Clubes aumentam pressão com ameaça de paralisar o Campeonato Brasileiro e recorrer ao STF contra a Medida Provisória que proíbe as apostas. Na noite de ontem, dirigentes intensificaram a articulação contra a MP e discutiram a possibilidade de uma medida extrema: a paralisação do torneio.
A ideia surgiu durante a articulação para boicotar uma reunião com o Governo, que estava marcada para hoje, mas foi cancelada após a maioria dos presidentes avisar que não participaria. A possível paralisação visa dois objetivos principais. O primeiro é pressionar o Governo a oferecer mais do que a linha de crédito a juros baixos, que já havia sido negociada antes da MP. Os clubes exigem, no mínimo, um período de transição de seis meses a um ano para encerrar a publicidade das apostas.
O segundo objetivo é fazer com que a CBF também pressione o Governo. Essa estratégia parece estar surtindo efeito, uma vez que uma paralisação afetaria o já apertado calendário do futebol brasileiro. O Sinafut, que representa clubes e federações e possui forte influência da CBF, solicitou ao STF a participação no processo aberto pelas casas de apostas contra a MP. Alguns dirigentes interpretam essa ação como uma entrada da CBF no caso.
Até clubes mais alinhados com o governo federal, como o Corinthians, apoiaram o boicote à reunião. O Corinthians, que lidera as negociações pela linha de crédito a juros baixos, também está em conversas com a Caixa para quitar o financiamento de sua arena.

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