Em entrevista ao POD_i, podcast de Andréia Sadi, a dirigente destacou que não se envolve nas negociações, mas elogiou o enteado. O acordo prevê a transferência de 90% dos ativos do departamento de futebol.
— Eu não tenho nada com isso. O meu enteado está negociando com o Vasco, sim. Meu enteado tem a vida completamente independente do pai dele. Ele não trabalha conosco. É totalmente independente. É uma pessoa correta. Eu não inspiro só mulheres, eu também inspiro homens. Qualquer clube que tiver meu enteado como dono será um grande negócio. É uma pessoa brasileira, com patrimônio no Brasil e com capacidade de erguer qualquer clube. Acho um grande negócio. Ele está em tratativas ainda, eu não me envolvo – afirmou.
Pedrinho, presidente do Vasco, e Leila Pereira, presidente do Palmeiras — Foto: Anderson Romão/AGIF
Apesar de presidir um clube associativo, Leila defendeu o modelo de SAF, afirmando que ter um dono é crucial para o desenvolvimento do clube.
— Não vejo futuro nesses clubes associativos. Sou adepta do clube-empresa. Acho que, para ter continuidade, o clube precisa ter um dono. Nesses clubes associativos, o presidente se deixa levar muito pela política, está sempre preocupado com o voto – analisou.
Recentemente, a 777 Carioca, subsidiária da 777 Partners, ex-controladora do Vasco, entrou com uma interpelação judicial para bloquear a venda da SAF do clube a Marcos Lamacchia. A empresa americana argumenta que ainda detém 70% das ações do Vasco, sendo 39% delas subscritas, e que “não há controvérsia entre as partes sobre a titularidade das ações no procedimento arbitral”.
Desde 15 de maio de 2024, os efeitos do contrato entre o Vasco e a 777 Partners estão suspensos, e o clube associativo assumiu a gestão da SAF. A empresa americana recorreu da decisão, mas até o momento sem sucesso.
Fonte: ge
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