“É uma longa história. Quando jogava no Toluca, tive propostas para me transferir para outros clubes no México. No entanto, a diretoria não desejava que eu reforçasse um concorrente no mesmo país, e meu salário era elevado para uma renovação. Assim, surgiu a proposta do Vasco. O único impedimento era que outra pessoa, além do meu agente, precisava me levar até lá. Pediram para que eu não me envolvesse nas negociações devido à comissão e outros fatores. Concordei, sem problemas, e conversei com meu agente, que não se opôs, mas queria revisar os contratos para garantir que tudo estivesse correto.
Fui até lá e informei o valor que desejava receber. Até aquele momento, tudo estava em ordem. Dois meses após minha chegada ao Rio de Janeiro, essa pessoa que me levou entrou em contato e disse: ‘Ei, você precisa pagar uma comissão.’ Perguntei: ‘Comissão por quê? Como assim?’
Era um valor significativo. Questionei: ‘Onde está escrito isso no contrato?’ Ele respondeu: ‘É assim que eu trabalho; algumas pessoas ajudaram a concretizar sua transferência, eu preciso prestar contas a elas.’ Eu retruquei: ‘Você nunca mencionou isso antes.’
Conversei com meu agente, que veio ao Brasil para resolver a questão. Ele afirmou: ‘Não é assim que funciona, como você pôde pensar isso? Reservei minha comissão para que você pudesse negociar em paz; você deve receber do Vasco.’ O intermediário, no entanto, insistiu que era um caso à parte e que precisava prestar contas a pessoas do Vasco e do Toluca.
O Toluca me comprou por US$ 5,5 milhões e me vendeu por US$ 1,5 milhão. Isso já levanta suspeitas. Após conversarmos, decidimos dar uma porcentagem ao intermediário para que ele não nos incomodasse. Ele recebeu o dinheiro e me ameaçou: ‘Vou te processar, você não vai jogar e tornarão sua vida um inferno.’ Respondi que ele poderia fazer o que quisesse, e que falaria quando fosse necessário.
Percebi que pessoas de ambos os clubes estavam envolvidas. Outros jogadores do Vasco relataram que também foram ameaçados com a mesma situação: se não pagassem a comissão, não jogariam. Talvez isso explique a luta do Vasco contra o rebaixamento há tanto tempo.
“Quem é essa pessoa?”
Não saberia dizer ao certo, e não quero me alongar mais sobre isso. É um assunto encerrado. O Rio de Janeiro é uma cidade linda, e o Vasco é uma instituição incrível com uma torcida maravilhosa. Essas pessoas estão prejudicando o futebol.
Fonte: X NewsColina

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