Almirante Participações pode enfrentar ação judicial do Flamengo contra a SAF do Vasco

A aprovação final da venda depende do Conselho Deliberativo e de uma Assembleia Geral Extraordinária agendada para 6 de outubro

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Segundo Cosme Rímoli, do R7, A Almirante Participações adquiriu 90% das ações do Vasco em um leilão realizado na 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, comprometendo-se a investir R$ 2 bilhões no clube. O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, expressou sua insatisfação com a transação e pretende contestá-la juridicamente, alegando conflito de interesse devido à relação entre Leila Pereira, presidente do Palmeiras, e Marcos Lamacchia.

Baptista afirmou que buscará anular o negócio na Justiça Comum e até mesmo na FIFA, se necessário. O Flamengo já acionou a CBF e a Agência Nacional de Regulamentação e Sustentabilidade do Futebol, alegando que as regras proíbem qualquer pessoa ou entidade de controlar mais de um clube.

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No Vasco, o ex-jogador Pedrinho, atual presidente, celebrou emocionado a conclusão do leilão. Ele destacou que o processo foi um passo importante para o saneamento das dívidas do clube e enfatizou que a venda está concluída sem possibilidade de retorno. A aprovação final depende ainda do Conselho Deliberativo e de uma Assembleia Geral Extraordinária do Vasco.

Com o controle da SAF, a Almirante terá autonomia sobre contratos de jogadores, comissão técnica e patrocínios. Enquanto isso, o Flamengo tenta angariar apoio dos rivais Botafogo e Fluminense para contestar a operação. A disputa promete se desenrolar nos tribunais.

Agora vamos para os outros passos, que é dar para os Conselheiros um prazo para leitura do contrato. Depois disso, sugiro ao presidente do Conselho Deliberativo (CD) que acelere os processos — e acelerar não é atropelar, é dar velocidade. Que todos os conselheiros consigam ler o contrato com transparência, como é de praxe na minha gestão. Vamos chamar a votação no CD, na Assembleia Geral. Acredito que, até fim de outubro, está concretizado — complementou.

Para que a venda seja efetivada, é necessário o aval do Conselho Deliberativo e a aprovação dos sócios em Assembleia Geral. A diretoria administrativa já solicitou ao Conselho Deliberativo uma sessão extraordinária agendada para 6 de outubro.

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