada, até a totalidade dos valores arrecadados do potencial construtivo.

São Januário, Vasco — Foto: Matheus Lima/VascoSão Januário, Vasco — Foto: Matheus Lima/Vasco

As obras têm um prazo máximo de dez anos para conclusão. Se não forem finalizadas nesse período, a Prefeitura poderá restituir o montante utilizado como garantia na operação.

Após a autorização do Conselho Deliberativo para a formação de uma Sociedade de Propósito Específico (SPE), o clube espera acelerar as vendas do potencial construtivo. O Vasco possui um total de 280 mil m² disponíveis para venda, sendo que 50 mil m² já estão contratados e as negociações estão avançadas para uma parte significativa do restante, já em fase de troca de minutas.

O que é a SPE no Vasco?

A Sociedade de Propósito Específico (SPE) será uma empresa controlada pelo clube, responsável por emitir, vender e gerenciar os certificados do potencial construtivo de São Januário, além de operacionalizar o processo de reforma. Essa sociedade terá o Vasco como único sócio e será encarregada de aplicar os recursos arrecadados na obra, mantendo os contatos necessários com a Prefeitura do Rio.

O prazo inicialmente previsto para o início das obras do novo estádio era janeiro deste ano, mas não se concretizou. Como o processo de venda do potencial construtivo ainda está em andamento, ainda não há data definida para o início da reforma.

O Vasco aguarda a finalização da SPE para poder receber os recursos provenientes das vendas do potencial construtivo.

É importante ressaltar que a Lei Complementar nº 272, datada de 3 de julho de 2024, estipula a criação da SPE como condição essencial para a regulamentação das obras no Estádio de São Januário. Assim, a formação dessa nova sociedade deverá ser votada pelos sócios estatutários do clube, e a expectativa é que uma Assembleia Geral Extraordinária para discutir o tema ocorra entre 15 e 25 de maio.

Fonte: ge


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