Em julgamento do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), os diretores Admar Lopes e Felipe Loureiro, além do preparador físico Daniel Félix e do preparador de goleiros Nelcírio Franchin, foram suspensos por 15 dias. O Vasco também foi multado em R$ 20 mil devido a arremessos de copos por parte da torcida durante a partida.
O advogado do Vasco, Pedro Henrique Moreira, destacou que a denúncia evidenciou um “erro crasso” da arbitragem, mencionando que a expulsão de Cauan Barros não foi devidamente registrada. Moreira criticou a atuação do árbitro Matheus Delgado Candançan, especialmente em relação à expulsão de Barros e um suposto pênalti não marcado em um lance com Spinelli no primeiro tempo.
- Vasco punido em R$ 20 mil. Art. 213, inciso III
- Felipe Loureiro – suspenso por 15 dias – art. 258, parágrafo segundo, inciso II
- Daniel Félix – suspenso por 15 dias – art. 258, parágrafo segundo, inciso II
- Nelcírio Franchin – suspenso por 15 dias – art. 258, parágrafo segundo, inciso II
- Admar Lopes – suspenso por 15 dias – art. 258, parágrafo segundo, inciso II
A punição se refere a ocorrências registradas na vitória do Vasco por 1 a 0 sobre o Vitória, na quarta-feira, durante a ida das quartas de final da Copa do Brasil. A denúncia baseou-se em relatos da súmula da partida, que mencionou uma confusão entre membros do Vasco e a equipe de arbitragem no intervalo, após a expulsão de Barros.
Barros foi denunciado com base no artigo 78 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), enquanto o Vasco responde pelo artigo 213, incisos I e III, que tratam de desordem e lançamento de objetos. Os diretores e preparadores foram enquadrados no artigo 258, § 2º, II, por conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva. Franchin também foi acusado de agressão à arbitragem, mas acabou absolvido nesse aspecto.
A confusão
A confusão teve início após a expulsão de Barros no primeiro tempo. Segundo a súmula, Daniel Félix abordou a equipe de arbitragem de maneira “grosseira e ofensiva” enquanto os árbitros se dirigiam ao vestiário. Um segurança do clube também teria se dirigido aos árbitros com xingamentos, sendo contido pela polícia.
O relato da súmula indica que Felipe Loureiro, Admar Lopes e Nelcírio Franchin tentaram se aproximar dos árbitros, mesmo com a intervenção policial. Franchin, segundo o documento, teria tentado agredir o quarto árbitro, sendo novamente contido.
Além disso, a súmula registrou arremessos de copos e pedras de gelo em direção à equipe de arbitragem, provenientes do setor da torcida do Vasco. Esses objetos foram lançados novamente quando os árbitros retornaram ao campo para o segundo tempo.
Após o término da partida, novas manifestações de Felipe Loureiro e Admar Lopes contra a arbitragem foram registradas na súmula.
A diretoria do Vasco expressou descontentamento com a expulsão de Barros e um possível pênalti em Spinelli, que também foi motivo de reclamação. Admar Lopes pediu reflexão por parte da CBF sobre a escalação de árbitros para jogos decisivos:
“Fazer um pequeno comunicado sobre o árbitro que apitou aqui. Ele já tem um histórico de péssimas atuações ao longo da carreira e em jogos do Vasco. O lance da expulsão do Cauan (Barros) foi um erro grotesco. Há também uma falta do Spinelli na área, que seria um pênalti a favor do Vasco. E eu só peço reflexão por parte dos responsáveis da CBF pela arbitragem para que não escalem esse árbitro para jogos decisivos e importantes para o Vasco.”
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