Um dos maiores ídolos da história do Vasco, Carlos Germano comentou sobre o momento atual do clube em entrevista à ESPN. O ex-goleiro criticou a influência política no futebol e expressou otimismo em relação ao futuro do Gigante da Colina, fazendo até uma observação sobre o presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, conhecido como Bap.
Revelado no Vasco, Carlos Germano foi um dos protagonistas da ‘era de ouro’ do clube, contribuindo para as conquistas do Campeonato Brasileiro de 1997 e da CONMEBOL Libertadores de 1998, além de ter sido vice-campeão mundial ao perder a final para o Real Madrid. Sua trajetória no clube chegou ao fim em 2020, após desentendimentos com a diretoria sobre a renovação de contrato, levando-o ao Santos. Desde 2001, o ex-goleiro acompanhou o declínio do Vasco, que enfrentou quatro rebaixamentos para a Série B e não disputou mais títulos de expressão, exceto pela conquista da Copa do Brasil em 2011. Para Germano, essa situação é reflexo das disputas políticas nos bastidores do clube.
“Isso (briga política) sempre foi um problema do nosso clube, sempre foi muito acirrada, muito forte. Com certeza prejudicou demais o Vasco, até da forma como o Vasco estava sendo visto nos últimos anos. Talvez por causa de algumas decisões equivocadas de algum dirigente ou outro fez com que o Vasco pagasse por isso. O Vasco consegue fazer a década de 90 uma das maiores do clube, com vários títulos importantes. Se o clube continuasse no ritmo de 97 em diante, sem fazer extravagância, sem fazer loucura, com os investidores que tinha, poderia estar até hoje”, disse.
Germano acredita que, se uma gestão mais clara e firme tivesse sido implementada, o Vasco teria conquistado mais títulos desde 2000. “Se tivesse feito uma gestão correta, firme, clara, a gente teria um Vasco com muito mais títulos de 2000 em diante para cá, mais nacionais, mais Libertadores… Você pode citar o Palmeiras e o Flamengo, que em todo ano formam grandes equipes, o Vasco poderia estar nesse processo também, mas de 2001 em diante as coisas começaram a desandar no clube. Se tivesse tido uma gestão mais clara a gente seria muito mais feliz”, completou.
Apesar do passado recente, o ex-goleiro se mostrou confiante de que o torcedor vascaíno voltará a sorrir em breve. Ele elogiou o trabalho do presidente Pedrinho e do diretor técnico Felipe Maestro, seus ex-companheiros da década de 90, e enviou uma mensagem aos rivais, especialmente a Bap.
Em agosto, o Flamengo anunciou que “encaminhou à Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF) uma notificação relacionada à situação econômico-financeira do Vasco da Gama, solicitando que a Agência avalie o caso à luz das regras do Sistema de Sustentabilidade Financeira (SSF)”.
“Eu não gosto muito de entrar em polêmica, mas o Bap é muito infeliz em suas declarações. Não sei porque tanta preocupação em relação ao Vasco. São clubes grandiosos, que não precisam disso. Cada qual no seu quadrado, e cada qual vai tentar fazer o melhor sempre para a sua instituição. É isso o que o Pedrinho vem fazendo com o Vasco. Se está incomodando… Eu não sei por que está incomodando, é um clube que está bem no cenário nacional, então não tem porque essa perseguição toda”, comentou.
“Independente se vão conseguir continuar perseguindo ou não, o Vasco é maior do que tudo isso, e daqui a pouco a gente está voltando como era antigamente, que o Vasco ganhava tudo. E vai voltar, pode ter certeza que vai voltar”, afirmou Carlos Germano.
Na próxima terça-feira (15), o Vasco pode dar mais um passo em direção à disputa de um título de expressão. Após empatar sem gols na Colômbia, o Gigante da Colina recebe o Santa Fe, às 19h (de Brasília), em São Januário, precisando de uma vitória simples para avançar à semifinal da CONMEBOL Sul-Americana.
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