David Corrêa, do Vasco, admite conhecer investigados em depoimento à Polícia Civil, mas nega envolvimento

à investigação, mas negou qualquer participação em tráfico de armas e drogas

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Em depoimento à Polícia Civil nesta segunda-feira, o atacante David Corrêa, do Vasco, admitiu ter conhecidos no Espírito Santo, onde cresceu, que estão ligados a uma investigação, mas negou qualquer participação em tráfico de armas e drogas, conforme apurado pelo blog.

O jogador teve seu celular apreendido após um mandado de busca e apreensão no Rio de Janeiro. Os agentes estavam em busca de conversas com um dos alvos da operação, que investiga uma organização criminosa de atuação interestadual, originária do Espírito Santo.

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David afirmou que, apesar de conhecer pessoas potencialmente investigadas no estado vizinho, não tem conhecimento sobre crimes cometidos ou sobre quem estaria envolvido nas apurações.

Os advogados do Vasco, que tiveram acesso ao depoimento, garantem que David não possui implicações no caso, e o clube continua oferecendo suporte jurídico. O empresário André Cury, responsável pela carreira de David Corrêa, já havia negado qualquer envolvimento do jogador com atividades criminosas.

– Não tem nada. Não há qualquer risco para ele. David é profissional. Para pedir esclarecimentos, não precisava mandar busca e apreensão, fazer toda essa tempestade – lamentou Cury.

O empresário ressaltou que David tem origem humilde, como a maioria dos jogadores de futebol no Brasil, e veio da periferia, o que não implica em envolvimento com o crime organizado.

– Parece que foram lá para prender os caras de uma facção. O jogador nasce na periferia, os amigos são de lá, e os que não viraram jogadores, o que se tornaram? Normalmente, 30% dos amigos vão para o lado errado. O cara não fez p… nenhuma – completou Cury.

A operação investiga a atuação do grupo criminoso, que possui ramificações em diferentes estados. As investigações também analisam possíveis envolvimentos de outros atletas profissionais e empresários com a quadrilha. No Rio de Janeiro, a ação é coordenada pela 14ª DP (Leblon), com apoio da Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (Desarme) e de outras unidades do Departamento Geral de Polícia da Capital (DGPC).

A operação, que envolve as polícias civis dos estados, visa cumprir medidas judiciais e combater organizações criminosas com atuação interestadual. As diligências ocorrem em municípios da Grande Vitória e em Afonso Cláudio, no Espírito Santo, além de alvos no Rio de Janeiro, Goiás e no Distrito Federal.

O objetivo é cumprir quatro mandados de prisão temporária e 15 mandados de busca e apreensão. Os alvos são investigados por crimes de organização criminosa, tráfico de drogas e armas, e lavagem de dinheiro.

A ação conta com a mobilização de aproximadamente 100 policiais e apoio operacional da Superintendência de Polícia Especializada (SPE), da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e do Núcleo de Operações e Transporte Aéreo (Notaer).

O nome “Operação A Tropa” foi escolhido em referência à autodenominação utilizada pelos próprios investigados ao se referirem ao grupo criminoso.

O atacante do Vasco da Gama David Corrêa, conhecido como DVD, chega à 14ª DP no Rio de Janeiro — Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo

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