Caminhando sem o suporte de investidores por um ano e meio, o Vasco da Gama se prepara para entrar em 2026 com a expectativa de concluir a venda da Sociedade Anônima do Futebol (SAF). O potencial comprador é um nome que não é novo, mas se apresenta como uma adição recente ao grupo de interessados na SAF vascaína.
Marcos Faria Lamacchia, filho de José Lamacchia, que é casado com Leila Pereira, atual presidente do Palmeiras, está em negociações com a diretoria de Pedrinho, que atualmente comanda a SAF. A relação próxima entre José e a diretoria de Pedrinho favorece o andamento das conversas, com Marcos contando com o apoio do pai em sua jornada rumo à aquisição da equipe. Esta informação foi primeiramente divulgada pelo jornalista Lucas Pedrosa.
Sobrinho de uma das cinco herdeiras do banqueiro Aloysio de Andrade Faria, falecido em 2020 e fundador do banco Real, Marcos é uma figura discreta, com poucas aparições públicas, e mantém uma trajetória profissional independente das empresas da família, incluindo a de sua madrasta, Leila Pereira.
Pedrinho, presidente do Vasco, na Neo Química Arena — Foto: AGIF
Apesar de sua natureza reservada, Lamacchia é uma figura central nas longas negociações com a diretoria de Pedrinho, acompanhando de perto todo o processo, que inclui a tentativa do Vasco de retomar o controle da SAF e a recente homologação da recuperação judicial.
Em 2011, Marcos fundou a Blue Star, uma gestora financeira de fundos de investimento, e atuou como diretor na Crefisa, além de ter colaborado no banco Alfa, outro empreendimento fundado por seu avô.
Tanto o Vasco quanto a família Lamacchia não se pronunciaram sobre o assunto quando contatados pelo ge; Marcos está atualmente fora do Brasil, em férias.
Com a necessidade de um fluxo de caixa, é provável que o Vasco busque um novo empréstimo DIP no início de 2026, uma modalidade voltada para empresas em recuperação judicial. A Crefisa, com a qual Lamacchia é sócio, deve ser cogitada mais uma vez como uma fornecedora de recursos para a SAF.
Pedrinho e José Roberto Lamacchia — Foto: Reprodução
Atualmente, o Vasco busca um novo fôlego financeiro após ter obtido R$ 80 milhões em um empréstimo com a Crefisa, sendo que a expectativa é que esses recursos se esgotem em janeiro. Portanto, o prazo para a venda da SAF é crucial para o clube.
A distribuição das ações da SAF do Vasco é a seguinte:
- 30% pertencem ao clube associativo
- 31% pertencem à 777, que os adquiriu em aportes desde 2022
- 39% estão em discussão em arbitragem.
Para que a parte em arbitragem seja vendida, será necessário um acordo ou uma decisão judicial favorável ao clube.
Fonte: ge
Conversa da torcida
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