Interino Bruno Lazaroni aborda temas da coletiva após empate entre Fluminense e Vasco

Bruno Lazaroni, técnico interino, discutiu questões da coletiva após o empate entre Fluminense e Vasco.

O técnico interino do Vasco, Bruno Lazaroni, esteve à frente da equipe na derrota por 2 a 1 para o Fluminense, na noite deste domingo, resultando na eliminação do time de São Januário. Ele defendeu Brenner, que perdeu a penalidade crucial da partida, e explicou a escolha do atacante para a cobrança do pênalti.

— Tinha dois jogadores para bater: o Puma e o Brenner, e acho que eles acabaram decidindo pelo Brenner. Foi escolha deles… O Brenner acabou perdendo o pênalti, mas acredito que tenha feito uma boa partida, talvez a melhor dele desde que chegou aqui – analisou Lazaroni.

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O interino também comentou sobre a estratégia adotada para enfrentar o Fluminense, que atravessa um bom momento e tinha vantagem no confronto. Ele destacou que o planejamento não foi suficiente para garantir a classificação à final do Campeonato Carioca e elogiou o trabalho do técnico Fernando Diniz, demitido no último domingo.

— Contra a Chape, a gente teve oito ou nove chances no jogo e acabamos empatando. Querendo ou não, o trabalho do Fernando Diniz acabou não tendo resultado, mas o trabalho dele é muito bom. A forma como ele consegue elaborar os treinos, a forma como ele cobra, qualquer treinador que chegar aqui no Vasco vai ter um trabalho mais facilitado por conta disso. A minha ideia para o jogo… como um Fluminense leva para um jogo muito físico, por isso a entrada do David. O objetivo era que, tanto o Brenner quanto o Rojas, flutuassem por dentro para surgir espaço tanto para o Andrés quanto para o David. Isso não aconteceu tanto no primeiro tempo, mas querendo ou não, nós tivemos duas oportunidades antes de fazer o primeiro gol. No segundo tempo, começamos a nos movimentar mais nesse sentido, o Andrés quase escapou duas vezes por dentro, mas infelizmente foi insuficiente. Não adianta falar aqui, a torcida gostaria que a gente passasse de fase, era o que a gente gostaria, era como os jogadores lutaram para acontecer, mas não foi possível.

Aos 26 min do 2º tempo – cobrança de pênalti na trave de Brenner do Vasco contra o Fluminense

O Vasco agora se reestrutura e se reapresenta na próxima terça-feira (3). O próximo desafio da equipe será contra o Palmeiras, no dia 12 de março, pela 5ª rodada do Campeonato Brasileiro, em São Januário.

Bruno Lazaroni | Fluminense x Vasco — Foto: André DurãoBruno Lazaroni | Fluminense x Vasco — Foto: André Durão

Leia outros trechos da coletiva de Bruno Lazaroni:

Substituição de David

— Questão física, acabou pedindo para sair.

Objetivo do Vasco no Brasileiro

— É bom separar em duas partes: as contratações que o Vasco fez foram almejando sempre algo maior (do que não cair), mas acho que até o próprio clube não queria a saída do Rayan e do Coutinho. Acabou que saíram três jogadores muito importantes: Coutinho, Rayan e Vegetti, praticamente ao mesmo tempo. Então chegaram outros jogadores, e acho que ao longo do tempo as coisas vão acontecer, entrar nos eixos, e eles vão acabar conseguindo render. O Brenner acabou perdendo pênalti, mas acredito que tenha feito uma boa partida, talvez a melhor dele desde que chegou aqui. No momento, como estamos em uma situação incômoda, temos que pensar jogo a jogo. Com uma vitória as coisas podem se acalmar um pouco mais.

