Carille iniciou seu trabalho no Vasco em 6 de janeiro e nunca escondeu que prefere uma formação com um ponta de cada lado no ataque, conhecidos como extremos. A saída de Emerson Rodríguez, a convocação de Rayan para a seleção brasileira sub-20 e as atuações irregulares de Jean David reduziram as opções, obrigando o técnico a montar uma equipe mais voltada ao meio de campo.
O Vasco apresentou um bom futebol a partir da estreia do elenco principal na quarta rodada do Campeonato Carioca, mas, em seguida, a evolução foi escassa. Sob o comando de Carille, o time teve desempenhos ruins nos confrontos contra Volta Redonda, Fluminense e Sampaio Corrêa. No duelo contra o União de Rondonópolis, na Copa do Brasil, a equipe encontrou dificuldades para criar jogadas no primeiro tempo e sofreu vaias antes de um pênalti que abriu caminho para a vitória por 3 a 0.
Fábio Carille, técnico do Vasco, na partida contra o Flamengo — Foto: Jorge Rodrigues/AGIF
– Disse a ele (Carille): “Olha, na coletiva você pode me cobrar, pois ainda não te entreguei as opções necessárias para jogar. Às vezes, você pode estar passando por dificuldades, mas sempre assume e diz que vai trabalhar com o que tem” – declarou o presidente Pedrinho em uma entrevista recente à “TNT Sports”.
– Comentei: “Você pode falar sem problemas sobre a necessidade dos extremos”. E ele rebateu: “Não, vou trabalhar com o que tenho”. Mas sabemos que ele sempre foi correto e firme. Agora, acredito que vamos conseguir entregar a ele um elenco com mais opções – acrescentou.
A diretoria entendeu que não seria justo avaliar o trabalho de Carille de forma rigorosa sem antes oferecer as peças que ele desejava. Com a chegada dos pontas, a expectativa é que o treinador seja avaliado agora sem condicionantes.
A derrota no clássico contra o Flamengo foi apenas o primeiro desafio com os reforços disponíveis, mas Carille deixou claro na coletiva que o trio precisará de um tempo para se adaptar. Garre e Loide entraram no segundo tempo e jogaram poucos minutos, enquanto Nuno permaneceu no banco.
Loide Augusto, do Vasco, em ação contra o Flamengo — Foto: Jorge Rodrigues/AGIF
Ao comentar sobre as vaias da torcida em certos momentos da partida, o treinador reconheceu que a chegada dos novos jogadores aumenta sua responsabilidade.
– Esse descontentamento da torcida não é novidade. Isso tudo faz parte do trabalho que o Pedrinho está desenvolvendo, buscando fazer do Vasco um time forte. Ele está resolvendo várias questões aos poucos – afirmou.
– Os rivais aqui do Rio, como Botafogo, Fluminense e Flamengo, conquistaram títulos nos últimos anos, o que gera ainda mais impaciência na torcida. Aqui dentro, precisamos estar cientes disso. O trabalho deve continuar, tá? Temos um grupo qualificado, e agora cabe a mim e minha comissão organizarmos melhor nosso jogo durante os 90 minutos – finalizou.
O Vasco de Fábio Carille terá uma semana decisiva pela frente: enfrenta o Nova Iguaçu na quarta-feira, pela segunda fase da Copa do Brasil, e vai encarar o Flamengo novamente no próximo sábado, necessitando vencer por dois ou mais gols de diferença para se classificar para a final do Carioca.
Fonte: ge
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