O que é a cruz?
A principal característica da cruz pátea são seus braços que se abrem em formato de leque à medida que se afastam do centro, terminando em uma base reta ou ligeiramente curva. Na Idade Média, ela se tornou um símbolo mundialmente conhecido dos Cavaleiros Templários — uma ordem militar de monges guerreiros criada para proteger os cristãos que peregrinavam até a Terra Santa. Esses cavaleiros ganharam notoriedade por seu poder econômico, táticas de batalha implacáveis e por adotarem a cruz pátea vermelha em seus mantos brancos como símbolo de fé, bravura e sacrifício.
Muitos confundem essa cruz com a Cruz de Malta. Na heráldica real, a verdadeira Cruz de Malta possui oito pontas bem bifurcadas, que se assemelham a setas apontando para o centro. No Brasil, ocorreu uma fusão popular de nomes, fazendo com que a cruz pátea e a cruz de Cristo herdassem o nome “de Malta” no vocabulário cotidiano.
Por que a cruz pátea virou o símbolo do Vasco?
Se você observar com atenção, notará que o símbolo utilizado na camisa do Vasco não é o escudo completo do time — que inclui a famosa caravela portuguesa. O Club de Regatas Vasco da Gama decidiu adotar a cruz vermelha como destaque em seus uniformes por uma razão histórica que remonta às grandes navegações de Portugal.
Ao ser fundado em 1898, o clube tinha a intenção de homenagear o quarto centenário da viagem do navegador português Vasco da Gama às Índias. As caravelas portuguesas da época cruzavam os oceanos ostentando a emblemática cruz vermelha da Ordem de Cristo — uma variação direta da cruz pátea — para abençoar as expedições.
A ideia era replicar o efeito que o símbolo tinha nas velas, funcionando como um grande porta-bandeira do clube. Embora o estatuto e a história oficial mencionem a Cruz de Cristo, o termo “Cruz de Malta” se popularizou a tal ponto que a instituição passou a ser conhecida como o “Almirante da Cruz de Malta”. Contudo, o símbolo utilizado pelo time é, de fato, uma variação da cruz pátea.
Como a cruz pátea virou o símbolo do He-Man?
A inclusão da cruz pátea no peito do He-Man ocorreu por motivos estéticos. Em 1981, ao criar o visual do herói, o designer Mark Taylor buscava elementos que combinassem um visual bárbaro com a heráldica dos cavaleiros medievais.
A cruz pátea atendia perfeitamente a essa necessidade, conferindo ao personagem um ar de protetor lendário e guerreiro honrado. Além disso, a escolha da cor vermelha gerou um contraste comercial ideal com o cinza do peitoral metálico — uma estratégia que a Mattel utilizou para destacar o boneco nas prateleiras.
Assim, Vasco e He-Man compartilham o mesmo símbolo por razões distintas. Um remete ao histórico das navegações portuguesas, enquanto o outro está ligado ao que os Cavaleiros Templários representavam.
Mestres do Universo (2026) chega aos cinemas nesta quinta-feira, 4 de junho. O filme apresentará uma nova história de origem para He-Man, que agora será retratado como um alienígena exilado na Terra em busca de retornar ao seu verdadeiro lar.
Fonte: O Vício
Reprodução/Mattel
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