Pênaltis de Barros

— Talvez o primeiro pênalti um pouquinho de ansiedade, dentro da área você tem que dar bote só quando estiver totalmente certeiro no lance, e para mim o segundo foi uma total infelicidade. Acredito que a bola não tinha nem direção do gol e acabou batendo na mão dele. Ele é um menino que conquistou o espaço dele, teve que sair para jogar com mais regularidade, demonstrou o potencial dele. Retornou e no primeiro momento nem era uma das primeiras opções, foi mérito do trabalho dele. Quando você joga numa grande equipe como o Vasco, situações dessas vão acontecer, oscilações. O jogador tem que ter personalidade, e ele tem. Acredito que vai superar.

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Vai permanecer no comando na semana?

— No momento não foi passado nada para mim. Terça-feira a gente se reapresenta, e aí a diretoria pode dar alguma informação a respeito disso.

Erros individuais

— A questão da falta de efetividade vem acontecendo, isso tem nos custado caro. Para ser bem sincero, vou repetir o que falei anteriormente. A saída de três pilares do time está influenciando diretamente, de uma forma geral. Vegetti e Rayan, duas referências na fase ofensiva em número de gols, e Coutinho tem uma representatividade muito grande, jogador de nível internacional, que nós não gostaríamos de ter saído. Vão ter que surgir novas lideranças, é importante demais. Mas eu acredito muito no treino. Com a chegada desses novos jogadores, demanda um pouco mais de tempo. Estava fazendo uma reflexão entre hoje e ontem, a gente se apresentou com grupo principal no dia 5 de janeiro. Tivemos 11 sessões de treino em 10 dias. Depois foram 43 dias jogando, hoje foi o 13º jogo com uma semana cheia só nesse período. Então não deu muito para treinar. Agora vamos ter um pouquinho mais de tempo, em torno de 10 dias, mas também não vai ser suficiente (risos). Vai ser importante, claro, mas não suficiente. Por muitas vezes se diz: “O cara teve uma semana cheia”. Parece que todos os problemas você tem que resolver nessa semana cheia. Futebol não é assim, é ao longo do tempo, treino, jogo, avalia o que está certo e errado, repete, repete, repete… Acredito muito na repetição, e nesse momento não tem tido essa oportunidade.

Pressão em início de temporada

— Todos passaram por isso, mas talvez as outras equipes não perderam três jogadores tão importantes nesse período.

Respaldo aos jogadores

— Em um momento como esse, o externo acaba querendo encontrar culpados. Eu acho que não é momento para isso. Até porque foram feitos investimentos, jogadores importantes. Talvez se o Coutinho tivesse continuado, e o próprio Rayan também, (reforços) chegariam como coadjuvantes num primeiro momento para depois assumirem o protagonismo. E já chegaram praticamente tendo que virar protagonistas. Às vezes leva uma adaptação um pouco maior, vieram de contextos diferentes. O Spinelli, se não me engano, vinha de uma pré-temporada, mas não havia feito nenhum jogo. O Brenner estava de férias, um mês e meio ou dois meses de férias. O próprio Marino também, estava com um mês de férias. E entraram com a necessidade da equipe de colocá-los. De certa maneira, como a gente não teve resultados, acabou prejudicando um pouquinho essa adaptação deles ao país e ao clube. O que vai dar calmaria é a gente conseguir resultado.

DNA do elenco

— Acredito que quem chegar vai pegar uma equipe que sabe o que fazer na pressão em tiro de meta, bloco alto, bloco médio, bloco baixo, na primeira e segunda fase de construção… Quem chegar vai colocar a cara dele, mas vai partir de uma base. Cabe a ele dar continuidade a essa base ou alterar. A mim não foi passado nada, não sei quem vai chegar, mas quem chegar vou receber de braços abertos, tentar passar um quadro inicial dos jogadores, a forma como vinha acontecendo, mas ele vai ter total liberdade para fazer o que bem entender.

Faltou a diretoria se pronunciar?

— Você tem que fazer essa pergunta para a diretoria.

Desgaste com Felipe Loureiro

— Quanto ao Felipe e ao presidente Pedrinho, foi uma decisão deles (o Lazaroni assumir). Então essa pergunta tem que ser feita a eles.

Fonte: ge


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