O Vasco anunciou na última semana a contratação de Gabriel Pereira, zagueiro que estava no Copenhagen, da Dinamarca. O defensor, que era bastante valorizado no futebol europeu, despertou o interesse de clubes tanto no Brasil quanto no exterior antes de decidir pelo Gigante da Colina.
Recentemente, Gabriel recebeu uma proposta do Wolfsburg, da Alemanha, que ofereceu 10 milhões de euros, além de 2 milhões de euros em bônus, mas o Copenhagen recusou a negociação.
Apesar de outras propostas, Gabriel Pereira optou pelo Vasco. Para entender melhor os detalhes da negociação e as características do novo reforço cruzmaltino, o VDG-Cast entrevistou Renato Velasco, empresário do jogador.
Gabriel já está à disposição da comissão técnica e pode fazer sua estreia pelo Vasco neste sábado, contra o Coritiba, em São Januário.
Na entrevista, Renato explicou os motivos que levaram Gabriel a escolher o Vasco, suas características em campo, a ansiedade do atleta para jogar diante da torcida, a estrutura do clube e os 11 dias de negociação com o Copenhagen.
Confira o bate-bola completo:
Bate-bola com Renato Velasco, empresário de Gabriel Pereira
Fabio Torres: Gabriel Pereira tinha outros interessados no futebol brasileiro e europeu. Por que, diante dessas opções, ele escolheu o Vasco?
Renato Velasco: O Gabriel optou pelo Vasco porque é um grande clube, com uma torcida apaixonada. Eu acho que é um clube que vai dar uma vitrine muito grande para a carreira dele. Ele sabe da grandeza do Vasco, da história que o clube tem e do que o Vasco representa hoje, principalmente no futebol brasileiro. Não só brasileiro, mas mundial.
Fabio Torres: Dentro de campo, o que a torcida do Vasco pode esperar do Gabriel Pereira? Quais são as principais características dele?
Renato Velasco: O Gabriel é um jogador muito focado, muito determinado e muito competitivo. É um zagueiro técnico, que sabe sair jogando e quebra linhas. Além de atuar bem no ataque; no Copenhagen, ele fez nove gols e deu três assistências. No Gil Vicente, também foi zagueiro artilheiro, marcando quatro gols no Campeonato Português.
Eu costumo dizer que tenho uma história muito bacana dele. O Gabriel tomou um pisão em uma partida da Europa League e teve uma lesão feia, mas continuou até o final. Quando tirou a chuteira, estava com um rasgo enorme no tornozelo, tanto é que levou sete pontos. Três dias depois, o treinador pediu para ele ir para o jogo, que era uma partida decisiva do campeonato, e ele jogou, sendo eleito o melhor em campo.
Então, o Gabriel é muito focado. É aquele jogador que a torcida vai abraçar, porque ele veste a camisa de verdade. É um jogador que não gosta de perder, fica revoltado com a derrota e quer sempre ganhar. Isso é importante hoje no futebol.
Fabio Torres: Gabriel Pereira queria muito vir para o Vasco. Como está a ansiedade para conhecer a torcida e jogar com São Januário lotado?
Renato Velasco: O Gabriel queria muito, tanto é que não mediu esforços para estar aqui. O objetivo dele era vir e ele estava louco para conhecer a torcida. Na terça-feira, teve a felicidade de conhecer São Januário lotado. Ele está muito feliz, a esposa também, e ele não vê a hora de estrear. Tomara que a estreia seja sábado.
Renato Velasco: A negociação com o Copenhagen foi muito complicada, mas não é para menos. O Gabriel era um dos principais jogadores do Copenhagen. Para negociar, tivemos que ter muita sabedoria, paciência e dedicação. Foi uma negociação difícil que durou 11 dias. Na última janela, chegou uma proposta do Wolfsburg, que foi recusada por estar na Champions League.
Fizemos um acordo para ele sair na atual janela, mas o que complicou foi que o combinado era com outro CEO, que foi mandado embora. Foi tenso e desgastante, mas no final correu tudo bem. O negócio foi bom para todos, e isso é importante.
Fabio Torres: Você indicaria o Vasco para outro agente por tudo que viu? Gostou da organização e estrutura do clube até então?
Renato Velasco: Claro que sim. Quero parabenizar o presidente Pedrinho, porque vejo hoje o Vasco com outra cara. Sou vascaíno e conheço bem o clube. Trabalhei na base do Vasco há mais de 20 anos e sempre quis o melhor para o clube. Hoje, vejo o Vasco com outra organização e um grande grupo de apoio, fundamental para um atleta que chega de fora. Parabéns. Indicaria sem sombra de dúvidas.

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