Hugo Moura destaca a importância de sua passagem pelo Vasco em sua trajetória pessoal

Hugo Moura ressalta como sua experiência no Vasco contribuiu para seu desenvolvimento pessoal e profissional

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Foto: Thiago Ribeiro/AGIFFoto: Thiago Ribeiro/AGIF

Após cinco anos atuando no futebol brasileiro, o volante Hugo Moura iniciou sua segunda experiência internacional, desta vez na Arábia Saudita, onde foi oficialmente apresentado pelo Al-Fayha em julho, com um contrato que se estende até 2028.

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Hugo Moura rescindiu seu contrato com o Vasco, que tinha validade até o final do ano, e se transferiu como jogador livre. Em entrevista ao 365Scores, o volante de 28 anos expressou suas hesitações em aceitar a proposta saudita, lembrando de sua passagem pelo Lugano, na Suíça.

“Quando recebi a proposta do Al-Fayha, fiquei um pouco receoso devido ao que passei no Lugano. O cenário era semelhante, com um treinador brasileiro (Abel Braga na época)… Mas, neste momento de adaptação, só tenho a agradecer ao professor Carille (atual técnico do Al-Fayha)”, afirmou ao 365Scores.

A apreensão de Hugo se origina de sua breve experiência no Flamengo, que o emprestou ao Lugano, onde permaneceu por menos de um mês (de julho a agosto de 2021). Com a demissão de Abel Braga, então técnico do clube suíço, o jogador retornou ao Brasil sem ter atuado.

Atualmente, Hugo Moura se sente mais preparado para atuar no exterior. Essa confiança foi moldada durante seus mais de dois anos no Vasco. Apesar das críticas, o volante considera sua passagem pelo clube como “muito positiva”.

“A minha passagem no Vasco foi marcante na minha vida, por ter recebido críticas, elogios, já fui vaiado, xingado, aplaudido, já gritaram meu nome em São Januário, já fiz gol em clássico… Vejo a minha trajetória no Vasco como muito positiva”, destacou.

As falhas e erros que resultaram em críticas da torcida foram abordados por Hugo. Ele reconhece que a pressão negativa pode ser prejudicial ao jogador e ressaltou que há situações pessoais que podem afetar o desempenho em campo.

“Creio que atrapalha (a pressão), depende do jogador, tem uns que conseguem absorver melhor, tem outros que se afundam e não conseguem mostrar o seu futebol. Muitas vezes, as pessoas ou jornalistas não sabem o que a pessoa está passando”, afirmou o volante.

Em sua nova fase, Hugo Moura fará sua estreia no Campeonato Saudita com o Al-Fayha.

O último treinador de Hugo no Vasco foi Renato Gaúcho, demitido em junho. Durante sua passagem, o técnico foi alvo de críticas em relação à qualidade do elenco cruzmaltino nas entrevistas coletivas.

“Muitas das coisas que se fala aí fora não são verdade. Perguntar para mim o motivo da saída do Renato (Gaúcho)? Eu não sei, mas até onde eu sei, os jogadores gostavam dele. O ambiente era leve e agradável de se trabalhar, mas o futebol precisa de resultados”, iniciou.

“No final da passagem dele, não estávamos conseguindo os resultados que merecíamos, mas tenho uma gratidão enorme por ele. Eu gosto muito do Renato, joguei com ele no Flamengo e no Vasco, e espero que tenha uma carreira ainda brilhante, como já teve, porque ele é um vencedor como jogador e treinador”, concluiu ao 365Scores.

“Escolha pela proposta do Al-Fayha e ajuda do técnico Carille”.

“Quando recebi a proposta do Al-Fayha, fiquei um pouco receoso devido ao que passei no Lugano. O mesmo cenário, treinador brasileiro (Abel Braga)… Então, me deu um pouco de desconfiança, receio de sair de perto da minha família, da minha filha, que está com dois meses.

Mas, neste momento de adaptação, só tenho a agradecer ao professor Carille. Ele já está há bastante tempo aqui na Arábia e está me dando todo o suporte. Por enquanto, estou sozinho aqui. Ele (Carille) me ligou quando eu ainda estava no Vasco e me falou sobre o projeto do clube (Al-Fayha).

Claro, o fato de Carille ser o treinador pesou muito. Já trabalhei com ele, então a negociação ficou ainda mais fácil. E quando cheguei aqui, tudo estava conforme ele me disse. Ele também está me ajudando dentro de campo; todos os clubes em que estive com ele, me senti bem jogando, e ele me passa confiança no que tenho que fazer.”

Projeção da temporada na Arábia Saudita: “Sabemos que há quatro ou cinco clubes que recebem muito investimento do governo. Portanto, sabemos como é difícil jogar contra esses times. No Brasil, também existem dois ou três clubes que são difíceis de enfrentar. Não sei se vamos perder todos os jogos, nem se vamos ganhar. Cada jogo é uma trajetória. A preparação da pré-temporada foi muito boa. Acredito que podemos fazer um grande campeonato e brigar na parte de cima da tabela.”

