O diretor de futebol do Vasco, Admar Lopes, praticamente fechou as portas para novas contratações de atacantes nesta temporada. O executivo explicou que as opções disponíveis no mercado, considerando que a janela de transferências está fechada, não atendem às necessidades do clube. Além disso, Admar destacou que o principal reforço para o setor ofensivo será o atacante Brenner, que está em processo de recuperação de uma lesão.
Em sua análise, Admar mencionou que a reflexão sobre contratações surgiu após a negociação com o jogador Richarlison. Ele ressaltou que muitos dos atletas disponíveis são veteranos e não competem desde maio, o que torna a adaptação ao ritmo intenso do futebol brasileiro um desafio. “Trazer um jogador sem ritmo, nesse momento, exige um esforço financeiro significativo. O treinador está satisfeito com os jogadores ofensivos que têm e acredita que pode extrair mais deles. O grande reforço ofensivo desse final de temporada vai se chamar Brenner”, afirmou.

Brenner sofreu uma lesão no pé esquerdo durante a partida contra o Bahia, sendo obrigado a deixar o campo no intervalo. Os exames não detectaram fratura, mas revelaram uma lesão ligamentar. Embora o Vasco não tenha divulgado um prazo oficial para a recuperação, informações do ge indicam que há expectativa de que o jogador esteja disponível na primeira quinzena de outubro.
Desde a lesão de Brenner, o Vasco contratou os atacantes Colidio e Bruno Duarte. Colidio já se firmou como titular e tem apresentado bom desempenho, com cinco participações em gols em sete partidas. A disputa pela posição segue acirrada, especialmente com a adaptação de Bruno Duarte ao clube e as atuações questionáveis de Spinelli e David.
Outro ponto abordado por Admar durante a coletiva foi o mando de campo da semifinal da Copa Sul-Americana, que será disputada contra o Boca Juniors. O dirigente não descartou a possibilidade de jogar em São Januário, apesar das restrições impostas pela Conmebol, e mencionou que a entidade poderia facilitar negociações com os clubes cariocas, como Flamengo e Fluminense, para utilização do Maracanã, ou o Botafogo, pelo Estádio Nilton Santos.
“Estamos avaliando todas as possibilidades, incluindo São Januário, Maracanã e Engenhão. Nossa prioridade é jogar no Rio. É muito cedo para tomar uma decisão, pois ainda não temos todos os dados ou conversas com a Conmebol. Acredito que nos próximos dias teremos novidades”, disse Admar.
Ele também comentou sobre a possibilidade de a CBF intervir na escolha do local do jogo, afirmando que ainda não houve contato com a Conmebol. O regulamento da Conmebol exige que os estádios que receberão as partidas a partir das semifinais tenham capacidade mínima de 30 mil lugares, enquanto São Januário comporta 20.419 torcedores. Os jogos contra o Boca estão agendados para as semanas de 14 e 21 de outubro.
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