Candidatura de Flávio Bolsonaro ganha apoio de aliados na diretoria do Vasco

Aliados na diretoria do Vasco manifestam apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro

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Pedrinho e Flávio Bolsonaro Imagem: Reprodução/Redes Sociais

Flávio Bolsonaro é torcedor do Vasco e sempre deixou isso claro, o que é um ponto positivo em sua trajetória. Diferentemente de seu pai, que frequentemente usa camisas de diversos clubes, o que gera descontentamento entre torcedores rivais, Flávio mantém sua lealdade ao time de São Januário.

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Entretanto, sua relação com o Vasco é marcada por controvérsias. O clube enfrenta uma crise prolongada, e a presença de aliados políticos de Flávio na diretoria não parece contribuir para a recuperação da equipe. Atualmente, a gestão do Vasco é liderada por um grupo que inclui o presidente Pedrinho, que se identifica como bolsonarista, e outros diretores como Christiano Borges Stockler Campos, Alan Belaciano e Marcelo Dias da Costa Macedo, conhecido como Tangerina.

A questão da influência política no clube é complexa. Christiano Campos e Alan Belaciano atuaram como lobistas para Flávio Bolsonaro e para o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, que renunciou em março de 2026, antes de um julgamento que o tornaria inelegível por abuso de poder nas eleições de 2022.

A entrada de Christiano no Conselho de Administração da SAF do Vasco ocorreu sem a aprovação do Conselho Deliberativo, levantando suspeitas sobre a transparência do processo. Alan Belaciano, por sua vez, foi acusado de irregularidades na recuperação judicial do clube e está sob investigação da Controladoria-Geral da União (CGU) por uma emenda parlamentar de R$ 4 milhões destinada ao Vasco.

Tangerina, que ocupa o cargo de vice-presidente de Relacionamento da SAF, tem um histórico como secretário parlamentar de Alexandre Ramagem, um ex-deputado bolsonarista que foi condenado pelo STF. Além disso, Alexandre Cordeiro Macedo, próximo a Flávio, foi nomeado vice-presidente de Relações Internacionais do clube no ano passado, e Sérgio Ferreira de Lima Júnior, ex-marqueteiro de Jair Bolsonaro, assumiu a vice-presidência de marketing em abril de 2024.

A composição da diretoria de Pedrinho levanta questões sobre a representatividade política, considerando que a porcentagem de bolsonaristas no eleitorado é significativamente menor do que a de membros da atual gestão. A oposição acusa Pedrinho de ter se beneficiado de forma irregular ao receber uma quantia significativa da dívida trabalhista do clube.

Além disso, há crescente preocupação no Vasco com a possibilidade de Flávio Bolsonaro perder sua eleição, o que poderia impactar a relação do clube com ele. O Vasco, apesar de suas dificuldades, gerou uma receita de 628 milhões de reais em 2025, um valor que pode ser atrativo para quem busca novas oportunidades.

Esses fatores ajudam a entender a recepção negativa que Flávio Bolsonaro enfrentou ao visitar São Januário durante a derrota do Vasco para o Santos por 3 a 0.

Fonte: Coluna Juca Kfouri – UOL


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