Após partida no Paraná, policiais agrediram o ex-jogador do Vasco, Perdigão.

Após a partida no Paraná, o ex-jogador do Vasco, Perdigão, foi agredido por policiais, gerando repercussão nas redes sociais e entre torcedores.

Ex-jogador Perdigão relata agressões da Polícia Militar em jogo no Paraná

O ex-jogador Perdigão, que conquistou o título mundial pelo Internacional em 2006, foi agredido por policiais militares após a partida entre São Joseense e Operário-PR, realizada na Vila Capanema, em Curitiba, pelo Campeonato Paranaense. Em suas redes sociais, ele compartilhou um relato sobre as circunstâncias das agressões, além de publicar vídeos que mostram o momento da abordagem policial.

Imagens divulgadas pelo próprio Perdigão revelam o momento em que ele é atingido por golpes de cassetete, seguidos de um empurrão por parte de um policial. O ex-jogador também postou fotos que mostram hematomas em seu corpo, além de uma nota de repúdio sobre o incidente (leia abaixo).

Perdigão, de 48 anos e natural de Curitiba, encerrou sua carreira no futebol em 2011. O volante teve passagens por grandes clubes, como Vasco e Corinthians, mas foi no Internacional que viveu sua melhor fase, sendo campeão da Libertadores e do Mundial de Clubes em 2006.

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Perdigão Inter arquivo — Foto: Eduardo DecontoPerdigão Inter arquivo — Foto: Eduardo Deconto

O ge tentou contato com a Polícia Militar do Paraná para obter um posicionamento sobre o caso. A reportagem será atualizada assim que houver retorno.

Atualmente, Perdigão participa de um programa da Federação Paranaense de Futebol (FPF) no YouTube. Em nota, a FPF expressou apoio ao ex-jogador e afirmou que acompanhará “os desdobramentos com a atenção necessária, certos de que futebol e violência não combinam”.

Fotos postadas por Perdigão após agressões sofridas — Foto: Reprodução/InstagramFotos postadas por Perdigão após agressões sofridas — Foto: Reprodução/Instagram

Nota de Perdigão nas redes sociais:

Quero relatar uma situação extremamente constrangedora e dolorosa que vivi neste final de semana.

Neste domingo, dia 18/01, na saída do jogo entre São Joseense x Operário na Vila Capanema, fui covardemente agredido por um membro despreparado da Polícia Militar. É lamentável que uma atitude isolada como essa acabe manchando a imagem de uma instituição que deveria existir para proteger o cidadão.

Todos que me conhecem sabem que sou uma pessoa tranquila, bem-quista e que gosta de interagir com as pessoas. Naquele momento, me aproximei de um policial apenas para cumprimentá-lo, parabenizar pelo serviço e desejar boa noite. Não sei se houve algum mal-entendido, mas, de forma repentina e sem qualquer justificativa, ele veio em minha direção me agredindo com um cassetete.

Em todo momento tentei apaziguar a situação, me afastando e demonstrando que não havia qualquer intenção de confronto. Não fui violento, não fui rude e não reagi à agressão. Ainda assim, a violência aconteceu de forma totalmente gratuita e injustificável.

Reforço que, como cidadão, temos direitos que precisam ser respeitados. Violência, especialmente vinda de quem tem o dever de zelar pela nossa segurança, é inadmissível.

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Informo que todas as medidas cabíveis já estão sendo tomadas, e espero sinceramente que o responsável seja devidamente responsabilizado.

Agradeço de coração todas as mensagens de apoio e solidariedade que venho recebendo. Apesar de tudo, me encontro bem!

Que Deus abençoe a todos

Nota da Federação Paranaense de Futebol:

A Federação Paranaense de Futebol vem a público demonstrar apoio ao ex-jogador e comentarista Perdigão, após as agressões sofridas por ele no último domingo (18), quando ele deixava o estádio após assistir como torcedor a uma partida do Paranaense 2026.

Assim que a FPF teve acesso às imagens, procurou o ex-jogador para prestar solidariedade e apoio.

Desde o início da atual gestão, Perdigão participa regularmente como comentarista do programa De Primeira, no YouTube da Federação, sendo figura constante nas nossas redes sociais e construindo uma relação de respeito e amizade com todos.

Acompanharemos os desdobramentos com a atenção necessária, certos de que futebol e violência não combinam.

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Fonte: ge


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