O crescente interesse por conteúdo autêntico e exclusivo motivou os clubes brasileiros a investir em seus próprios canais de TV. Essa estratégia não apenas engaja torcedores, mas também contribui para a ampliação das receitas. O aumento da base de fãs no ambiente digital resulta na valorização da marca, tanto nacional quanto internacionalmente.
Através da SocialBlade, o *ge* analisou os canais de TV no YouTube de todos os 20 clubes da Série A de 2025, totalizando mais de 23 milhões de inscritos e quatro bilhões de visualizações. Os maiores canais da plataforma são Flamengo, Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos. Confira a lista:
**Maiores canais dos clubes da Série A no YouTube**
Time | Canal | Inscritos (milhões) | Visualizações (milhões) |
---|---|---|---|
Flamengo | Flamengo TV | 7,5 | 1.022,564 |
Corinthians | Corinthians TV | 2,59 | 445,552 |
Palmeiras | TV Palmeiras Sportingbet | 2,46 | 59,048 |
São Paulo | São Paulo FC | 1,97 | 242,263 |
Santos | Santos TV 7K | 1,61 | 485,061 |
Vasco | Vasco TV | 1,51 | 57,102 |
Grêmio | Grêmio TV | 1,17 | 176,872 |
Fluminense | Fluminense Football Club | 0,89 | 180,77 |
Atlético-MG | GaloTV H2bet | 0,83 | 240,504 |
Cruzeiro | TV Cruzeiro | 0,72 | 120,211 |
Botafogo | Botafogo TV | 0,66 | 164,601 |
Internacional | Sport Club Internacional | 0,44 | 259,916 |
Bahia | TV BAHÊA | 0,38 | 63,707 |
Fortaleza | TV Leão Cassino Bet | 0,27 | 36,322 |
Sport | TV Sport Betnacional | 0,21 | 37,954 |
Ceará | Vozão TV | 0,20 | 30,249 |
Vitória | TV Vitória | 0,19 | 21,011 |
Bragantino | Massa Bruta TV | 0,04 | 8,29 |
Juventude | E.C. Juventude Oficial | 0,02 | 64,418 |
Mirassol | Mirassol Futebol | 0,00 | 0,041 |
O crescimento dessas plataformas consolida seu papel como novas fontes de receita, beneficiadas por monetização no YouTube, patrocínios e venda de naming rights. Esses acordos são complementados com contratos que clubes fecham com seus patrocinadores principais, aumentando os valores das parcerias.
Na Série A do Campeonato Brasileiro, pelo menos cinco clubes já negociaram os nomes de suas TVs com patrocinadores. Por exemplo, a TV Santos agora é chamada Santos TV 7K, a do Palmeiras é TV Palmeiras Sportingbet, e a do Atlético-MG passou a se chamar GaloTV H2bet.
A *Santos TV* destacou-se em 2025 com impressionantes 117,9 milhões de visualizações, totalizando mais de 2 milhões de horas assistidas e 312 mil novos inscritos, alcançando 1,6 milhão de seguidores. Com 9,3 mil vídeos, é a terceira maior do país, acumulando 485 milhões de visualizações. O clube investe em conteúdo exclusivo, mantendo os torcedores sempre próximos.
– “A Santos TV é a voz, a imagem e a alma do Santos. Contamos a história do clube com a perspectiva dos torcedores, oferecendo conteúdo exclusivo e aproximando a torcida do time”, afirmou Caio Lacerda, executivo de Marketing e Negócios do Santos.
Outra equipe que tem se destacado é a do Fortaleza, que possui uma equipe dedicada à produção de conteúdo para a TV do clube. A estratégia inclui transmissões ao vivo de diversos campeonatos, como futebol feminino e futsal masculino, visando um engajamento diversificado.
– “Estamos usando nossa TV como uma plataforma para fortalecer a marca do clube e gerar novas fontes de receita, além de promover um maior envolvimento dos torcedores”, comentou Bruno Oliveira, gerente de marketing do Fortaleza.
O Sport também investiu em equipamentos audiovisuais de alta qualidade para melhorar suas transmissões. Com 218 mil inscritos, o canal conta com aproximadamente 1 milhão de visualizações mensais, oferecendo conteúdos que vão desde os bastidores até a criação de um novo podcast, Ilha Cast.
– “Essa plataforma é essencial para a interação com nossos torcedores e para promover nossas marcas parceiras”, destacou Lucas Liausu, vice-presidente de comunicação do Sport.
Diego Souza participa do Ilha Cast na TV Sport — Foto: Igor Cysneiros/Sport Club do Recife
O especialista em marketing esportivo Renê Salviano ressalta que a TV de um clube é uma propriedade com enorme potencial para conectar torcedores e marcas.
– “Essa tendência de conteúdo exclusivo só tende a crescer conforme o esporte brasileiro se profissionaliza. É fundamental que os clubes vejam essas iniciativas como investimentos, ampliando a capacidade de engajamento como nunca visto antes”, concluiu Renê.
Fonte: ge