Vasco espera que SOD Capital compre terreno na Barra da Tijuca para concluir venda do potencial construtivo de São Januário; confira vídeo

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Fonte: Youtube Colina em Foco

Progresso nos bastidores, mas impasse adia início da reforma em São Januário

A espera por melhorias em São Januário ainda persiste, sem uma data definida para o início das obras. A complexidade do projeto está na engenharia financeira envolvida. Embora o Vasco tenha feito progresso em diferentes áreas, a obra depende da venda do potencial construtivo do estádio, processo que ainda enfrenta desafios no mercado.

No centro desse processo está a venda de 280 mil metros² de potencial construtivo, permitindo que o Vasco negocie esse direito com empresas imobiliárias em outras áreas da cidade. A SOD Capital tem uma opção de compra de 220 mil metros², mas enfrenta atrasos na aquisição de um terreno na Barra da Tijuca, o que vem atrapalhando o avanço do projeto de reforma em São Januário.

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Se essa aquisição não avançar, outra empresa pode entrar na negociação, mas ainda assim, deve dialogar com o Vasco, pois o sucesso do empreendimento depende da compra do potencial construtivo. Não há problemas legais com o terreno, a questão é essencialmente de mercado. Por outro lado, a minuta do acordo de venda está adiantada, pronta para ser finalizada quando a compra do terreno for concluída.

Além disso, há concorrência no mercado, com outros locais como o Parque Olímpico e um terreno em Guaratiba também oferecendo potencial construtivo para venda, o que complica mais as negociações. Muitas incorporadoras esperam por uma estabilização do mercado antes de avançar em investimentos significativos.

Algumas empresas estão mais avançadas nas tratativas com o Vasco. A Brastinto já negocia a compra de 30 mil metros², enquanto a Tegra está finalizando seu estudo e também pode adquirir até 30 mil metros². Contudo, essas negociações ainda não levantaram os recursos necessários para o início das obras.

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A expectativa é que a venda completa do potencial construtivo gere cerca de R$ 614,5 milhões, com o Vasco recebendo aproximadamente R$ 550 milhões líquidos. Esse montante só ficará disponível após a assinatura da primeira escritura, que também é crucial para finalizar o projeto executivo. Sem esse primeiro investimento, a fase de construção não pode começar.

Além disso, o Vasco não dispõe de recursos próprios para cobrir os R$ 20 milhões necessários para projetos complementares. Até agora, o clube investiu R$ 1 milhão, que será reembolsado depois. Os escritórios de engenharia estão definidos, e os planos de viabilidade e negócios estão quase finalizados.

No âmbito esportivo e comercial, o novo projeto de São Januário prevê uma capacidade para cerca de 45 a 46 mil torcedores, com estrutura para expansão futura. Já estão acordados os preços e a plataforma para a venda de camarotes e cadeiras. Quanto aos Naming Rights, o valor será mais atrativo quando a obra estiver a todo vapor ou quase completa, o que deve ocorrer três anos após o início.

Atualmente, o projeto ainda não tem data para arrancar. Apesar do trabalho nos bastidores com estudos e planejamentos, a reforma aguarda os desdobramentos das negociações do potencial construtivo e as condições do mercado imobiliário. Até lá, o desenvolvimento segue suspenso.

Fonte: Jogada10


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