Grupo de 8 credores do Vasco solicita à Justiça a suspensão da venda da SAF

Uma nova petição foi apresentada no processo de Recuperação Judicial do Vasco da Gama para suspender temporariamente o avanço da operação da Nova SAF

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NOVO PEDIDO À JUSTIÇA TENTA SUSPENDER AVANÇO DA NOVA SAF DO VASCO

Uma nova petição foi apresentada no processo de Recuperação Judicial do Vasco da Gama e reforça o pedido para que a Justiça suspenda, temporariamente, o avanço da operação que pode resultar na criação de uma Nova SAF.

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Os advogados que representam um grupo de interessados afirmam que a tutela de urgência apresentada anteriormente ainda não havia sido analisada e que, enquanto isso, o procedimento para escolha do novo investidor continua avançando. São eles:

Lucas Santos Siqueira

Willian Marlon Ferreira Moraes

Breno Vinicius Borges

Luiz Gustavo Tavares Conde

Wiliam Silva Gomes Barbio

Flavio Henrique de Oliveira

Lucas Kal Schenfeld Prigioli

Douglas da Silva

Entre os pontos questionados está o Novo DIP, de até R$ 150 milhões, solicitado pouco tempo depois da contratação de um segundo financiamento de R$ 40 milhões. A nova operação prevê, segundo o documento, a cessão fiduciária da totalidade dos recebíveis presentes e futuros do Vasco, além de aval do Club de Regatas Vasco da Gama.

A petição também questiona a própria estrutura da operação, que os autores classificam como uma espécie de “SAF da SAF”. Na avaliação apresentada à Justiça, a estrutura poderia contrariar dispositivos da Lei das SAFs e reduzir significativamente o fluxo financeiro destinado à associação e aos credores.

Outro ponto levantado é a ausência, nos autos, do contrato ou pré-contrato firmado entre as partes com todas as condições da negociação com o novo investidor.

Os advogados também alertam para o risco de uma possível migração de atletas, contratos e receitas para uma nova pessoa jurídica caso a operação seja concluída antes da análise das questões levantadas.

Diante disso, foi novamente solicitado à Justiça que suspenda a fase decisória do processo competitivo da UPI Equity por até 30 dias ou até uma eventual deliberação da Assembleia Geral de Credores.

Também foi pedido o bloqueio dos atos de constituição e registro da Nova SAF, a suspensão da análise dos pedidos de financiamento DIP e a proibição da assinatura de instrumentos definitivos relacionados à operação sem autorização judicial.

O documento foi protocolado em 7 de setembro de 2026 e agora os pedidos dependem de análise da 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro.

A disputa jurídica adiciona mais um capítulo à complexa negociação envolvendo o futuro da SAF do Vasco.

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