Duelo contra Cristiano Ronaldo no Campeonato Saudita: “Quando falamos da Arábia Saudita, temos que considerar que há jogadores como Cristiano Ronaldo, várias vezes eleito o melhor do mundo, Benzema, entre outros. É um campeonato interessante de se jogar, bem visto. A marcação contra Cristiano Ronaldo será difícil, mas creio que, se Deus quiser, conseguiremos levar a melhor, cientes da dificuldade que ele representa.”

Como você avaliou sua passagem pelo Vasco, que teve críticas dos torcedores?: “Quando cheguei ao Vasco, já sabia como era, então fui porque queria conhecer de perto o clube. A pressão no Brasil existe em qualquer clube. Minha passagem pelo Vasco foi marcante, por ter recebido críticas, elogios, já fui vaiado, xingado, aplaudido, já gritaram meu nome em São Januário, já fiz gol em clássico… Vejo minha trajetória no Vasco como muito positiva. Saí com 120 jogos, não me machuquei em nenhum deles, não me escondi de nenhum jogo, independentemente do momento que estava passando. Claro, errei, todo mundo erra. Estavam criticando o Brenner, mas quem deu a classificação ao Vasco (na Copa do Brasil)?

Quem for para o Vasco precisa entender como é o clube, compreender a carência da torcida, e eu fui ciente de tudo isso. Sou muito grato ao Vasco pelos anos que passei. Foi um momento de felicidade vestir a camisa do Vasco, e estou na torcida para que eles tenham um grande final de temporada, pois a torcida merece.”

Na comemoração do gol contra o Flamengo, o jogador destacou: “Um pouco de função diferente, sim, mas o Diniz me explicou tudo o que queria. Ele me passou confiança, e estou muito feliz por poder, na posição em que o Vasco se encontra, contar comigo como zagueiro. Acredito que fiz bons jogos, conseguimos a classificação no Engenhão contra o Botafogo na Copa do Brasil jogando de zagueiro. Ele me ajudou bastante, e também fui feliz de poder ajudar quando ele precisou de volante ou zagueiro. Sou grato ao Fernando e desejo que ele tenha uma carreira brilhante no Corinthians.”

A pressão da torcida no jogador atrapalha em campo?: “Creio que atrapalha (a pressão no jogador), depende do jogador, alguns conseguem absorver melhor, enquanto outros se afundam e não conseguem mostrar seu futebol. Às vezes, o jogador fica um pouco retraído para pegar na bola com medo de ser vaiado ou xingado. Pessoalmente, acredito que isso afeta um pouco.”

No dia a dia, quando um jogador não vai bem, tentamos sempre levantá-lo, mas muitas vezes as pessoas ou jornalistas não sabem o que ele está passando. Temos um exemplo com o Puma, que está enfrentando dificuldades familiares. Às vezes, a pessoa está lidando com problemas pessoais e não precisa expor isso nas redes sociais, mas deve manter a cabeça boa e buscar confiança.

No Vasco, a torcida apoia muito. Em São Januário, quando estamos tentando marcar um gol, a torcida nos empurra e conseguimos a vitória. Muitas vezes, não sabemos de onde vem essa força, mas é o apoio deles. É uma torcida muito apaixonada pelo clube. Não guardo mágoa nenhuma da torcida, só tenho a agradecer, pois me fez evoluir como jogador e como pessoa.

Se houve algum clube que esteve perto de contratar você, mas não concretizou? Fiquei muito perto de fechar com o Grêmio (em 2023, quando estava no Athletico-PR). Por detalhes entre os clubes, não consegui. É um sonho, sim, jogar no Grêmio, um clube muito grande. É uma pena que não consegui concretizar.

Período no Flamengo e vivência no ano de glória de 2019: “Tenho uma gratidão enorme pelo Flamengo. Passei 13, 14 anos no clube que abriu as portas para mim. Tenho uma paixão enorme pelo Flamengo, e minha família também. O futebol é assim, às vezes precisamos seguir caminhos desconhecidos, mas Deus já preparou todos os nossos caminhos. Joguei no Coritiba e no Athletico-PR. Não penso dessa forma (se a passagem pelo rival pesa). O torcedor precisa esquecer um pouco o passado e focar no presente. Foi um ano muito especial. O Flamengo não vivia aquilo há muitos anos, e foi meu primeiro ano como profissional, onde pude viver tudo de perto. Fazer parte daquele elenco vitorioso, com verdadeiros craques que o Flamengo conseguiu montar, é algo que levarei para a vida inteira. Não tem como apagar e sou muito grato ao Flamengo.”

Hugo Moura na comemoração do gol: “Não quer perder nenhum placar de futebol ou os jogos de hoje na tv? Fique por dentro acessando o site do 365Scores: resultado ao vivo, jogos em andamento, classificação atualizada, histórico de confrontos, desfalques e muito mais!”.

Fonte: 365Scores – Notícias de futebol

365Scores Brasil @365ScoresBR
Hugo Moura, ex-volante do Vasco, sobre a saída de Renato Gaúcho e as críticas do técnico ao elenco em coletivas:

“Muitas das coisas que se falam fora não são verdade. Até onde eu sei, os jogadores gostavam do Renato, o ambiente era leve, legal…”

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🎥@__perdigao

Fonte: X 365Scores Brasil


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